Menu
Dados da Bolsa por TradingView
2020-12-16T17:40:10-03:00
Seu Dinheiro
Seu Dinheiro
criticando o governo

País começará 2021 sem clareza sobre rumo de gastos públicos, diz Maia

Presidente da Câmara reitera que há pouco espaço no teto para despesas e afirma que governo não consegue avançar agenda fiscal

16 de dezembro de 2020
7:04 - atualizado às 17:40
rodrigo maia
Imagem: Najara Araujo / Agência Câmara de Notícias

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse na terça-feira (15) que o País deve começar 2021 sem clareza a respeito do caminho que seguirá em termos de gastos públicos.

"A questão fiscal preocupa muitos que investiram no Brasil desde 2016 e confiaram na redução dos juros e no teto propostos pelo governo Michel Temer e pelo ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles", disse.

O presidente da Câmara reiterou que há pouco espaço no teto para despesas – o salário mínimo, que indexa várias receitas da União, será reajustado em 5%, e os restos a pagar serão de R$ 40 bilhões em 2021.

Ele lamentou o fato de que o governo desistiu de incluir os gatilhos para cumprimento do teto em outros projetos que tramitam na Câmara.

"O governo perdeu a vontade, condições ou interesse de manter a política econômica proposta pelo ministro da Economia [Paulo Guedes]", afirmou, ironizando a promessa inicial de déficit zero ainda na campanha eleitoral.

Maia disse ainda que o governo terá dificuldades para discutir o fim do abono salarial e do seguro-defeso, além do cancelamento temporário da indexação das aposentadorias e contratos. Para ele, o risco de comprometimento do teto é hoje muito maior do que o de sua manutenção.

"Sem redução de gastos e subsídios, vamos continuar com um déficit primário elevado, que vai gerar aumento da dívida bruta, já próxima a 100%", afirmou. "Infelizmente acho que o ministro da Economia perdeu o comando desse processo político dentro do governo. Passou a ser minoritário e não consegue avançar nessa agenda."

Orçamento? Só em 2021

Para o presidente da Câmara, a votação mais importante na área econômica neste momento é a da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), e que é impossível votar o Orçamento sem ela – algo que deve ficar para 2021.

"A votação mais importante sem dúvida nenhuma é LDO, que garante os sinalizadores (meta fiscal), e não adianta ter flexibilização por lei que não respeite o teto de gastos. Qualquer coisa diferente disso é crime, e certamente a equipe econômica não vai querer assinar nada que constitua crime", afirmou Maia.

Mais cedo, o relator da LDO no Congresso Nacional, Irajá Abreu (PSD-TO), apresentou parecer incorporando uma meta fixa de déficit primário para 2021 de até R$ 247,118 bilhões – uma alteração feita a pedido do ministro da Economia, Paulo Guedes. "Precisamos ter uma meta, e o governo pode usar a meta que entender", afirmou.

Uma vez que a LDO seja aprovada, Maia disse que a execução do Orçamento estará limitada ao déficit primário – se houver frustração de receitas, será preciso propor contingenciamento para que a meta seja cumprida.

"Déficit é uma coisa, teto de gastos é outra. O governo estará limitado primeiro ao teto para aprovação do Orçamento no futuro", afirmou.

* Com informações da Estadão Conteúdo

Comentários
Leia também
CUIDADO COM OS ATRAVESSADORES

Onde está o seu iate?

Está na hora de tirar os intermediários do processo de investimento para deixar o dinheiro com os investidores

Ele está de volta?

Setores fazem pressão por volta do horário de verão

Criado com a finalidade de aproveitar o maior período de luz solar durante a época mais quente do ano, o horário de verão foi instituído no Brasil em 1931 pelo então presidente Getúlio Vargas e adotado em caráter permanente a partir de 2008.

MANOBRAS

Juiz põe no banco dos réus ex-gestores do banco Máxima por gestão fraudulenta

O Banco Máxima S.A. informa que seus atuais acionistas assumiram a administração do banco em 2018, após aprovação pelo Banco Central, e que os integrantes da antiga gestão não têm mais qualquer relação com a instituição financeira

Foguete? Tô fora!

Warren Buffet: o bilionário que não quer conhecer as estrelas

Enquanto Bezos, Musk e Branson protagonizam a nova corrida especial, o Oráculo de Omaha prefere apenas observar

O melhor do Seu Dinheiro

O seu momento Sherlock Holmes

Na adolescência, ouvia que quem buscasse por romance policial brasileiro deveria ler algo do Rubem Fonseca. Era uma vontade minha achar uma história desse gênero que fosse mais próxima da minha realidade — e o filtro nacionalidade me pareceu o mais adequado.  A ideia surgiu depois de ter conhecido parte das histórias criadas por Agatha […]

Mesa Quadrada

Comentarista da ESPN Paulo Antunes fala da sua paixão por futebol americano e experiência no mercado financeiro

Ele conta sobre suas aventuras na cobertura de futebol americano e basquete e ainda revela seus investimentos na Bolsa em novo episódio do podcast Mesa Quadrada

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies