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Vinícius Pinheiro
Vinícius Pinheiro
Diretor de redação do Seu Dinheiro. Formado em jornalismo, com MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela FIA, trabalhou nas principais publicações de economia do país, como Valor Econômico, Agência Estado e Gazeta Mercantil. É autor dos romances O Roteirista, Abandonado e Os Jogadores
Gestão na crise

As principais apostas na bolsa do fundo que rende mais de 20% no ano — contra uma queda de 6% do Ibovespa

Para gestor da Helius Capital, preço do petróleo deve seguir em alta, o que favorece as ações da Petrobras (PETR4) e PetroRio (PRIO3), principais posições do fundo hoje

Vinícius Pinheiro
Vinícius Pinheiro
1 de outubro de 2021
6:07 - atualizado às 8:21
William Leite, sócio e gestor da Helius Capital
William Leite, sócio e gestor da Helius Capital - Imagem: Divulgação

Com crises sucessivas no país e dúvidas sobre o processo de recuperação global da pandemia da covid-19, ganhar dinheiro na bolsa brasileira em 2021 tem sido uma missão para poucos.

Em meio a esse cenário turbulento, chama a atenção o desempenho do fundo Helius Lux Long Biased, que registra um retorno de 21,65% no ano (até 29 de setembro). Nada mal, ainda mais diante da queda de pouco mais de 6% do Ibovespa, o principal índice da B3.

Qual o segredo do bom desempenho, na contramão do mercado? Para saber o que deu certo e, principalmente, as principais posições do fundo daqui para frente, eu conversei com William Leite, sócio e gestor da Helius Capital.

A gestora faz parte das novas assets independentes que surgiram com a popularização das plataformas de investimento. A Helius foi criada no ano passado por profissionais rodados no mercado. Antes da Helius, Leite passou por gestoras como Garde e SPX e pela tesouraria do Credit Suisse.

A Helius possui um total de R$ 550 milhões sob gestão e atua com um único fundo com a estratégia long biased. Ao contrário dos fundos de ações tradicionais, no long biased o gestor tem mais flexibilidade para diminuir a exposição na bolsa se entender que o momento de mercado não é favorável. Nesse sentido, tem um estilo de gestão mais próximo dos multimercados.

O fundo da Helius pode ficar de zero a 130% comprado em bolsa — nesse último caso, com derivativos que permitam uma exposição maior do patrimônio. No momento, o percentual está na faixa dos 80%.

“Estamos com dedo no gatilho para comprar mais ao primeiro sinal de melhora”, me disse Leite, em uma entrevista por videoconferência.

O fundo também trabalha com estruturas de proteção (hedge) da carteira para momentos mais críticos de mercado — que vêm acontecendo com frequência, aliás.

A aposta da Helius no petróleo

Mas afinal, o que deu certo para a Helius enquanto a maior parte do mercado amargou perdas? Leite diz que o retorno veio de várias posições, com destaque para PetroRio (PRIO3), Braskem (BRKM5) e Pão de Açúcar (PCAR3).

Retornos passados não são garantia de retornos futuros, já diz a conhecida máxima do mundo dos investimentos. Mas é claro que o gestor espera manter a escrita, e a principal aposta do fundo para isso hoje está nas ações da Petrobras (PETR4).

Não se trata de uma escolha óbvia, ainda mais diante da ameaça constante que a estatal sofre da intervenção do governo na política de preços dos combustíveis. 

A escolha vem da visão da Helius para a dinâmica dos preços do petróleo, que devem se manter em níveis altos. Trata-se de um movimento contrário das outras commodities, que vêm sofrendo com a desaceleração chinesa.

“O petróleo está menos ligado à China e mais aos Estados Unidos”, diz Leite. O processo de reabertura em curso da economia global também deve contribuir para sustentar a cotação do barril, com a maior demanda por transporte, lazer e consumo. 

A expectativa da Helius vai na linha da análise de bancos como o Goldman Sachs, que elevou a projeção de preços para o final do ano de US$ 80 para US$ 90 o barril.

Mas por que a Petrobras?

OK, a força das cotações do petróleo nas últimas semanas mostra que a visão da gestora para a commodity tem fundamento. Mas por que apostar na commodity logo via Petrobras?

“Sabemos de todos os riscos envolvendo a Petrobras. Mas a ação está tão barata que já embute boa parte dessa desconfiança. Ao mesmo tempo, se a situação der uma acalmada os papéis têm espaço para andar.”

William Leite, sócio e gestor da Helius Capital

Nem todas as fichas da Helius no setor de petróleo estão depositadas na Petrobras. A gestora mantém uma posição relevante na PetroRio (PRIO3), que já trouxe ganhos para o fundo após a alta de mais de quase 70% dos papéis no acumulado de 2021.

Leite também tem uma visão positiva para as demais petroleiras que abriram o capital recentemente na bolsa. A escolha por PetroRio ocorre apenas por uma questão de liquidez neste momento. 

Embraer e varejo

Outra ação que faz parte da carteira da Helius é Embraer (EMBR3). A escolha tem duas razões principais. A primeira é a pouca dependência da economia brasileira, com as receitas em dólar vindas das exportações, e a perspectiva de reabertura global que deve reaquecer o setor aéreo.

A Embraer conta ainda com um atrativo que o próprio gestor reconheceu ser difícil mensurar: as perspectivas com o projeto do eVTOL — o chamado “carro voador”.

A Eve, subsidiária da empresa brasileira que vai produzir aeronaves elétricas de pouso e decolagem vertical, deve fazer as primeiras entregas apenas em 2026.

Mas as ações da Embraer dão um salto a cada novo anúncio de encomenda feito pela companhia. A alta acumulada das ações EMBR3 neste ano chega aos 180%.

Embora ainda seja difícil saber qual o real valor do projeto do carro voador, uma boa sinalização está na notícia de que a subsidiária da Embraer pode se unir a uma empresa listada nos Estados Unidos.

Na operação, a Eve pode abrir o capital e ser avaliada em US$ 2 bilhões — sendo que o valor de mercado da Embraer como um todo hoje gira na casa dos US$ 3 bilhões.

Mas nem só de ganhos vive o portfólio da Helius. Do lado que não foi bem no ano, o gestor segue acreditando no potencial das varejistas com o processo em curso de reabertura da economia. Entre as ações da carteira estão nomes como Arezzo (ARZZ3), Soma (SOMA3) e Lojas Renner (LREN3).

Leia também:

Solução satisfatória para a bolsa

Do lado macro, o sócio da Helius vê problemas para a bolsa com a disparada da inflação e a consequente alta da taxa básica de juros (Selic).

A situação, que já não era boa, piorou com o imbróglio criado com a conta de quase R$ 90 bilhões em precatórios para 2022.

A fatura das dívidas reconhecidas pela Justiça, junto com a intenção do governo de elevar o benefício do novo Bolsa Família, aumentou consideravelmente o risco fiscal — e afetou a bolsa.

O fundo da Helius não escapou da turbulência recente nos mercados e acabou devolvendo parte da alta do ano, que era ainda maior até junho. A incerteza permanece, mas o gestor espera uma solução satisfatória para a questão, com reflexos na bolsa.

“Tenho a visão de que o problema vai ser resolvido com algum acordo para o pagamento dos precatórios e o reajuste do Auxílio Brasil para R$ 300”, disse Leite, que faz a ressalva de que, neste caso, está errando a previsão há algumas semanas.

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