Esse conteúdo é exclusivo para o
Seu Dinheiro Premium.
Seja Premium
Quero ser Premium Já sou Premium
O que você vai receber
Conteúdos exclusivos
Indicações de investimento
Convites para eventos
Os segredos da bolsa: o coronavírus avança e a cautela aumenta. E agora, Fed? - Seu Dinheiro
Menu
2020-06-28T20:24:06-03:00
SD Premium

Os segredos da bolsa: o coronavírus avança e a cautela aumenta. E agora, Fed?

Os novos casos diários de coronavírus no mundo estão batendo recordes, o que tende a inspirar cautela à bolsa brasileira e aos mercados globais. Mas o Fed pode injetar confiança nos investidores

29 de junho de 2020
5:30 - atualizado às 20:24
segredos da bolsa
Imagem: Shutterstock

A bolsa brasileira e as demais praças acionárias do mundo vivem duas realidades paralelas. Há uma inegável cautela no ar por causa da pandemia do coronavírus e da consequente fragilização da atividade global, mas também há um certo senso de oportunidade: os BCs e governos abriram os cofres, injetando dinheiro no sistema financeiro para reanimar a economia — e essa enxurrada de liquidez muitas vezes se sobrepõe ao pessimismo.

Em outras palavras, temos uma espécie de círculo vicioso: o coronavírus avança, a economia sofre, as bolsas caem, o Fed e os demais BCs lançam algum programa de estímulo, os investidores se animam com o dinheiro extra, as bolsas se recuperam. Então, a Covd-19 avança novamente, a economia sofre um pouco mais, as bolsas voltam a cair... e assim em diante.

Dito isso, estamos agora na fase prudente desse círculo: neste domingo (28), a Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou 189 mil novos casos da doença no mundo em 24 horas, o que representa um recorde diário desde o início da pandemia — e torna os temores quanto a uma segunda onda do coronavírus parecem cada vez mais plausíveis.

Somente nos EUA, foram 44,7 mil novos registros da Covid-19 entre sábado e domingo, o que representa o segundo dia consecutivo de recorde por lá — entre sexta e sábado, foram 44,6 mil ocorrências.

O Brasil não fica muito para trás: neste domingo, o ministério da Saúde informou que pouco mais de 30 mil novos casos da doença foram reportados nas últimas 24 horas, com 552 mortes. Ao todo, já são 57.622 falecimentos no país — apenas os EUA reportaram mais óbitos, com 125.484.

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) a respeito da pandemia de coronavírus no mundo, no fim da noite deste domingo (28). Fonte: OMS

A concretização de uma segunda onda da Covid-19 é temida pelo mercado porque certamente causará algum tipo de retrocesso na reabertura das economias globais — e, eventualmente, poderá gerar uma nova rodada de quarentena ou de medidas mais duras de isolamento.

E, caso esse seja o cenário no curto prazo, a tão sonhada recuperação em 'V' da atividade global já a partir do segundo semestre de 2020 ficará cada vez mais difícil — e economia parada é sinônimo de dificuldade para as empresas e fraqueza nas bolsas.

Ao menos nesta noite de domingo, os investidores mostram-se cautelosos: os futuros das bolsas americanas abriram em queda moderada, de perto de 0,5% — uma perda não tão expressiva assim, mas que dá sequência às baixas reportadas na semana passada.

Por outro lado, notícias quanto a um possível tratamento contra o coronavírus podem ajudar a amenizar a cautela. O grupo farmacêutico China National Biotec Group (CNBG) disse que uma vacina em desenvolvimento eficácia na imunização das mais de mil pessoas que participaram dos testes.

Além disso, resta saber se o Federal Reserve (Fed) irá se antecipar a uma possível deterioração adicional da economia, anunciando novos pacotes de estímulo — o que poderia blindar as bolsas de um pessimismo mais acentuado. E teremos uma série de eventos importantes relacionados ao BC americano nos próximos dias.

Fed sob os holofotes

Comecemos pela agenda de dados econômicos no exterior. Há um pouco de tudo pela frente: indicadores de atividade, números do mercado de trabalho e falas de importantes autoridades...

  • Segunda-feira (29)
    • EUA:
      • Índice NAR de vendas pendentes de imóveis em maio
    • Zona do euro:
      • Índice de confiança do consumidor em junho
  • Terça-feira (30)
    • EUA:
      • Jerome Powell, Presidente do Fed, e Steven Mnunchin, secretário do Tesouro dos EUA, participam de testemunho à Câmara sobre resposta à pandemia do coronavírus
    • Reino Unido:
      • PIB no primeiro trimestre
    • China:
      • PMI industrial em junho
    • Japão:
      • PMI industrial em junho
  • Quarta-feira (1)
    • EUA:
      • Relatório ADP sobre criação de empregos no setor privado em junho
      • PMI industrial em junho
      • Índice ISM de atividade industrial em junho
      • Ata do Fed
    • Zona do euro:
      • PMI industrial em junho
    • Alemanha:
      • Vendas no varejo em maio
  • Quinta-feira (2)
    • EUA:
      • Relatório do mercado de trabalho (payroll) e taxa de desemprego em junho
      • Balança comercial em maio
      • Novos pedidos de auxílio-desemprego na semana até 27/6
      • Encomendas à indústria em maio
    • Zona do euro:
      • Taxa de desemprego em junho
    • China:
      • PMI composto e do setor de serviços em junho
    • Japão:
      • PMI composto e do setor de serviços em junho
  • Sexta-feira (3)
    • EUA:
      • Feriado do dia da Independência (mercados fechados)
    • Zona do Euro:
      • PMI composto e do setor de serviços em junho

O destaque, mais uma vez, fica com os EUA, em especial ao testemunho do presidente do fed, Jerome Powell, à Câmara do país na terça-feira (30). Considerando o tema a ser debatido — a resposta à pandemia do coronavírus — não seria nada surpreendente ver uma sinalização mais firme a respeito de uma possível nova injeção de liquidez, de modo a frear os impactos econômicos da doença.

Mas não é só isso. No dia seguinte, será divulgada a ata da última reunião do Fed — na ocasião, os juros dos EUA foi mantida na faixa entre 0% e 0,25% ao ano, sem grandes aberturas à adoção de taxas negativas. No entanto, Powell deu a entender mais de uma vez que a instituição 'usaria todas as ferramentas' para ajudar a economia.

Assim, o mercado estará atento quanto às explicações a respeito desses 'instrumentos', buscando mais detalhes a respeito da visão estratégica do Fed no curto e médio prazo.

Por fim, teremos a divulgação do chamado payroll de junho na quinta-feira (2), com os números da criação (ou fechamento) de vagas de trabalho no país no mês e da taxa de desemprego. Em maio, o relatório surpreendeu positivamente — resta saber se a tendência será mantida.

Depois de toda essa agitação, vale ressaltar que os mercados americanos estarão fechados na sexta-feira, em comemoração ao feriado do dia da Independência — o que tende a deixar a sessão bastante esvaziada nas bolsas globais.

Inflação e desemprego

No Brasil, a agenda de indicadores dará novas informações a respeito da saúde da economia doméstica e dos impactos gerados pelo coronavírus:

  • Segunda-feira (29): IGP-M em junho e Caged em maio
  • Terça-feira (30): Pnad contínua no trimestre encerrado em maio
  • Quarta-feira (1): Balança comercial em junho
  • Quinta-feira (2): Produção industrial em maio

O IGP-M em junho dará mais uma pista a respeito do cenário inflacionário no país — o que, em última instância, serve para calibrar as apostas quanto ao futuro da Selic, já que o Copom deixou em aberto a possibilidade de mais um corte de 0,25 ponto na taxa básica de juros.

Já os dados do Caged e da Pnad contínua servirão para trazem mais clareza ao panorama do mercado de trabalho no Brasil, especialmente ao total de desempregados em meio às medidas de isolamento social por causa da Covid-19. Por fim, a produção industrial em maio será um termômetro do aquecimento da economia doméstica nesse período.

Reta final

Por fim, no front corporativo, teremos os últimos balanços da temporada de resultados do primeiro trimestre de 2020: IRB, Ecorodovias e Equatorial divulgam seus números nesta segunda-feira, depois do fechamento dos mercados.

Dentre as três, o IRB é o destaque, considerando o ano turbulento vivido pela resseguradora: a briga com a gestora Squadra, o falso boato de investimento de Warren Buffett na companhia e a investigação aberta pela Susep abalaram a confiança de muitos investidores na empresa.

Meu colega Kaype Abreu fez uma matéria especial contando as expectativas de analistas e agentes financeiros a respeito dos balanços dessas três empresas — para acessar, é só clicar aqui.

Comentários
Leia também
Um self service diferente

Como ganhar uma ‘gorjeta’ da sua corretora

A Pi devolve o valor economizado com comissões de autônomos na forma de Pontos Pi. Você pode trocar pelo que quiser, inclusive, dinheiro

Aposente-se aos 40 (ou o quanto antes)

100 dias entre o fundo e topo do mercado

Até aqui, 2020 foi o ano de Amyr Klink, em que aqueles que souberam capotar (entre janeiro e o final de março), passaram pela tempestade sem afundar de vez em mar aberto

inflação de alimentos

Após ouvir cobrança, Bolsonaro reforça que preço do arroz não será tabelado

Ministra da Agricultura avisou que atual patamar de preços só deve baixar mesmo a partir de 15 de janeiro, quando entrar a safra brasileira.

ranking da forbes

Varejo invade lista de mais ricos do Brasil; saiba mais sobre os bilionários

Luiza Trajano, Ilson Mateus e Luciano Hang chegam entre os 10 mais ricos do país, em um ano marcado por mudanças no setor varejista, alta das ações e IPOs

Seu Mentor de Investimentos

Como proteger seus investimentos diante do risco de sanções comerciais por causa das queimadas

País tornou-se um pária no mundo por conta do que acontece no Pantanal e na Amazônia, diz colunista Ivan Sant’Anna; ele aponta uma série de tipos de ativos que podem estar imunes a uma eventual protesto da comunidade internacional

caso de fevereiro

Guedes ‘excedeu barbaramente’ limites ao comparar servidor a parasita, diz juíza

Cláudia da Costa Tourinho Scarpa, da 4ª Vara Federal Cível da Bahia, afirmou que o ministro da Economia ‘insultou’ os servidores públicos

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu
Advertisements