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Dados da Bolsa por TradingView
2021-12-03T09:08:48-03:00
Renan Sousa
Renan Sousa
É repórter do Seu Dinheiro. Cursa jornalismo na Universidade de São Paulo (ECA-USP) e já passou pela Editora Globo e SpaceMoney. Twitter: @RenanSSousa1
A BOLSA HOJE

Esquenta dos mercados: Produção industrial brasileira movimenta o cenário local, enquanto investidores olham payroll nos EUA

Os investidores permanecem atentos a quaisquer novas informações sobre a variante ômicron e a covid-19 no último pregão da semana

3 de dezembro de 2021
8:01 - atualizado às 9:08
Produção industrial IBGE
A cautela com a variante ômicron segue no radar. Imagem: Shuttertstock

O mercado deixou de lado a recessão técnica com a queda de 0,1% do PIB no terceiro trimestre e se agarrou à aprovação da PEC dos precatórios para ganhar um fôlego extra no pregão da última quinta-feira (02). Com isso, o Ibovespa teve espaço para subir 3,66%, aos 104.466 pontos, enquanto o dólar à vista fechou em queda de 0,19%, a R$ 5,6600, mas longe das mínimas do dia. 

No pregão desta sexta-feira (03), mais dados macroeconômicos movimentam os negócios. O IBGE divulga hoje os números da produção industrial, que deve crescer em outubro, mas ainda acumular forte queda de mais de 5% na comparação interanual.

A desistência do Banco Inter de lançar suas ações em Nova York também deve movimentar a bolsa brasileira hoje, em especial os papéis BIDI11 e BIDI4.

Sem maiores indicadores locais, o investidor volta seus olhos para o exterior: é dia de payroll nos Estados Unidos, o relatório de emprego que deve trazer um panorama da retomada das atividades no país. Por fim, a costura de um acordo para expandir ainda mais o teto de gastos americano e evitar um shutdown do governo dá alívio aos negócios. 

Os investidores ainda esperam maiores informações sobre a nova variante ômicron do coronavírus. Confira o que deve movimentar a bolsa no último pregão da semana: 

PEC dos precatórios: aprovada

A PEC dos precatórios foi finalmente aprovada pelo Senado e seguirá novamente para apreciação da Câmara dos Deputados, já que as mudanças feitas pelos senadores precisam ser avaliadas. O texto foi aprovado com folga e também deve receber o sinal positivo na outra Casa Legislativa.

Com isso, existe um certo alívio no panorama doméstico, apesar de o ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmar que “gostava mais da versão original da PEC”, mas admitiu que o texto aprovado acabou se tornando um “mal menor”. 

Somado a isso, na mesma quinta-feira também foi aprovada a Medida Provisória (MP) que instaura o Auxílio Brasil a R$ 400, que agora tem mais chances de sair do papel com a aprovação da PEC. A MP sugere que os pagamentos sejam realizados ainda em dezembro, mas os recursos de mais de R$ 100 bilhões dos precatórios ainda precisam do aval da Câmara.

Reforma administrativa na geladeira

Com os esforços do governo voltados para a PEC dos precatórios, o pacote de reformas estruturais ficou em segundo plano, em especial a administrativa. O relator da proposta na Câmara, Arthur Maia (DEM-BA), já afirmou que não enxerga a possibilidade de aprovação da proposta neste governo. 

Na última quarta-feira (1º), a agência de classificação de risco S&P Global manteve o rating BB- para o Brasil, com perspectiva de estabilidade. Entretanto, o relatório destaca que o contorno no teto de gastos com a PEC dos precatórios elevou o risco local e reforçou que as reformas estruturais são imprescindíveis para acelerar a retomada econômica. 

Inter e produção industrial

O Inter (BIDI11) já estava de malas prontas para deixar a B3 e listar suas ações nos Estados Unidos, mas uma decisão de parte dos acionistas obrigará o banco a permanecer na bolsa brasileira.

Os detentores dos papéis tinham até esta quinta-feira (02) para decidir se aceitavam trocar suas ações BIDI11 e BIDI4 por recibos de ações (BDRs) do Inter Platform — como o banco se chamaria na Nasdaq — ou se preferiam o cash-out, ou seja, receber o valor correspondente em dinheiro.

A notícia deve movimentar os papéis do banco nesta sexta-feira, com os investidores de olho no resultado da produção industrial de outubro, divulgada pelo IBGE. Na mediana das projeções de especialistas ouvidos pelo Broadcast, a indústria brasileira deve crescer 0,7% em outubro, mas registrar uma queda acumulada de 5,0% na comparação com o mesmo mês do ano passado.

Aumento do teto

O Senado dos Estados Unidos aprovou, na noite da última quinta-feira (02), uma medida provisória que evita a paralisação das atividades (shutdown) no país. O texto segue para aprovação do presidente americano, Joe Biden. 

Os EUA estavam à beira de uma paralisação total dos serviços públicos, o que fez a administração Biden correr contra o tempo para conseguir aprovar uma extensão no teto da dívida. Com a nova medida, o governo conseguiu um fôlego nas contas públicas até 18 de fevereiro. 

Payroll e PMIs

Hoje é dia de relatório de empregos (payroll) nos Estados Unidos, o dado mais importante desta sexta-feira para o exterior. É esperado que a taxa de desemprego caia de 4,6% para 4,5% e que os EUA somem mais 548 mil novos postos de trabalho não agrícolas.  

De acordo com o Yahoo Finance, o emprego nos EUA ainda está aquém dos níveis pré-pandemia e os analistas atribuem esse fato à dificuldade dos trabalhadores em encontrar creches ou espaços de acolhimento para os filhos, preocupações envolvendo novos casos de infecção por covid no trabalho e a demanda de trabalhadores por maiores benefícios, como horários flexíveis e melhores salários.

Além disso, hoje sai o índice do gerente de compras (PMI, em inglês) de serviços dos Estados Unidos, que deve indicar uma expansão dos negócios no país, segundo projeções.

Bolsas pelo mundo

Os principais índices asiáticos encerraram o pregão desta sexta-feira majoritariamente em alta, à exceção de Hong Kong, que recuou nos últimos minutos com o anúncio de fechamento de capital em Nova York. 

Na Europa, as bolsas amanheceram em alta, em busca de recuperação da forte queda do dia anterior. Enquanto isso, os futuros de Nova York operam de maneira mista antes do relatório de empregos (payroll). 

Agenda do dia 

  • IBGE: Produção industrial de outubro (9h)
  • Economia: PMI composto e de serviços (10h)
  • Estados Unidos: Relatório de empregos (payroll), taxa de desemprego e salário médio por hora (10h30)
  • Estados Unidos: PMI de serviços (IHS Markit) em novembro (11h45)
  • Estados Unidos: PMI de serviços (ISM) em novembro (12h)
  • Estados Unidos: PMI global de serviços (IHS/JP Morgan) em novembro (13h)
  • Reino Unido: Secretária do Tesouro dos EUA, Janet Yellen, presidente do Fed de Atlanta, Raphael Bostic, e presidente do BCE, Christine Lagarde, participam do Reuters Next (sem horário)
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