Menu
Richard Camargo
Estrada do Futuro
Richard Camargo
Formado em Economia pela Universidade de São Paulo, Richard trabalhou por 5 anos na área tecnológica até chegar na Empiricus.
2021-02-12T16:29:11-03:00
ESTRADA DO FUTURO

Clubhouse: o quinto cavaleiro

A rede social mais badalada do momento pode adicionar um jogador ao quarteto de empresas tech formado por Apple, Amazon, Facebook e Google; conheça a estratégia de marketing e monetização

14 de fevereiro de 2021
5:50 - atualizado às 16:29
Clubhouse application view on the smartphone
Imagem: Shutterstock

Olá, seja bem-vindo ao nosso papo de domingo sobre tecnologia e investimentos.

 Depois do livro “Os Quatro: Apple, Amazon, Facebook e Google. O Segredo dos Gigantes da Tecnologia” que o professor Scott Galloway escreveu em 2016, passamos todos a tratar as Big Techs como “monopólios”.

O professor argumenta que cada uma delas nos conquistou pelos nossos instintos mais primitivos. 

O Google conquistou nossos cérebros ao trazer todo o conhecimento do mundo para a palma das nossas mãos. Todos somos inteligentes em tempos de Google. 

A Apple nos conquistou pela genital (sim, isso mesmo), ao criar produtos e uma marca que são sinônimos de status e riqueza. 

A Amazon nos ganhou pelo estômago, ao tornar quase todos os nossos desejos materiais acessíveis em 24h, sem precisarmos sair de casa. 

E por último o Facebook, que nos conquistou pelo coração, ao nos prover uma plataforma em que conseguimos sentir amor, ódio, paixão e repulsa ao rolarmos o dedo pela tela. 

No limite, o professor argumenta, cada uma dessas empresas tomou conta de um domínio diferente das nossas vidas e ninguém seria capaz de competir com elas.

Em sua construção, apenas a intervenção do Governo, regulando e combatendo o poder excessivo dessas empresas, seria capaz de desmontar esses monopólios. 

O mais fraco entre os cavalheiros

Eu mesmo já estive entre aqueles que consideravam o Facebook como um monopólio erguido sobre os alicerces da competição. 

Redes sociais são poderosas justamente a partir do momento em que criam efeitos de rede. 

Com mais 1 bilhão de pessoas ao redor do mundo ativas mensalmente no Instagram e no Facebook, e com a cara de pau infinita de Mark Zuckerberg e companhia em copiarem qualquer produto que começasse a se destacar, todos imaginamos que não existiria competição, nunca. 

O Snap - depois de sobreviver ao plágio escancarado - mostrou que é possível uma briga nessa arena. 

Então veio o TikTok, que precisou de apenas uma fração do tempo que o Facebook levou para se tornar o Facebook. 

E agora, temos mais um entrante promissor nessa ringue das redes sociais: o Clubhouse.

Quando a diferenciação vai além do produto 

O Clubhouse é uma rede social construída sobre áudio, a forma mais antiga de comunicação potencializada pela tecnologia. 

Em janeiro, o Clubhouse realizou sua segunda captação de recursos, liderada pela Andreessen Horowitz - uma das maiores e mais respeitadas casas de venture capital do planeta - que avaliou a rede social em 1 bilhão de dólares. 

Detalhe: o Clubhouse nunca gerou 1 dólar em receitas. 

Inclusive, eles ainda estão buscando uma maneira de monetizar a plataforma. Ou seja, não fazem ideia de como cobrar pelo serviço.

Mas o que é esse negócio? 

Basicamente, uma ferramenta para você abrir uma sala, com algumas pessoas como apresentadores, e manter uma conversa ao vivo para uma audiência de ouvintes. 

Os ouvintes podem pedir direto de fala, participando com dúvidas e ideias na conversa. 

Em resumo, um podcast ao vivo, em que os ouvintes podem interagir com seus hosts.  

Para descobrir como funciona, na última terça-feira, eu e meus amigos Vinícius Bazan e André Franco, fizemos uma edição ao vivo do nosso podcast semanal, direto na plataforma. 

Tá com cara que vai dar certo

Apesar da plataforma ser bacana, o que despertou minha curiosidade foi o modelo de marketing que os caras escolheram. 

O Clubhouse está disponível apenas nos dispositivos da Apple e não é possível gravar uma conversa para ouvi-la mais tarde. 

Quer participar da festa? Então você precisa estar lá, na hora combinada.  

O Clubhouse criou com primazia uma estratégia de FOMO, o famoso fear of missing out (medo de estar de fora). 

Ao forçar uma “exclusividade”, passou a gerar uma curiosidade crescente no público que não pode acessá-lo (a maioria das pessoas). 

Fizemos uma enquete no nosso Telegram, com mais de 3.000 inscritos, e apenas 6% delas utilizavam o aplicativo. 

O Clubhouse utilizou um público seleto para alcançar um público global. No mínimo, muito inteligente. 

Na dúvida do quão poderoso é isso? 

Deixa eu te explicar com um exemplo:

“Siga o @RichardCamargo, o @vbazan e o @cryptoandre no Clubhouse, pois a qualquer momento podemos iniciar uma sessão ao vivo, em que o André vai revelar a criptomoeda favorita dele para 2021”.

Você vai correr o risco de ficar de fora?

Contato

Se você gostou dessa coluna, pode entrar em contato comigo através do e-mail [email protected], com ideias, críticas e sugestões. 

Aproveite para se inscrever no nosso Telegram; todos os dias, postamos comentários sobre o impacto da tecnologia no mercado financeiro (e no seu bolso).  

Um abraço!

Comentários
Leia também
A REVOLUÇÃO 3.0 DOS INVESTIMENTOS

App da Pi

Aplique de forma simples, transparente e segura

O melhor do seu dinheiro

De volta para o futuro com a Embraer, a expectativa para a Super Quarta, Eletrobras e outras notícias que mexem com seus investimentos

Diz a lenda que os produtores do filme De Volta para o Futuro recusaram uma oferta milionária da Ford para transformar a máquina do tempo em um Mustang. Mesmo sem receber um centavo, eles preferiram usar um DeLorean DMC-12, carro que teve menos de 10 mil unidades fabricadas e se tornou artigo de colecionador. Afinal, se você […]

Novo passo

Ultra fecha exclusividade com tailandesa Indorama para negociação de Oxiteno

Com isso saíram da lista de potenciais compradores o fundo de private equity (que compra participação de empresas) Advent e a fabricante norte-americana de produtos químicos Stepan

Rapidinhas da semana

Felipe Miranda revela quais ações são ouro, prata e bronze e comenta sobre o investimento de Warren Buffett no “roxinho”

Em edição do Blink!, o analista também opina sobre a possibilidade de uma nova Bolsa e sobre as ações de OIBR3, ENEV3 e muito mais

Em recuperação judicial

Samarco tenta blindar sócias, diz ação de credores

Grupo afirma que mineradora tem condições de manter suas operações sem o financiamento de R$ 1,2 bilhão pedido pela companhia

Estudando o fim do IPI

Guedes busca acabar com IPI e apresentar proposta de compensação, diz Bolsonaro

Bolsonaro também voltou a tratar da redução de impostos federais sobre combustíveis. De acordo com o presidente, a medida, entretanto, não teve efeito para conter a alta nos preços

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies