Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Julia Wiltgen

Julia Wiltgen

Jornalista formada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) com pós-graduação em Finanças Corporativas e Investment Banking pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Trabalhou com produção de reportagem na TV Globo e foi editora de finanças pessoais de Exame.com, na Editora Abril. Hoje é editora-chefe do Seu Dinheiro.

ranking

Os títulos públicos mais rentáveis do 1º semestre; indicações do Seu Dinheiro estiveram entre eles

Em março, levantamos a bola para uma oportunidade aberta no Tesouro Direto com a alta dos juros no mês, e alguns dos títulos indicados ficaram entre os mais rentáveis do semestre. Confira a lista completa dos melhores e piores títulos públicos do ano até agora

Julia Wiltgen
Julia Wiltgen
4 de julho de 2020
10:00 - atualizado às 10:59
Baú de tesouro com moedas e bússola
Imagem: PaulPaladin/Shutterstock

Final de semestre pode ser um bom momento para se fazer um balanço na carteira de investimentos, e na imprensa pipocam matérias sobre os melhores e piores investimentos dos últimos seis meses - nós mesmos, aqui no Seu Dinheiro, publicamos a nossa na última terça-feira (30).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Agora eu gostaria de olhar mais detidamente para cada uma das principais classes de ativos, começando pelos títulos públicos negociados no Tesouro Direto, o programa do Tesouro Nacional de compra e venda desses títulos para as pessoas físicas.

O semestre foi marcado por sucessivos cortes na taxa básica de juros, a Selic, que passou de 4,50%, no início do ano, para os atuais 2,25% ao ano. Com isso, a Selic e o CDI acumulados no período foram de 1,76%.

O retorno do Tesouro Selic (LFT) e das demais aplicações de renda fixa conservadora, portanto, ficou em torno deste percentual, dado que esses investimentos acompanham a variação da taxa básica de juros.

Tomando a Selic como parâmetro para a renda fixa, os títulos públicos que se saíram bem no semestre, em termos de valorização, foram os prefixados - sobretudo os de prazo médio, com vencimento dentro de dois a cinco anos. O mais rentável do período foi o Tesouro Prefixado (LTN) com vencimento em 2023, que teve alta de 6,74% nos primeiros seis meses do ano.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Por sinal, em março, quando o mercado futuro de juros passou por um momento de alta volatilidade e as taxas dispararam, abrindo oportunidades de investimento no Tesouro Direto, o Tesouro Prefixado 2023 foi justamente uma das nossas indicações, junto com outros papéis de médio prazo que também estiveram entre os melhores rendimentos do período compreendido entre março e julho, bem como do semestre - como você verá na tabela mais adiante.

Leia Também

Na outra ponta do ranking, os títulos que se saíram pior - acumulando retorno negativo no semestre, apesar da recuperação recente - foram os títulos mais longos, que têm parte da remuneração prefixada e outra parte atrelada à inflação. O papel mais "machucado" foi o Tesouro IPCA+ 2045, que se desvalorizou quase 16%.

Infelizmente, o título que foi nossa principal aposta para o ano, conforme nossas indicações no início de 2020, também esteve entre os piores: o Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais (NTN-B) 2050. Naquela ocasião, o mercado via um mundo bem diferente do atual, pois o fator pandemia de coronavírus ainda não tinha entrado em cena. Mas a partir do fim de fevereiro, os fundamentos econômicos mudaram completamente.

Melhores e piores títulos públicos do Tesouro Direto do 1º semestre de 2020

As rentabilidades da tabela acima, divulgadas pelo Tesouro Direto, levam em consideração o preço de compra na data inicial e o preço de venda na data final. Ou seja, é como se o investidor tivesse comprado o título no fim de 2019 e vendido no fim do primeiro semestre de 2020, ficando sujeito ao spread (diferença entre os preços de compra e venda de um título na mesma data). Quem não se desfez do título, teve rendimento um pouco diferente.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Lembrando também que só realizam os ganhos ou as perdas mostradas nas tabelas de rentabilidade de títulos públicos aqueles investidores que vendem o papel antes do vencimento. Quem os carrega até o vencimento recebe exatamente a rentabilidade contratada no ato da compra, independentemente da volatilidade que o título possa ter tido no meio do caminho.

Juros curtos para baixo, juros longos para cima

Os títulos de prazo mais curto se beneficiaram de uma redução nas taxas de juros futuros com vencimento em prazos mais curtos, enquanto que os papéis mais longos acabaram se desvalorizando com uma elevação do patamar dos juros de vencimento no longo prazo.

A parte mais curta da curva de juros tende a ser mais afetada pelas medidas de política monetária - como as decisões de juros do Banco Central -, enquanto a parte mais longa está mais relacionada ao risco da economia e aos prognósticos para a atividade no longo prazo.

Basicamente, a crise desencadeada pela pandemia global de coronavírus derrubou ainda mais os juros curtos, ao mesmo tempo em que elevou os juros longos, deixando a curva de juros mais "empinada". Por exemplo, os contratos de DI de um dia com vencimentos antes de 2030 acumulam perdas em 2020, ao passo em que aqueles que vencem depois daquele ano acumulam altas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Antes da crise, o mercado já esperava quedas adicionais na taxa básica de juros para reanimar nossa combalida economia, dado que as perspectivas continuavam a ser de inflação controlada. Além disso, o mercado já trabalhava com a ideia de que os juros no Brasil se manteriam baixos por um bom tempo.

Em março, durante o pânico inicial dos mercados em razão da explosão dos casos de covid-19 no Ocidente, os juros em geral dispararam, com a busca desenfreada dos investidores por liquidez, diante da perda de referência para os preços em situação tão inédita. Os investidores saíram vendendo tudo a qualquer preço, e o mercado de juros viu forte volatilidade. Naquele mês, praticamente todos os títulos públicos se desvalorizaram, bem como quase todos os demais ativos.

Com a queda nos preços dos títulos e a alta nas taxas de juros, abriram-se algumas boas oportunidades de compra no Tesouro Direto. No dia 19 de março, eu publiquei uma reportagem aqui no Seu Dinheiro ouvindo alguns especialistas que apostavam nos papéis de vencimentos no médio prazo - entre 2022 e 2028.

De lá para cá, todos os títulos prefixados e atrelados à inflação se valorizaram, mas os de vencimento médio de fato tiveram as maiores altas. Enquanto seus ganhos de meados de março até 30 de junho rondam a casa dos 10%, os ganhos dos títulos mais longos rondam os 5% ou 7%. Eu mostro isso na tabela a seguir, que conta apenas com os títulos que não pagam juros semestrais, cuja rentabilidade é mais fácil de calcular:

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Depois que a situação foi, de certa forma, normalizada, o mercado começou a precificar que a Selic cairia ainda mais, o que derrubou os juros curtos. Com boa parte dos bancos centrais do mundo cortando juros para estimular uma economia agora diante de uma recessão, o Banco Central brasileiro passou a ter mais espaço para cortar as taxas, o que de fato acabou ocorrendo.

Até mesmo as preocupações iniciais em relação à inflação por conta da alta do dólar se dissiparam, uma vez que os preços continuaram se mostrando controlados.

Os juros longos, por sua vez, acabaram se mantendo em um patamar mais elevado do que no início do ano, embora tenham passado por um momento de alívio depois do pânico em março.

Embora a perspectiva ainda seja de que a economia brasileira se recupere, eventualmente - e desta vez em relação a uma base ainda menor, devido a esta nova crise - o risco-país aumentou consideravelmente.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A elevação de gasto público demandada por uma crise como a do coronavírus constitui uma ameaça à saúde das contas públicas e à trajetória da dívida, bem como às medidas de ajuste fiscal e até mesmo às reformas estruturais necessárias para que o país entre novamente em uma trajetória firme e sustentável de crescimento.

Essa elevação do risco-Brasil fica bem clara no movimento do CDS ao longo do semestre. O CDS - sigla para Credit Default Swaps - é uma espécie de seguro contra o calote de um país, negociado no mercado financeiro. No início do ano, o CDS brasileiro para cinco anos era negociado pouco abaixo de 100 pontos. Em março, ele deu um salto e chegou a ultrapassar os 370 pontos.

