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Parecia que, neste penúltimo pregão do ano, o Ibovespa poderia pegar carona no rali de ano novo do exterior e fechar no azul.
Mas, lá fora, após um certo otimismo no começo da semana - que não pegou muito por aqui -, faltou gás para novas altas, com os índices de ações fechando sem direção definida. E, em mais um dia de liquidez reduzida, a movimentação dos preços também não foi lá muito intensa.
Ao longo desta quarta-feira (29), o clima de rali foi, pouco a pouco, dando lugar a um cansaço pré-recesso de Réveillon, e os mercados locais seguiram o exterior.
Assim, o Ibovespa, que começou o dia alternando entre altas e baixas e lutando para manter os 105 mil pontos, logo se firmou em queda, e chegou até mesmo a perder o patamar dos 104 mil pontos, no pior momento do dia. No fim do pregão, fechou em baixa de 0,72%, aos 104.107 pontos.
A responsável pela água no chope da festa de fim de ano nos mercados mundiais é a variante ômicron do coronavírus, que paira como uma sombra sobre a cabeça dos investidores.
Inicialmente, eles reagiram bem ao fato de que os governos não devem impor restrições muito severas à circulação de pessoas por conta da pandemia, ao menos não agora, na reta final de 2021.
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Mas hoje não houve fôlego para ganhos mais significativos, tendo em vista que a ômicron ainda assim é uma ameaça e que os volumes de negociação estão fracos em todos os mercados, como é típico desta época do ano.
Além disso, o noticiário não deixa os investidores esquecerem o risco: vários países, incluindo os EUA, vêm batendo recordes de casos, e hoje a Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou para a potencial piora no quadro da pandemia com a nova cepa, mais contagiosa, e o seu convívio com a variante delta.
Assim, as bolsas asiáticas e europeias fecharam majoritariamente em baixa - o índice pan-europeu Stoxx 600, que reúne as principais empresas do Velho Continente, fechou com recuo de 0,63%.
E, em Wall Street, um pregão que começou relativamente animado terminou com movimentações modestas. O Dow Jones fechou em alta de 0,25%, o S&P 500 avançou 0,14%, após um pregão instável, e o Nasdaq recuou 0,10%. Ainda assim, o Dow Jones e o S&P 500 bateram novos recordes de fechamento.
O dólar à vista e os juros futuros, por sua vez, tiveram altas firmes nesta quarta. A divulgação do IGP-M acima da mediana das estimativas, combinada com a pressão dos servidores federais por aumentos salariais, pesou sobre o risco fiscal, mesmo com o bom desempenho das contas públicas em novembro, exibindo superávit primário pela primeira vez para o mês em quatro anos.
Com isso, a moeda americana fechou em alta de 0,95%, a R$ 5,6934, voltando a flertar com o patamar de R$ 5,70.
Veja tudo o que movimentou os mercados nesta quarta-feira, incluindo os principais destaques do pregão e as ações com o melhor e o pior desempenho.
A ELITE DA BOLSA
Três ações sobem para a ‘primeira divisão’ da B3 e duas são ‘rebaixadas’; confira como fica o Ibovespa em 2022. 3R Petroleum (RRRP3), CSN Mineração (CMIN3) e Positivo Tecnologia (POSI3) vão subir para a elite da bolsa em 2022; Banco Inter PN (BIDI4) e GetNet (GETT11) deixam o índice.
NAMORO ASSUMIDO
Fusão à vista? Ações de BR Malls (BRML3) e Aliansce Sonae (ALSO3) sobem forte após confirmação de conversa para unir operações; veja os detalhes. Papéis chegaram a avançar mais de 5% na B3, no melhor momento do dia. Até o momento, não existe acordo ou proposta entre as duas administradoras de shoppings.
CRIPTOMOEDAS HOJE
Bitcoin aprofunda queda e elimina ganhos do rali de Natal; veja como operam as principais criptomoedas do mercado. Com a chegada do final do ano, o BTC se afasta cada vez mais do patamar dos US$ 50 mil, recuperado na semana passada.
EXPANSÃO NO NORDESTE
Dasa (DASA3) fecha compra do laboratório Boris Berenstein e aumenta presença em Pernambuco. O negócio inclui a aquisição de 100% da Sall, holding que controla o Centro de Diagnóstico Boris Berenstein (CDBB).
DE GRÃO EM GRÃO
Petrobras engorda o caixa com mais US$ 27 milhões com conclusão da venda de 27 campos de petróleo no Espírito Santo. Negócio foi firmado em agosto de 2020 com a Karavan Seacrest SPE Cricaré pelo valor total de US$ 155 milhões. Estatal ainda tem US$ 118 milhões a receber.
PAGOU, LEVOU
Águas do Brasil vence leilão e arremata bloco 3 da Cedae por R$ 2,2 bilhões. Esta foi a segunda rodada de concessões de saneamento pelo governo estadual do Rio em 2021. Em abril, foram a leilão quatro blocos separados da Cedae, com investimento total de R$ 30 bilhões em obras.
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