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Enquanto o otimismo predominava nas bolsas americanas, por aqui as incertezas sobre a efetividade da campanha de vacinação contra a covid-19 se acumulavam
Quando as vacinas para uso emergencial foram aprovadas no último domingo (17) pela Anvisa, e a primeira brasileira foi vacinada em solo nacional, parecia que o nosso “felizes para sempre” pós-pandemia era só questão de tempo. E foi assim que o mercado reagiu ontem, mesmo com uma série de incertezas no radar.
Tudo que é bom dura pouco e a ilusão de que esse é apenas “o início do fim” durou menos de 48 horas. Como aqueles sonhos que rapidamente se provam um pesadelo, a vacinação da população brasileira hoje foi o maior gatilho para a cautela adotada pelos investidores locais.
Ainda que no exterior o cenário tenha sido de alta — com o S&P 500, Nasdaq e Dow Jones subindo respectivamente 0,81%, 1,53% e 0,38% —, a bolsa brasileira patinou por boa parte do dia e o Ibovespa fechou em queda de 0,50%, aos 120.636,39 pontos.
O dia também começou no azul por aqui, com a bolsa subindo mais de 0,70%, mas ao longo do dia o cenário foi se deteriorando cada vez mais. Ainda que tenha fechado longe das mínimas, o rumo da bolsa hoje joga um banho de água fria no otimismo. O desempenho negativo das ações ligadas ao setor de commodities também pressionou o índice.
O dólar teve uma trajetória parecida de decepção com o cenário doméstico. A moeda americana chegou a cair mais de 1,70%, mas terminou o dia em alta de 0,77%, aos R$ 5,3456.
O mercado de juros futuros também começou o dia em queda e mudou de trajetória ao longo do dia, conforme os investidores foram pesando a preocupação com o cenário fiscal e antecipando a decisão do Copom sobre a taxa Selic, que será divulgada amanhã. O maior impacto foi sentido nas taxas longas. Confira as taxas de fechamento:
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O banho de água fria teve inúmeros componentes. Atritos políticos, erros logísticos, falta de informações oficiais, relações diplomáticas desgastadas e falta de insumos. Não importa em qual deles você deseje focar. Tudo leva a crer que um atraso no planejamento inicial é inevitável.
Esse atraso na vacinação é prejudicial não só para o quadro de saúde do país, mas também para a saúde fiscal. Pois é, esse tema que volta e meia reaparece para assombrar os investidores também resolveu dar as caras por aqui hoje, de forma mais contundente.
A euforia com o início da vacinação havia deixado esse ponto um pouco de lado, até porque a leitura do mercado era de que com a vacinação avançando no país, a discussão sobre novos estímulos fiscais ou a extensão do auxílio emergencial não seria necessária. O atraso da imunização em larga escala, no entanto, abre novamente essa possibilidade.
A queda da popularidade de Jair Bolsonaro também. O mercado teme que o presidente recorra a medidas populistas para recuperar o apoio popular.
A corrida para a presidência da Câmara, outro foco de incerteza, também esbarrou no risco fiscal.
Camila Abdelmalack, economista-chefe da Veedha Investimentos, aponta que esse deve ser o tema das próximas semanas e que o que está em pauta é a condução fiscal de cada um dos candidatos — Baleia Rossi (oposição com o apoio de Maia) e Arthur Lira (candidato do governo). E os dois já se manifestaram favoráveis a pautar uma extensão do auxílio emergencial. Paulo Guedes também espera a vitória de Lira para reapresentar a proposta da “nova CPMF”.
Só resta ao mercado financeiro reagir com cautela, já que a soma de fatores levanta dúvidas não só sobre o processo de vacinação, mas também sobre a capacidade do país em lidar com a crise sem a necessidade de aumentar o rombo nas contas públicas. E, segundo analistas do mercado, o ritmo de vacinação é essencial para manter o otimismo e dissipar esse medo.
Além de o Brasil começar o seu processo de vacinação contra a covid-19 com mais de um mês de atraso com relação a boa parte do mundo, ainda temos um caminhão de situações-problemas que pioram o cenário.
A primeira delas é que o Ministério da Saúde ainda não apresentou um cronograma detalhado e teve problemas logísticos de distribuição das doses logo no primeiro dia de vacinação. A situação só foi normalizada agora no fim da tarde. Oficialmente, já foi dada a largada em todos os estados do País.
Com isso, a segunda preocupação é: até quando as doses disponíveis serão suficientes? Pelo que temos de números, a resposta não é nada animadora. E ela pode piorar.
O Brasil está tendo problemas para importar insumos essenciais para a fabricação tanto da Coronavac, feita em parceria com o Instituto Butantan, quanto do imunizante produzido pela AstraZeneca, com apoio da Fiocruz. E a culpa é dos impasses diplomáticos com o país asiático e que marcam todo o governo Bolsonaro.
Com a falta de insumos, a Fiocruz já adiou para março a entrega das doses produzidas no Brasil.
O Itamaraty tenta uma reaproximação, e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, deve se encontrar amanhã com o embaixador da China, Yang Wanming, para tentar resolver a situação.
Problemas também com as vacinas que ainda nem estão em solo nacional. É o caso das doses que o governo federal diz ter comprado da Índia. Hoje, o governo indiano divulgou uma lista de seis países que receberão as doses, e o Brasil não é um deles.
Além disso, o presidente Jair Bolsonaro e o governador de São Paulo, João Doria, seguem se estranhando em rede nacional.
Atrasos na vacinação — seja por erro logístico, atritos políticos ou falta de insumos — é sinônimo de um adiamento da tão sonhada retomada econômica.
É possível que você ainda ouvirá falar muito de Janet Yellen, ex-presidente do Federal Reserve, pelos próximos quatro anos. Yellen foi indicada por Biden para assumir o Tesouro americano e discursou hoje na Câmara dos Representantes.
Assim como era esperado pelo mercado, a futura secretária do Tesouro confirmou as expectativas e defendeu o pacote de US$ 1,9 trilhão proposto por Biden, disse que os EUA não irão desvalorizar o dólar para ganhar vantagem competitiva, reforçou a importância de se investir em infraestrutura e defendeu reverter os benefícios fiscais concedidos por Trump.
As bolsas americanas chegaram a perder um pouco de força ao longo da manhã, mas a fala de Yellen fez os investidores recuperarem o fôlego, com destaque para o Nasdaq. No Brasil, o Ibovespa também diminuiu a queda após o discurso.
Amanhã, os Estados Unidos devem seguir em primeiro plano, já que Joe Biden deve tomar posse como presidente. A segurança da cerimônia deve ser reforçada após a invasão do Capitólio recentemente.
Camila Abdelmalack e Luciano França, gestor de fundos da Avantgarde Asset Management, salientaram a importância da queda do setor de commodities na pressão sobre o Ibovespa na sessão de hoje.
Ontem, empresas como CSN, Vale e Gerdau se destacaram, impulsionadas pelo desempenho positivo da economia chinesa. Assim como no caso da vacina, hoje a história foi outra, e o setor reinou entre as maiores quedas do índice.
Além de as empresas refletirem um recuo do minério de ferro, existe um movimento natural de realização de lucros e uma preocupação com o fato de que a China possa diminuir o volume das importações brasileiras.
Fechando o quadro das maiores quedas, também temos a presença de Hapvida e Weg, duas empresas com valorização expressiva nas últimas semanas. Só ontem, a Weg chegou a subir mais de 6%. Confira as maiores quedas do dia:
| CÓDIGO | NOME | VALOR | VARIAÇÃO |
| CSNA3 | CSN ON | R$ 33,04 | -5,71% |
| USIM5 | Usiminas PNA | R$ 14,35 | -4,71% |
| HAPV3 | Hapvida ON | R$ 17,37 | -3,12% |
| GGBR4 | Gerdau PN | R$ 25,67 | -2,95% |
| WEGE3 | Weg ON | R$ 89,60 | -2,83% |
O BTG Pactual segue em alta após confirmar uma nova oferta de ações na semana passada. Já a Suzano surfa tanto a onda da valorização do dólar (que beneficia exportadoras) como também o aumento dos preços da celulose. Confira as maiores altas do dia:
| CÓDIGO | NOME | VALOR | VARIAÇÃO |
| BPAC11 | BTG Pactual units | R$ 95,15 | 3,12% |
| SUZB3 | Suzano ON | R$ 65,21 | 3,03% |
| TOTS3 | Totvs ON | R$ 29,52 | 2,50% |
| PCAR3 | GPA ON | R$ 78,60 | 2,48% |
| BRKM5 | Braskem PNA | R$ 25,38 | 2,22% |
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