Santander (SANB11) é a melhor ação de banco na Bolsa e pode proteger seu patrimônio enquanto o Ibovespa derrete
Com a alta dos juros, as ações dos bancos finalmente voltam à cena e podem ser refúgio para o investidor durante a turbulência dos mercados. Dentre elas, os papéis mais promissores são do Santander, que teve lucro acima do esperado pelo mercado no 3° trimestre; entenda

Os últimos tempos não têm sido fáceis para a bolsa brasileira. Com o furo no teto de gastos para financiamento do Auxílio Brasil, temores acerca do futuro fiscal do país e prévias das eleições de 2022, o Ibovespa já acumula queda de mais de 13% nos últimos 6 meses. E o prognóstico para o curto prazo não é nada animador.
Apesar do cenário complicado, o analista da Empiricus Ruy Hungria afirma que não é hora de se desesperar e vender todas as suas ações. Para ele, a situação pede cautela, “é hora de jogar na defesa na bolsa”.
Afinal, o mercado brasileiro já passou por momentos piores. A hiperinflação antes do Plano Real, a crise da desvalorização da moeda em 1999, a crise financeira de 2008 e a recessão brasileira no biênio 2015/2016 foram apenas alguns dos episódios que abalaram o investimento em ações por aqui. Nenhum desses percalços foi capaz de derrubar a bolsa, não vai ser agora.
Até porque, ‘a bolsa brasileira não tem vocação para quebrar’. Fizemos um post em nosso Instagram explicando os motivos por trás dessa resiliência do mercado brasileiro. Para acessar, basta clicar na imagem abaixo.
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Continuando. Diante desse cenário, a recomendação é que o investidor olhe para companhias sólidas, com forte geração de caixa, elevada distribuição de dividendos, múltiplos baixos e - de preferência - um bom histórico de superação de momentos ruins no passado. Nesse sentido, ações dos grandes bancos podem ser o refúgio do investidor durante a tempestade.
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Ações dos bancos podem ser alternativa para se proteger do mau momento do mercado:
Entre 2016 e 2018, as ações dos bancos traziam brilho aos olhos dos investidores. Com juros estruturalmente altos, pouca competição vinda do lado das fintechs e redução dos bancos estatais, o caminho para a expansão dos bancos ficou aberto.
A partir de 2019, porém, o jogo virou. Os juros começaram a cair e o Banco Central passou a afrouxar a regulamentação das fintechs. Isso virou as ações dos bancos de cabeça para baixo e o mercado começou a precificar isso.
Desde então, os bancos começaram a sofrer. Isso porque a combinação desses dois fatores fez com surgissem várias fintechs sob a promessa de acabar com os ‘bancões’, o que fez com que o investidor os deixassem de lado. Mas...
...não é bem assim. E os grandes bancos estão voltando a ficar atrativos
A narrativa era de que os bancos não iriam conseguir se adaptar às mudanças e iriam ser engolidos pelos novos tempos. Veja o desempenho dos papéis do Itaú (ITUB4), Bradesco (BBDC4) e Santander (SANB11) de 2016 até hoje (perceba que o banco espanhol se destaca na série histórica):
No entanto, o cenário futuro está cada vez mais favorável aos bancos. Com a alta da inflação — que já atingiu o maior valor desde 2016 em setembro deste ano ao bater os 10,25% ao ano —, o Banco Central tende a aumentar a Selic, que já está em 7,75% a.a, como forma de tentar conter o dragão. E tudo indica que o número continuará subindo nas próximas reuniões.
Assim, a atividade de tomada de crédito volta a ser lucrativa, mercado que os bancões já dominam. Além do mais, as fintechs estão começando a perceber que não é uma atividade fácil. Recentemente, por exemplo, as ações do Banco Inter desabaram após uma notícia sobre perdas relevantes com crédito.
Com isso, os bancos começam a repassar as taxas mais altas ao tomador na concessão de crédito, de forma que o spread bancário tende a aumentar, se olharmos alguns trimestres à frente.
E não é só isso. Ao contrário do esperado, os bancos têm conseguido se adaptar bem ao mundo digital, passando a depender menos do contato físico. No Santander, por exemplo, 33% dos novos clientes são oriundos de canais digitais. O Bradesco (BBDC4) também vem apresentando ótima evolução nas métricas de desempenho digital.
Por fim, o ambiente regulatório relaxado para as fintechs devem estar com os dias contados. Depois de anos sem falar a respeito, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) se pronunciou afirmando que os “bancos digitais gostam de pagar meia-entrada”.
E o Banco Central abriu uma consulta pública e disse que até o final do ano deve definir uma nova regulação prudencial (que trata de requisitos de capital e gerenciamento de risco sistêmico por parte das instituições financeiras).
O objetivo das novas regras é harmonizar as exigências das Instituições de Pagamento (IPs) e das Sociedades de Crédito Direto (SCDs) com aquelas das grandes instituições.
Entre os bancos, a ação do Santander (SANB11) é a melhor:
Para Larissa Quaresma, o Santander (SANB11) é a melhor ação entre os bancos. O Santander está avançando muito na digitalização, conquistando clientes que, por sua vez, estão mais engajados e transacionando mais do que os outros bancos.
Então, isso significa “taxa de intercâmbio bancário, receita de juros e de taxa de administração de fundo na veia”, explica. A analista aponta ainda que o banco tem uma carteira de crédito mais arrojada, que faz com que a tomada de crédito por pessoa física — como cheque especial, cartão de crédito, veículos e etc — fique à frente do que nos outros bancos.
Isso porque, em um momento de alta de juros, o Santander tende a se beneficiar mais do que os outros bancos.
No vídeo abaixo, a analista explica por que razão a ação é eleita a melhor e ainda fala sobre a queda de 50% nos papéis da Magazine Luiza (MGLU3) e responde outras perguntas que impactam diretamente seu patrimônio.
Além disso, o Santander é o único banco internacional com escala no país e o maior banco privado em questão de representatividade. O banco faz parte do Grupo Santander, sediado na Espanha. O conglomerado possui presença em mercados da América Latina, Estados Unidos e Europa.
No terceiro trimestre de 2021, o banco reportou um lucro líquido de R$ 4,340 bilhões. O resultado representa um avanço de 12,5% em relação ao mesmo período de 2020 e superou mais uma vez projeção média do mercado, que apontava para um lucro de R$ 4,172 bilhões.
Já o retorno sobre patrimônio líquido atingiu um novo recorde: ao bater 22,4% no terceiro trimestre. Um dos destaques do balanço do Santander foi a margem financeira, a linha do balanço que contabiliza as receitas com a concessão de crédito menos os custos de captação, com um resultado de R$ 14,6 bilhões — alta de 17,6% em relação ao terceiro trimestre do ano passado.
A carteira de crédito ampliada do Santander atingiu R$ 526 bilhões em setembro, um avanço de 3,2% no trimestre e de 13,1% em 12 meses. As linhas que mais cresceram foram aquelas destinadas a pessoas físicas e pequenas e médias empresas, que contam com spreads maiores.
O índice de inadimplência acima de 90 dias na carteira do banco aumentou de 2,2% para 2,4% no trimestre, mas segue em níveis historicamente baixos.
Além disso, o banco deve pagar bons dividendos para seus acionistas daqui para a frente. A projeção é de que o dividend yield para 2022 seja de 7,0%. E, de acordo com dados de consenso de mercado compilados pelo TradeMap, a ação ainda pode subir entre 30% e 51% no longo prazo.
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