A partir de abril, o mercado começou a dar uma acalmada e o nível de risco foi caindo novamente, mas ainda está se mantendo firme e forte num nível bem mais alto que no início do ano, na casa dos 250 pontos. Sinal de que a percepção de risco em relação ao Brasil por parte dos investidores de fato mudou de patamar.

Fonte: Investing.com

Essa movimentação no mercado de juros é refletida nas taxas pagas pelos títulos públicos prefixados e atrelados à inflação e, consequentemente, nos seus preços. Como eu já expliquei nesta matéria sobre como os títulos do Tesouro são precificados, esse tipo de papel se valoriza quando os juros caem e se desvaloriza quando os juros sobem.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Apenas como exemplo, o Tesouro Prefixado 2023 estava pagando 5,75% ao ano no início de 2020 para quem o levasse ao vencimento. Quem o comprou em março, porém, conseguiu uma taxa acima de 7% ao ano. Quem o adquirir atualmente, porém, já vai pegar uma taxa na casa dos 4,00%.

Já o Tesouro IPCA+ 2045, estava pagando 3,33% ao ano acima da inflação para quem o comprasse no início do ano. Em março, a taxa chegou a subir para perto de 5% + IPCA, mas hoje já caiu novamente para cerca de 4% ao ano, ainda não tendo recuperado o patamar pré-crise.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
CRÉDITO EM CRISE

Raízen (RAIZ4): como ficam as debêntures, bonds e CRAs após o pedido de recuperação extrajudicial?

11 de março de 2026 - 18:33

Alterações em prazos, juros ou conversões para ações podem afetar os títulos de dívida que têm a Raízen como devedora

ISENTO DE IR

Renda fixa: LCAs mais rentáveis de fevereiro pagam até 94,5% do CDI, sem imposto de renda; veja prazos e emissores

10 de março de 2026 - 19:45

As emissões com taxas prefixadas ofereceram 11,59% de juro ao ano — quase 1% ao mês isento de IR

CARTEIRA RECOMENDADA

Corte na taxa Selic e guerra no Oriente Médio: como investir em Tesouro Direto e outros títulos de renda fixa em março?

10 de março de 2026 - 14:01

Incerteza global mexeu nas taxas dos títulos públicos e interrompeu os ajustes na precificação dos títulos de renda fixa pela perspectiva de corte nos juros

ESTRATÉGIA DO GESTOR

Paradoxo da Selic: corte nos juros tende a diminuir risco de calote na renda fixa, mas Sparta alerta para outro risco no horizonte

9 de março de 2026 - 15:32

Ciclo de queda da taxa básica de juros tende a aumentar a volatilidade no mercado secundário de crédito privado e lembrar ao investidor que renda fixa não é proxy de CDI

CRÉDITO PRIVADO

Os juros vão cair, e esses são os melhores setores para investir na renda fixa com a taxa Selic menor

23 de fevereiro de 2026 - 19:04

Relatório da Empiricus com gestores de crédito mostra quais são as apostas dos especialistas para um corte maior ou menor nos juros; confira

ESTRATÉGIA DO GESTOR

Renda fixa sem IR: é hora de investir em CRAs ou em debêntures incentivadas? A Sparta responde

23 de fevereiro de 2026 - 14:01

A vantagem fiscal não deve ser o único benefício de um título de crédito — o risco também deve ser remunerado, e nem toda renda fixa está pagando essa conta

OPORTUNIDADE NO CRÉDITO

Não é hora de sair da renda fixa? Moody’s prevê bilhões em emissões no primeiro semestre

12 de fevereiro de 2026 - 18:58

Com R$ 117 bilhões em títulos para vencer, empresas devem vir a mercado para tentar novas emissões, a taxas ainda atraentes para o investidor

RENDA FIXA

CDBs dos bancos Pleno, Original e Pine estão entre os mais rentáveis de janeiro, pagando até 110% do CDI; vale a pena investir?

10 de fevereiro de 2026 - 16:15

Levantamento da Quantum Finance mostra quais emissões ficaram com taxas acima da média do mercado

SEM CONFIANÇA

Raízen (RAIZ4) non grata: investidores vendem debêntures da empresa com prejuízo, diante de maior percepção de risco

9 de fevereiro de 2026 - 14:01

Depois dos bonds, debêntures da Raízen derretem no mercado secundário, com abertura de até 40 pontos percentuais em taxas

CARTEIRA RECOMENDADA

Livres de imposto de renda: as recomendações de CRI, CRA e debêntures incentivadas para fevereiro

6 de fevereiro de 2026 - 15:05

Carteiras recomendadas de bancos destacam o melhor da renda fixa para o mês e também trazem uma pitada de Tesouro Direto; confira

REAL VS. DÓLAR

Crédito privado em reais ou em dólar? BTG destaca empresas brasileiras para investir em debêntures e em bonds

5 de fevereiro de 2026 - 19:01

Em alguns casos, o ganho de um título em dólar sobre o equivalente em real pode ultrapassar 3 pontos percentuais

SAÍDA EM MASSA

Shell e Cosan soltaram a mão da Raízen (RAIZ4)? Investidores acreditam que sim e bonds derretem com venda em massa

5 de fevereiro de 2026 - 14:01

Juros dos títulos em dólar explodem em meio à falta de apoio claro de Cosan e Shell

RENDA FIXA EM DÓLAR

Bonds da Raízen (RAIZ4), Aegea e Brava (BRAV3): as escolhas do BTG para a carteira de renda fixa internacional em fevereiro

4 de fevereiro de 2026 - 10:45

Banco vê oportunidade de ganho significativo em dólar, investindo em empresas brasileiras e conhecidas

RENDA FIXA

Títulos do Tesouro Direto ganham novos prazos: veja o que muda para o investidor

3 de fevereiro de 2026 - 15:35

Papéis prefixados e indexados à inflação tem vencimento alongado, enquanto Tesouro Selic só oferece um vencimento

RENDA FIXA

Tesouro Direto: A ‘janela de ouro’ do Tesouro IPCA+, que pode render até 91% com a queda dos juros

2 de fevereiro de 2026 - 16:45

Relatório da XP recomenda a janela estratégica rara nos títulos indexados à inflação e indica os dois títulos preferidos da casa

RENDA FIXA

Mais rentável que a poupança e tão fácil quanto um ‘cofrinho’: novo título do Tesouro Direto para reserva de emergência já tem data para estrear

30 de janeiro de 2026 - 17:25

O novo título público quer concorrer com os ‘cofrinhos’ e ‘caixinhas’ dos bancos digitais, e ser uma opção tão simples quando a poupança

ENERGIA PARA A EMPRESA

Eneva (ENEV3) anuncia nova emissão de debêntures no valor de R$ 2 bilhões; veja potencial para a ação

26 de janeiro de 2026 - 12:35

Os recursos serão usados para cobrir gastos relacionados com a implantação e exploração da usina termelétrica movida a gás natural UTE Azulão II, no Amazonas; papéis são voltados a investidores profissionais

ESTRATÉGIA DO GESTOR

Fundos de crédito privado perdem R$ 19 bilhões em dezembro, mas gestores estão mais otimistas com debêntures neste início de ano

20 de janeiro de 2026 - 18:01

Levantamento da Empiricus mostra quais setores lideram oportunidades e como o mercado de debêntures deve se comportar nos próximos meses

TÍTULOS PÚBLICOS

Tesouro Direto volta a oferecer retornos recordes; Tesouro IPCA+ paga 8% mais inflação e prefixados rendem mais de 13%

20 de janeiro de 2026 - 12:29

Incertezas globais elevam rendimentos dos títulos públicos e abrem nova janela de entrada no Tesouro Direto

SEGUNDA CHANCE

CDBs do Master: onde reinvestir o dinheiro da garantia paga pelo FGC

19 de janeiro de 2026 - 18:05

Ressarcimento começou a pingar na conta dos investidores, que agora têm o desafio de fazer aplicações melhores e mais seguras

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar