Bolsa hoje: com agenda macro no radar, reta final de agosto pode trazer bastante novidade aos mercados
No Brasil, podemos esperar, além da agenda de Brasília, dados de inflação pelo IGP-M de agosto, que pode influenciar a performance dos juros hoje; Lá fora, a atenção ainda é para índices de atividade nos EUA e na zona do euro

A reta final de agosto pode trazer bastante novidade para as bolsas, já com olhares atentos para o início de setembro, o último mês do terceiro trimestre.
Lá fora, na semana, investidores ficarão de olho em relatórios econômicos que incluem vendas pendentes de casas, confiança do consumidor, gastos com construção e dados de empregos. Enquanto isso, a indústria de petróleo e gás está observando de perto o furacão Ida, na Louisiana.
Pelo menos por enquanto, a segunda-feira (30) guardou um tom positivo para os mercados asiáticos, com expectativas importantes para os dados que devem ser divulgados na terça-feira sobre o setor manufatureiro da China – a predominante alta na Ásia foi comparável à alta que terminou a semana anterior em Wall Street.
As Bolsas europeias também começam o dia bem, acompanhadas pelos futuros americanos.
A ver...
Mercado de olho na agenda macro
A semana guarda importantes definições em Brasília, com repercussão para as bolsas. O estabelecimento da nova bandeira vermelha, que pressiona o preço da energia e, consequentemente, da inflação.
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Além disso, há expectativa pelo envio do Orçamento para 2022 ao Congresso amanhã (31), ainda aguardando uma solução para a questão dos precatórios – deputado Darci de Matos (PSD-SC) apresentará seu parecer sobre a PEC dos Precatórios –, são temas relevantes que repercutem sobre a curva de juros, o câmbio e ativos de risco locais.
Os demais dias ainda podem ser de mudança na legislação eleitoral e discussão sobre desoneração da folha.
Adicionalmente, dois novos fatores que podem trazer um certo otimismo:
- i) o deputado Arthur Maia (DEM-BA), relator da reforma administrativa, pode apresentar seu parecer na comissão que discute o tema;
- ii) o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), tenta acordo com líderes partidários para tentar viabilizar a votação do projeto que trata do IR.
Qualquer desfecho positivo pode dar um gás para a Bolsa nesta entrada de final de trimestre, apesar do temor em relação às possíveis fortes emoções reservadas para as manifestações do dia 7 de setembro – entendemos que é mais fumaça do que qualquer coisa, não representando efeito sobre ativos de risco, assim como a leitura de Lira.
Tom dovish
Os famosos dados de payroll de agosto, marcados para esta sexta-feira (3), despertam o interesse dos mercados diante da possibilidade de aumentar as pressões sobre o Federal Reserve (Fed) se vierem fortes, mesmo depois do discurso dovish (expansionista) de Jerome Powell, presidente da autoridade monetária, na última sexta-feira (27), quando não mencionou uma data para o início do “tapering” (processo de redução do nível de compra de ativos), como esperado.
Ele deixou claro que uma desaceleração nas compras de títulos do Fed não significa que um aumento nas taxas de curto prazo seja iminente.
Um problema que Powell observou foi a variante delta do coronavírus, que continua sendo uma preocupação global e já desacelerou parte da atividade econômica – ela também está por trás do aumento recente de infecções por Covid-19 na Ásia, onde a vacinação tem sido mais lenta do que em partes dos EUA e da Europa.
As palavras da semana passada serviram de gasolina para o fogo que impulsionou as ações dos EUA para mais um recorde no fechamento neste ano, em grande parte por causa dos esforços maciços do Fed para apoiar a economia e os mercados financeiros.
Os retornos robustos, porém, ganham contornos cada vez mais provisórios, à medida que os mercados começaram a olhar para um possível fim da assistência do Fed.
Breves comentários sobre o furacão Ida
No domingo, o furacão Ida atingiu a costa dos EUA como uma das tempestades mais poderosas já registradas em 165 anos, correndo da costa da Louisiana em direção a Nova Orleans com ventos de cerca de 240 km/h, o quinto furacão mais forte a atingir o continente americano.
As comparações com o Katrina (2005), responsável pela morte de 1.800 pessoas, pesaram sobre os residentes. Os ventos do Ida se espalharam por 80 quilômetros do centro da tempestade, cerca de metade do tamanho do Katrina.
Um problema adicional?
O desastre natural deixou quase 95% da produção total de petróleo e gás dos EUA na região da Costa do Golfo fora do ar (perto de 4,4 milhões de barris por dia de capacidade).
As 17 refinarias de petróleo da região respondem por quase um quinto da capacidade de refino dos EUA e seus dois terminais de exportação de gás natural liquefeito transportam cerca de 55% do total das exportações do país, fazendo com que o local seja um centro crítico da indústria petroquímica do país.
Consequentemente, pode haver um breve aumento nos preços da gasolina, prejudicando a inflação.
Anote aí!
A agenda do dia lá fora traz ainda índices de atividade nos EUA e na zona do euro. As Bolsas europeias amanheceram com dados de confiança dos setores (serviços, indústria e consumidores).
Os números vieram majoritariamente em linha, com uma leve frustração nos dados de serviços, afetados pela variante delta, e superação de expectativas no caso da indústria. No Reino Unido é feriado hoje, o que reduz a liquidez no velho continente.
No Brasil, podemos esperar, além da agenda de Brasília, dados de inflação pelo IGP-M de agosto, que pode influenciar a performance dos juros hoje, e o tradicional relatório Focus, do Banco Central. Por fim, na China saem dados dos gerentes de compras à noite.
Muda o que na minha vida?
Os mercados internacionais digerem também a reabertura do terminal Meishan no porto de Ningbo-Zhoushan, no leste da China, o terceiro porto de contêineres mais movimentado do mundo.
A paralisação durou duas semanas, desde que um estivador testou positivo para Covid-19, prejudicando as cadeias de suprimentos globais, já que as empresas enfrentam custos altíssimos e atrasos nas entregas mesmo após 18 meses do início da pandemia.
A notícia da reabertura tem sido positiva para o comércio, que no segundo trimestre de 2021 já entregou bons resultados: o valor do comércio internacional de mercadorias para os países do G20 atingiu um novo recorde, uma vez que o comércio mundial vem se estabilizando em níveis muito elevados após uma recuperação vigorosa. Hoje, o comércio de mercadorias está cerca de 5% mais alto do que antes da pandemia.
Claro, as interrupções nas cadeias de abastecimento globais não estão sendo causadas apenas pelo congestionamento dos portos de contêineres e os problemas devem continuar por meses.
Com a recuperação da atividade, os temores agora estão aumentando sobre uma possível escassez de navios porta-contêineres. Importante para mapearmos os custos dos produtores e a inflação global.
Fique de olho!
“Compre ao som dos canhões, venda ao som dos trompetes” –– Já dizia Nathan Rothschild.
É oficial: o Brasil está em liquidação!
De acordo com o relatório publicado pela Empiricus, dia 25 de agosto, a Bolsa brasileira está sendo negociada por cerca de 8 vezes o seu preço lucro, tornando-se, no momento, o terceiro mercado emergente mais barato do mundo.
Para você ter uma ideia, o Brasil agora está sendo negociado por volta 64% de desconto para o Preço/Lucro dos EUA, quando esse desconto costuma ser de 33%.
Resumindo: estamos em um momento clássico de “buy opportunity”, como não víamos há anos. A última vez que uma oportunidade histórica como essa aconteceu, foi no final de 2015, e desde então, pessoas comuns puderam ver seus patrimônios multiplicarem por mais do que 6 vezes, em menos de 7 anos.
Sabemos que retorno passado não garante retornos futuros, mas se você quiser aproveitar uma oportunidade que, surge apenas de tempos em tempos, o momento é AGORA.
O Jojo escreveu um documento especial,que vai ao ar hoje, às 10h00, explicando como você pode buscar a multiplicação do seu capital, de forma simples, segura e gastando apenas 15 minutos por mês.
Como já foi observado pelo Howard Marks, há um fato curioso no mercado financeiro:
“As lojas ficam mais lotadas quando há uma grande promoção. Mas, em investimentos, as pessoas querem comprar quando está caro, não quando os preços estão caindo”.
Então, se você quer saber como aproveitar esta oportunidade histórica, comprando verdadeiras barganhas, clique no botão abaixo às 10h00 (horário de Brasília).
Certifique-se dos riscos e se o investimento faz sentido para o seu perfil antes de investir. Não há garantia de retorno.
Um abraço,
Jojo Wachsmann
A CONTA CHEGOU
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