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Será o (re)começo do superciclo das commodities? E quais os impactos para a bolsa?
Bom dia!
Parece que faz uma década, mas ainda no primeiro semestre deste ano os analistas do mercado financeiro debatiam se estávamos ou não diante de um novo “superciclo” das commodities.
Os preços das matérias-primas como o minério de ferro e o aço dispararam com a retomada econômica global após a paralisação forçada da pandemia da covid-19.
A tendência parecia irrefreável, mas as commodities valorizadas revelaram-se impressionantes esculturas de lama, como diria o analista manguebeat Chico Science.
Nem mesmo o mais pessimista dos investidores imaginaria que as cotações do minério cairiam mais de 50% em questão de semanas.
Na esteira da queda dos preços das commodities, as ações da Vale e das siderúrgicas brasileiras desabaram na bolsa, o que ajudou a afundar ainda mais o Ibovespa neste ano.
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As razões para a derrocada vieram da China, com a crise da incorporadora Evergrande e as medidas adotadas por Pequim para conter a inflação.
Mas as commodities agora podem voltar aos dias de glória não tão distantes, e com o empurrão de outro gigante econômico.
O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, enfim conseguiu avançar com seu pacote de infraestrutura de US$ 1 trilhão (R$ 5,5 trilhões).
Esse dinheiro será usado na ampliação de estradas, pontes e ferrovias — obras que dependem, e muito, de aço e outras matérias-primas produzidas por empresas brasileiras.
Será o (re)começo do superciclo das commodities? E quais os impactos para a bolsa? O nosso colunista Matheus Spiess traz as respostas para você.
ESQUENTA DOS MERCADOS
Cautela deve predominar na bolsa antes da votação dos precatórios; exterior segue positivo em dia de recorde do bitcoin (BTC). Os balanços também devem mexer com os negócios, com os resultados de Gol, BTG Pactual, Braskem, Carrefour e Localiza.
CABO DE GUERRA
STF não assusta a Câmara? Arthur Lira quer manter votação de PEC dos precatórios hoje. Para o deputado, placar de votação será ainda mais favorável que os 312 votos registrados na semana passada.
BALANÇO
Banco do Brasil (BBAS3) tem lucro de R$ 5,139 bilhões no terceiro trimestre, acima do esperado pelo mercado. Apesar da alta de 47,6% no lucro, a rentabilidade sobre o patrimônio líquido do Banco do Brasil segue abaixo dos concorrentes privados.
DINHEIRO NO BOLSO
Dividendos: BB anuncia mais de R$ 1 bilhão em JCP; Itaúsa (ITSA4) também vai distribuir proventos aos acionistas. Confira o valor por ação, a data de corte para ter direito aos proventos e o dia marcado para os pagamentos de cada uma das empresas.
PRESENTÃO DE NATAL
Bradespar (BRAP4) vai pagar R$ 2,3 bilhões em dividendos; ainda dá tempo de garantir a bolada — veja como. O valor corresponde a aproximadamente R$ 5,49 por ação ordinária e R$ 6,04 por preferencial e deve cair na conta dos investidores em 29 de dezembro.
SOBE MAIS?
Bitcoin estabelece nova máxima histórica. O principal criptoativo do mercado rompeu hoje a marca dos US$ 68 mil. E analistas continuam enxergando espaço para mais valorização.
QUEM AVISA AMIGO É
Uma bolha está se formando nos mercados financeiros? A CIO do Morgan Stanley acredita que sim. Para ela, combinação entre política acomodatícia, aumento da inflação e taxas reais negativas serve de combustível para formação de bolhas.
INVESTIDOR 3.0
Investidores tendem a comprar ações que estão recebendo muita atenção da mídia, diz Terrance Odean. O professor de Berkeley e especialista em finanças comportamentais foi um dos convidados do evento de aniversário de 12 anos da Empiricus, onde falou sobre o comportamento das pessoas físicas na bolsa.
Aquele abraço e uma ótima terça-feira!
Este artigo foi publicado primeiramente no "Seu Dinheiro na sua manhã". Para receber esse conteúdo no seu e-mail, cadastre-se gratuitamente neste link.
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