O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Desempenho tem sido impulsionado pelas gigantes de tecnologia, e a dúvida é se ainda há espaço para que esse movimento continue
Os números são impressionantes. Desde 2010, as ações de empresas norte-americanas superaram o desempenho do resto do mundo em mais de 270%, com média de 8% ao ano.
Como não podia deixar de ser, as grandes responsáveis por tal movimento são as chamadas FAAMGs (Facebook, Apple, Amazon, Microsoft e Google), que contribuíram significativamente para esse desempenho superior.
Com exceção da Amazon, que passou por pressão vendedora mais recentemente, todas essas empresas estão entregando novos recordes quase que diariamente.
Note abaixo como a recuperação das empresas de tecnologia impulsionou o S&P 500 para sua alta mais rápida de todos os tempos.
O gráfico acima apresenta o tempo necessário para que o índice dobre desde sua mínima.
No caso atual, viajamos para 100% de ganho desde março de 2020; isto é, em menos de um ano e meio. Com tamanha velocidade de ganho e disparidade entre a performance dos EUA para o resto do mundo, as pessoas começam a se perguntar se faz sentido.
Leia Também
Para entender a razão por trás da valorização americana e da alta dos múltiplos por lá, podemos nos valer desta última temporada de resultados, que em grande parte surpreendeu positivamente o mercado. Recorro ao estudo da Alpine Macro, que mostra que, no fundo, os investidores valorizam o crescimento forte e estável dos lucros corporativos.
Não entendeu? Bem, permita-me mostrar então.
Veja o gráfico abaixo. Ele ajuda a explicar a diferença de valuation entre os mercados de ações de múltiplos países e justifica o valor de ações dos EUA, relativamente mais caras que as outras localidades.
A dinâmica é a seguinte:
Ou seja, a performance exacerbada das empresas de tecnologia que em grande parte nos ajuda a entender o desempenho superior dos EUA está associada aos ganhos robustos destas companhias, bem como a respectiva falta de correlação com o ciclo de negócios.
A última crise, em especial, ilustra bem isso, pois enquanto todos os setores sofriam, as companhias de tecnologia surfavam bem o momento.
Entendo que sim, mas com maior seletividade.
Claro, há fatores macroeconômicos para isso, como a recuperação econômica e a manutenção das baixas taxas de juros no mundo desenvolvido, apesar do início do "tapering" (processo de redução de compra de ativos) nos próximos meses.
Logo, há espaço para alta, mas o aprimoramento da seleção é necessário por conta do processo de normalização dos lucros corporativos, que deverá aparecer nesta segunda etapa do ciclo. Para isso, gosto de avaliar o barômetro econômico global da Universidade de Zurique.
Note abaixo como os barômetros globais permanecem altos, mas sinalizam uma expansão mais lenta no terceiro trimestre (linha azul).
Todos os indicadores antecedentes setoriais caem em agosto, com destaque para a Indústria, setor que tem dominado a recuperação da economia mundial até o início de 2021.
Veja como o Barômetro Global Coincidente diminuiu 10,1 pontos em agosto para 118,1 pontos, enquanto o Barômetro Global Leading caiu 11,3 pontos, para 112,7 pontos.
Todas as regiões investigadas desenvolveram-se negativamente em agosto, com perdas mais graves na região da Ásia, Pacífico e África para ambos os indicadores.
Apesar das quedas, os setores de Serviços, Construção e Comércio continuam registrando níveis que refletem o otimismo de curto prazo. Isto é, depois da alta mais rápida da história para o S&P, os dados nos sugerem que ainda há espaço para posições nos setores relacionados com tecnologia, sem deixarmos de lado as teses de valor.
No meu entendimento, é provável que os lucros corporativos globais no terceiro trimestre caiam pela primeira vez em 18 meses, após os recordes entre abril e junho, à medida que a variante Delta da covid-19 continua se espalhando, comprimindo as cadeias de suprimentos e aumenta os custos de mão-de-obra.
Abaixo, a expectativa de normalização dos resultados.
Isso abre espaço para um blend de valor (reabertura, geralmente), tecnologia (maior seletividade, não a mesma coisa que subiu nos últimos meses) e mercados emergentes, onde a reabertura está ainda acontecendo e os resultados corporativos ainda devem ter um terceiro trimestre positivo de crescimentos das respectivas entregas
Os mercados emergentes, além de ainda poderem desfrutar dos desdobramentos das primeiras fases de reabertura, que já aconteceram em países desenvolvidos, também contam com a grande assimetria de desconto frente ao S&P.
Se levarmos ao pé da letra a questão da estabilidade de lucros, vemos que os emergentes estão realmente bem baratos.
Neste caso, o mercado brasileiro, como não poderia deixar de ser, se destaca para a janela entre setembro e dezembro, quando o S&P costuma entrar em uma fase um pouco mais complicada sazonalmente, de correção de lucros.
Mas navegar em um mercado esticado e em um Brasil cheio de risco (em direção a um ano eleitoral polarizado) não é nada fácil.
Para auxiliar os nossos assinantes, trabalho semanalmente com Felipe Miranda, estrategista-chefe da Empiricus, para entregar as melhores ideias de investimento, para produtos locais e internacionais.
Na nossa série best-seller, a "Palavra do Estrategista", nos debruçamos sobre oportunidades assimétricas para o investidor brasileiro, de maneira simples e direcionada para os mais variados perfis.
Se quer navegar em um cenário de maior selectividade tecnológica e de desencontro de países emergentes, a assinatura pode ser uma boa pedida. Assim, o leitor pode se aprofundar um pouco mais nas ideias que expus neste texto.
Trégua no Oriente Médio alivia temores sobre energia, derruba o petróleo e impulsiona ativos de risco. Ibovespa avançou mais de 3%, aos 181.931 pontos; o dólar à vista caiu. 1,29%, a R$ 5,2407; Prio foi a única queda
Ibovespa recua com juros e guerra no radar, enquanto petróleo dispara e amplia incertezas globais; Eneva lidera ganhos com salto de quase 25%, enquanto Minerva puxa perdas após resultado fraco, e dólar fecha a semana em leve queda mesmo com pressão no fim
Forte alta na sexta-feira não evitou recuo no acumulado da semana, em meio à guerra no Irã, à pressão do petróleo e à reprecificação dos juros nos Estados Unidos e no Brasil
Rali das ações acompanha alta das commodities agrícolas, mas pressão de custos, câmbio e margens limita potencial adicional e mantém recomendação neutra do BofA
Totvs (TOTS3) aprovou o pagamento de R$ 104,2 milhões em JCP (R$ 0,18 por ação), com data-base em 25 de março, ações “ex” a partir do dia 26 e pagamento previsto para 10 de abril
Os dólares dos gringos estavam marcados para as bolsas emergentes, mas nem todos os países conseguiram aproveitar a onda
O desempenho do 4T25 frustrou as expectativas, com queda nas vendas, pressão sobre margens e aumento de despesas, reforçando a leitura de desaceleração operacional
XP tem recomendação de compra para Lojas Renner (LREN3) com potencial de valorização de até 50%; veja por que a ação é a preferida do varejo
Mais um resultado muito fraco no 4T25, com queda de rentabilidade, queima de caixa e perda de beneficiários, expõe desafios estruturais e leva a companhia a reforçar plano focado em execução, eficiência e preservação de capital
Com retornos acima de 110% desde 2024, os ETFs de energia nuclear superam o S&P 500; demanda por inteligência artificial impulsiona a tese de investimento
Com uma carteira composta por cerca de 40% em ações de óleo e gás, o ETF acumula uma alta de 14,94% no ano, superando o desempenho do Ibovespa, que avança 11,64% no mesmo período
Christian Keleti, sócio-fundador e CEO da Alphakey, avalia que o Ibovespa tem espaço para subir mais com o fluxo estrangeiro, mesmo diante do conflito no Irã
Em relatório, o banco destacou que, nesse nicho, Cury (CURY3) e Tenda (TEND3) são as principais beneficiadas pelas eventuais mudanças no programa governamental
Itaú BBA explica os três fatores que derrubaram as ações do Nubank, mas recomendam aproveitar a queda para se expor aos papéis; entenda
Banco vê mudança estrutural no setor com medidas protecionistas e avalia que o mercado ainda não precificou totalmente o potencial de alta da siderúrgica
Ações da ex-estatal de saneamento sobem após a divulgação do balanço do 4º trimestre, aumento de capital e renda extra para os acionistas
Ações da Motiva podem valorizar mais de 31%, segundo analistas do BTG Pactual; confira as indicações dos bancos e corretoras para buscar ganhos com ações ligadas a ESG
Temores sobre o Estreito de Ormuz, aumento do petróleo e incertezas geopolíticas pressionam ativos; mercado agora aguarda decisão do Copom
Programação faz parte da Global Money Week e inclui cinco aulas on-line sobre organização financeira, Tesouro Direto, proteção de investimentos e diversificação de carteira
Fundos imobiliários estão descontados e podem gerar retornos atrativos em 2026, mas Itaú BBA indica que é preciso se atentar a indicadores para evitar ciladas; XP também tem visão positiva para a indústria no ano