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2021-11-22T17:37:25-03:00
Renan Sousa
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É repórter do Seu Dinheiro. Cursa jornalismo na Universidade de São Paulo (ECA-USP) e já passou pela Editora Globo
Jasmine Olga
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É repórter do Seu Dinheiro. Cursa jornalismo na Universidade de São Paulo (ECA-USP), já passou pelo Centro de Cidadania Fiscal (CCiF) e o setor de comunicação da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo
Mercados Hoje

Ibovespa não sustenta alta e opera em queda com preocupações em torno da PEC dos precatórios; dólar fica instável

Depois de subir mais de 1%, o Ibovespa voltou a apresentar fraqueza diante de ruídos em torno da PEC dos precatórios

22 de novembro de 2021
10:21 - atualizado às 17:37
Montagem do Congresso Nacional com desenhos de um touro e um urso, sinalizando as instabilidades geradas pelo risco político ao desempenho da bolsa
Imagem: Montagem Andrei Morais / Shutterstock

Uma nova semana se inicia, mas as incertezas que rondam o mercado local seguem as mesmas. A PEC dos precatórios ainda precisa ser votada pelo Senado e as projeções para a inflação seguem se deteriorando, o que pressiona o Ibovespa. 

Lá fora, o dia começou com uma incerteza a menos. O presidente americano Joe Biden indicou Jerome Powell para mais um mandato à frente do Federal Reserve. A notícia animou as bolsas internacionais e impulsionou o Ibovespa às máximas, mas o índice brasileiro não conseguiu sustentar o ritmo. 

O bom desempenho das empresas do setor de mineração e siderurgia também tentou evitar o movimento negativo, mas a virada veio. Por volta das 17h, o principal índice da bolsa brasileira operava em queda de 0,85%, aos 102.158 pontos. O dólar à vista sobe 0,05%, a R$ 5,5181. 

Em Nova York, o Nasdaq opera no vermelho, mas a pressão na bolsa brasileira coincidiu com a apresentação do secretário Especial do Tesouro, Esteves Colnago, sobre a PEC dos precatórios no Senado. Mesmo com a possibilidade de fatiamento, o tema ainda é sensível no mercado. Segundo o Ministério da Economia, a folga no teto de gastos deve ser maior do que o inicialmente previstoa, ultrapassando os R$ 106 bilhões.

Além disso, temos projeções cada vez piores para a inflação. Desde 12 de abril, o mercado vem revisando para cima e o índice já ultrapassa a casa dos 10% em 2021, de acordo com a nova publicação do Boletim Focus desta segunda-feira (22).

PEC da incerteza

A PEC dos precatórios prevê um espaço de cerca de R$ 89,6 bilhões no Orçamento para 2022, o que permitiria o cumprimento da promessa referente ao Auxílio Brasil em R$ 400. Entretanto, as demais benesses do governo devem ficar de fora da conta.

De acordo com cálculos de Juliana Damasceno, economista da Tendências Consultoria e pesquisadora da FGV-Ibre, dados em primeira mão ao Valor Econômico, as despesas envolvendo Auxílio Brasil, correção do salário dos servidores, emendas impositivas, vale-gás, auxílio diesel, expansão do fundo eleitoral e revisão de gastos indexados ao INPC já somam cerca de R$ 102,7 bilhões. 

Para conseguir cumprir todo o prometido, ainda faltariam outros R$ 13,1 bilhões no Orçamento. O mercado permanece atento se o governo manterá a meta fiscal mesmo com a baixa popularidade e a aproximação da eleição de 2022. O líder do governo no Senado, quer que o texto seja aprovado até o dia 30 de novembro, para que os pagamentos comecem já no próximo mês.

Raio-X

A semana já começa de olho na manutenção das taxas de juros de referência para empréstimos de curto e longo prazo (LRPs, em inglês) da China, que somam 19 meses seguidos de manutenção. Apesar disso, a perspectiva é de que ocorra uma redução das LRPs até o final do ano e que o ritmo de cortes se mantenha até o final de 2022. 

Somado a isso, o avanço da covid-19 na Europa é motivo de preocupação das autoridades. A região enfrenta uma nova onda da pandemia, enquanto a Áustria adota um lockdown para toda a população. Se a situação piorar, é esperado que demais países que também enfrentam uma nova alta nos casos sigam pelo mesmo caminho. 

Sobe e desce do Ibovespa

De olho na Black Friday, as ações das empresas do setor de varejo operaram em alta durante a manhã, mas o setor passou a acompanhar a queda do Ibovespa. Nas últimas semanas, Via e Magazine Luiza sofreram com a alta dos juros e balanços trimestrais aquém do esperado.

Os principais destaques ficam com o setor de commodities, após nova alta do petróleo e do minério de ferro. No caso da Tim, a empresa sobe forte após a sua controladora, a Telecom Italia, receber uma proposta de compra de US$ 12 bilhões da KKR. Confira as maiores altas do dia:

CÓDIGONOMEVALORVAR
VALE3Vale ONR$ 68,206,51%
BRAP4Bradespar PNR$ 47,914,20%
TIMS3Tim ONR$ 13,862,82%
PETR4Petrobras PNR$ 26,662,15%
PETR3Petrobras ONR$ 27,731,99%

Confira também as maiores quedas:

CÓDIGONOMEULTVAR
BIDI11Banco Inter unitR$ 35,80-12,28%
BIDI4Banco Inter PNR$ 12,24-10,00%
LWSA3Locaweb ONR$ 13,77-8,50%
CASH3Meliuz ONR$ 3,71-6,55%
TOTS3Totvs ONR$ 33,03-6,48%
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