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Um encontro com a China na pauliceia desvairada

Ao realizar o sonho de trabalhar no mercado financeiro, percebo a relevância da educação formal e do ferramental adequado para ser um bom analista

17 de julho de 2021
7:55 - atualizado às 17:49

Aos 14 anos, quando me encantei pelo mercado financeiro, jamais imaginei que estaria hoje, aos 27, acompanhando ações de empresas chinesas. E, ainda, que cada vez mais chinesas estariam na lista das maiores companhias do mundo em valor de mercado.

O ano era 2008, e ali estourava a primeira bolha financeira da minha vida, a qual eu acompanhei diretamente de Belo Horizonte, minha cidade natal. Aquilo acendeu em mim uma curiosidade sobre o mundo financeiro que nunca mais se apagou.

Como podia aquele país ser tão vulnerável ao acúmulo de dívida por parte de famílias e bancos irresponsáveis? Desde aquela época, sonho em trabalhar no mercado financeiro, com o que quer que fosse.

E fui estudando.

Paralelamente, fiz muitas aulas de ballet e de teatro, que eu gostava muito – até meu pai cismar que eu estava mentindo em casa, então fiquei só com o ballet. De toda forma, mal sabia eu que essas aulas me preparariam para enfrentar as câmeras enquanto analista da Empiricus.

Coloquei na cabeça que tinha que ser engenheira para me dar bem nesse mercado, e acredita que acabei passando em primeiro lugar no vestibular?

Pois bem, mas acabei me formando em Administração, um curso que me deu uma base teórica melhor para vir trabalhar no mercado financeiro de São Paulo – que, convenhamos, é o mais competitivo da América Latina.

Entretanto, o ferramental mesmo, eu busquei todo por conta própria.

Deduzi que valuation era uma habilidade cara aos profissionais da Faria Lima, então logo busquei um estágio em que aprenderia aquilo, já que a faculdade não ensinava.

E assim fiz – aliás, não fosse minha nota na prova técnica de seleção, cujo tema era finanças corporativas, eu não teria conseguido a vaga, porque um amigo do dono já havia arranjado para seu filho estagiar lá. Por conta da minha nota, acabaram entrando os dois, até meu colega sair por não conseguir acompanhar o ritmo.

Chegando na pauliceia desvairada, fui logo ser trainee do Credit Suisse na área de assessoria para fusões e aquisições. Foi uma excelente forma de chegar à capital paulista, mas com o tempo descobri que gosto mesmo é de ser analista de ações.

Fiz uma rodada de cold calls com várias mulheres da Faria Lima, que caridosamente me fizeram introduções às pessoas certas. Assim, acumulei aprendizado em um grande fundo de investimento em ações, que não nomeio em respeito à discrição escolhida pela casa, antes de me juntar à equipe de análise da série Carteira Empiricus.

Ao longo do caminho tirei a certificação CNPI (e a CGA também). O CNPI é necessário para emitir recomendações de investimentos, como faço hoje.

Como você pode ver, dei minha cara a tapa o tempo todo. Haja óleo de peroba para lubrificar a cara de pau que precisei para me trazer até esse humilde posto de analista. 

E aqui estou.

Nesta semana, passei boa parte do tempo entre uma tarefa e outra refletindo sobre o cenário chinês, que afeta diretamente duas empresas da Carteira Empiricus.

O autoquestionamento acerca do limite dos tentáculos do governo chinês sobre as gigantes de tecnologia nacionais foi uma constante para mim nas últimas semanas, e aposto que isso não é exclusividade minha – esse assunto está na cabeça da maioria dos analistas de ações que cobrem Ásia. Na Faria Lima, você encontra vários exemplares dessa espécie.

Ainda, aqui na Empiricus exerço uma frente de trabalho em educação, essa coisa de levar informação financeira para todos, e mostrar que qualquer pessoa consegue montar uma carteira de investimentos sem deixar a desejar para nenhum gestor profissional.

Um dos produtos que ajudei a montar nessa frente foi o novo MBA em Análise de Ações e Finanças, uma pós-graduação Latu Sensu que visa formar analistas profissionais ou, no mínimo, investidores que gerem suas carteiras pessoais como um profissional.

Participei da montagem do programa, da escolha dos professores, dos benefícios e cortesias aos alunos, dos métodos avaliativos e dos aprofundamentos opcionais.

Um dos meus desejos, desde o início, foi que o aluno não tivesse que arrumar um estágio para aprender a fazer modelagem financeira, como foi o meu caso.

Os alunos terão todo um módulo de valuation, que mostrará duas metodologias diferentes e as limitações delas – aliás, a disciplina “Limitações dos Modelos” é maravilhosamente ministrada pelo Rodolfo Amstalden.

Desejaria também que alguém tivesse feito para mim uma lista de todos os livros que precisei ler na paralela, para formar uma mentalidade investidora de qualidade. Então foi isso que montamos para os alunos: um pacote de 11 livros carinhosamente selecionados, que irão até o aluno com uma carta sugerindo a ordem de leitura para uma formação de qualidade.

Um outro desejo era ter um professor para me ajudar a amarrar tudo isso na cabeça – mas isso eu tive a sorte de ter, e vários.

Aprendo diariamente sobre investimentos com o João Piccioni e com o Felipe Miranda, duas mentes que tenho o privilégio de conviver. Ambos são professores do MBA, nas disciplinas de Ações Globais e Estratégias Avançadas de investimentos, respectivamente. Vou te falar que está um escândalo esse módulo que contempla as duas disciplinas.

Meu último desejo foi que o aluno não precisasse mandar mensagens constrangedoras para pessoas que não conhece, uma vergonha que passei mas que ninguém precisa passar.

Por isso, montamos um marketplace de vagas, em que vamos conectar os alunos a empregadores que nos acessam quase diariamente à procura de bons profissionais de investimentos, uma oportunidade que precisamos usar para gerar valor aos nossos alunos.

Também oferecemos um curso preparatório para um certificado à sua escolha, preparatório esse já incluso no valor do MBA: CNPI, CFP ou CEA.

Por fim, para quem tiver interesse, ofereceremos a oportunidade de concorrer a uma vaga no nosso grupo de empresas, a depender da participação e da nota do aluno em algumas atividades optativas: trabalhos de aprofundamento, um paper sobre ações com assunto à escolha, um vídeo de apresentação pessoal e um teste de fit com a nossa cultura.

Tudo feito com muito carinho para contribuir com o desenvolvimento de profissionais de finanças, uma espécie em alta demanda e pouca oferta.

Se você se interessou, não deixe de fazer sua pré-inscrição neste link para acessar as quatro primeiras aulas, gratuitamente. Depois quero saber o que achou. Quero seu feedback!

Um forte abraço!

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