Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Victor Aguiar

Victor Aguiar

Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero e com MBA em Informações Econômico-Financeiras e Mercado de Capitais pelo Instituto Educacional BM&FBovespa. Trabalhou nas principais redações de economia do país, como Bloomberg, Agência Estado/Broadcast e Valor Econômico. Em 2020, foi eleito pela Jornalistas & Cia como um dos 10 profissionais de imprensa mais admirados no segmento de economia, negócios e finanças.

SD Premium

Os segredos da bolsa: o exterior decide se o Ibovespa segue em alta ou entra em correção

O que esperar do Ibovespa após a retomada do patamar dos 100 mil pontos? No curto prazo, o exterior tende a dar as cartas para a bolsa — e a agenda econômica carregada pode trazer instabilidade

Victor Aguiar
Victor Aguiar
13 de julho de 2020
5:30 - atualizado às 15:58
Os segredos da bolsa
Imagem: Shutterstock

Em 19 de junho de 2019, o Ibovespa ultrapassou o nível dos 100 mil pontos pela primeira vez na história. A marca, a rigor, não significa nada — ela tem um efeito mais simbólico que prático. E, de fato, vivíamos uma época cheia de símbolos na bolsa: a reforma da Previdência estava bem encaminhada em Brasília e a economia do país parecia prestes a decolar.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Pouco mais de um ano depois, muita coisa mudou: o coronavírus virou o mundo de cabeça para baixo, as projeções para o PIB do Brasil e do mundo desabaram e as máscaras de proteção viraram vestimenta obrigatória. O que continua igual é o Ibovespa, que segue acima dos 100 mil pontos.

Ok, afirmar isso é distorcer a realidade: sim, o índice terminou a última sexta-feira (10) aos 100.031,83 pontos, mas não, a bolsa não sustentou os três dígitos durante toda a crise do coronavírus. Na verdade, no momento de maior incerteza, o Ibovespa quase perdeu o patamar dos 60 mil pontos.

Dito isso, é importante destacar a recuperação rápida da bolsa brasileira. Das mínimas registradas em março até os níveis atuais, o Ibovespa deu um salto de incríveis 57%. O índice ainda cai cerca de 13% desde o começo do ano, mas, convenhamos: poucos apostavam numa retomada tão rápida do nível dos 100 mil pontos.

Mas... e agora? Para onde vamos? Bem, tudo depende do horizonte temporal. No médio e longo, a resposta é mais complexa: eu entrei em contato com analistas, economistas e instituições financeiras para tentar responder essa questão e conto tudo nesta matéria especial.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Aqui, neste texto exclusivo para você, leitor premium do Seu Dinheiro, vamos debater as perspectivas para o Ibovespa e a bolsa no curtíssimo prazo. E tudo indica que o exterior dará as cartas para a bolsa nos próximos dias, considerando a agenda econômica externa mais agitada no exterior.

Leia Também

Cedo demais?

Antes de entrarmos em maiores detalhes a respeito dos indicadores econômicos previstos para a semana, é preciso destacar os números do coronavírus no mundo, especialmente nos Estados Unidos: somente na Flórida, foram mais de 15 mil novos casos no último sábado, um novo recorde para um estado americano.

Quer ter uma dimensão melhor do que esse número significa? De acordo com a universidade Johns Hopkins, a Flórida teve, em um só dia, mais casos que a Coreia do Sul inteira desde o início da pandemia — por lá, são 13,4 mil registros oficiais, com 289 mortos.

A Flórida é um dos estados americanos em que as regras de isolamento foram flexibilizadas com maior intensidade: até mesmo os parques da Disney já abriram as portas. E, naturalmente, essa explosão nos novos casos da doença inspira cautela, tanto em relação à saúde pública quanto à economia.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Afinal, se esse quadro forçar um retrocesso na reabertura da Flórida e de outras regiões dos EUA, a tão comemorada recuperação dos índices econômicos pode ir por água abaixo — o que, se concretizado, provocaria uma nova onda de forte turbulência aos mercados.

Ainda de acordo com a Johns Hopkins, já são mais de 12,8 milhões de casos confirmados do coronavírus no mundo, com cerca de 570 mil mortes — no Brasil, já são 72 mil óbitos. Assim, a evolução da doença por aqui também deve ser acompanhada de perto pelos investidores, já que, no Brasil, um processo de reabertura econômica também teve início.

Assim, os dados diários da pandemia tendem a mexer com o humor dos investidores e podem inspirar alguma cautela às bolsas — nos EUA, os índices acionários já se recuperaram do tombo de março e voltaram às máximas históricas. E, caso uma onda negativa comece a ganhar força por lá, é de se esperar um reflexo semelhante por aqui.

Mais uma rodada

Em termos de agenda, o exterior terá dias agitados: indicadores de atividade e inflação estão entre os destaques lá fora e servirão para atualizar o panorama econômico global. Além disso, também teremos algumas importantes decisões de política monetária no horizonte:

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
  • Terça-feira (14)
    • EUA:
      • Inflação (CPI) em junho
    • China:
      • Balança comercial em junho
    • Zona do euro:
      • Produção industrial em maio
    • Alemanha:
      • Inflação (CPI) em junho
      • Índice Zew de expectativas econômicas em julho
    • Reino Unido:
      • Produção industrial em maio
  • Quarta-feira (15)
    • EUA:
      • Índice Empire State de atividade industrial em julho
      • Produção industrial em junho
      • Fed divulga o "Livro Bege"
    • China:
      • PIB no segundo trimestre
      • Produção industrial em junho
      • Vendas no varejo em junho
    • Reino Unido:
      • Inflação (CPI) em junho
      • Vendas no varejo em junho
    • Japão:
      • Bank of Japan (BoJ) divulga decisão de política monetária
  • Quinta-feira (16)
    • EUA:
      • Vendas no varejo em junho
      • Novos pedidos de seguro-desemprego na semana até 11/7
      • Índice NAHB de confiança das construtoras em julho
    • Zona do euro:
      • Balança comercial em maio
      • Banco Central Europeu (BCE) divulga decisão de política monetária
  • Sexta-feira (17)
    • EUA:
      • Índice de sentimento do consumidor da Universidade de Michigan em julho (preliminar)
    • Zona do euro:
      • Inflação (CPI) em junho

Em termos de indicadores de atividade, há duas categorias no exterior: a China e o resto. Tudo isso porque o pico da pandemia no território chinês ocorreu em janeiro e fevereiro — sendo assim, a trajetória de recuperação por lá também começou mais cedo.

E teremos dados importantes vindos da China nos próximos dias: a balança comercial serve como indicador de aquecimento da economia local e mexe diretamente com o mercado de commodities: Pequim é uma das principais consumidoras de insumos metálicos e energéticos.

O PIB chinês no segundo trimestre, bem como os números da indústria e do varejo local, são ainda mais importantes porque, em linhas gerais, os dados vindos da China servem como proxy para as economias do Ocidente: as tendências mostradas por lá servem como uma espécie de modelo para o que pode vir a acontecer no restante do mundo, em termos econômicos.

Nos EUA, os números de inflação, da indústria e do varejo são os destaques, uma vez que darão mais cor às estimativas de retomada da economia americana e podem, eventualmente, ofuscar as preocupações com o coronavírus. Por fim, a zona do euro também traz uma série de índices inflacionários e de atividade.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Por fim, toda a atenção para a decisão de juros do Banco Central Europeu (BCE) e eventuais anúncios de novos pacotes de estímulo econômico: essas injeções de dinheiro pelos BCs do mundo têm blindado as bolsas de maiores turbulências, e qualquer sinalização nesse sentido pode animar os investidores.

A decisão do BCE será divulgada às 8h45 de quinta-feira (16), no horário de Brasília. Logo em seguida, às 9h30, a presidente da instituição, Christine Lagarde, concederá uma entrevista coletiva — vale ficar atento para o que ela tem a dizer, buscando pistas quanto a novos estímulos.

Brasil em segundo plano

Considerando todos os fatores citados até agora, o cenário doméstico tende a ser eclipsado nesta semana: há poucos destaques em termos de agenda econômica e não há grandes turbulências políticas no radar.

Isso não quer dizer que as questões locais não vão interferir no andamento das negociações. Quaisquer movimentações por parte do governo e do Congresso em relação ao andamento das pautas econômicas sempre acabam mexendo com o rumo das bolsas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

E, por mais que a agenda de dados esteja relativamente esvaziada nos próximos dias, há sim alguns indicadores importantes:

  • Terça-feira (14): IBC-Br em maio
  • Quarta-feira (15): IGP-10 em julho
  • Sexta-feira (17): Segunda previa do IGP-M em julho

O destaque, aqui, fica com o IBC-Br em maio, que servirá para dar uma noção melhor a respeito do ritmo da economia brasileira. Vale lembrar que os dados da indústria e do varejo no mês surpreenderam positivamente, enquanto o setor de serviços ficou aquém do esperado.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
GRINGO NA ÁREA

Nem a guerra do Irã parou a bolsa: mercado brasileiro deve ter melhor 1º trimestre em fluxo de capital estrangeiro desde 2022

4 de abril de 2026 - 13:42

Até o dia 24 de março, a bolsa brasileira já acumulava R$ 7,05 bilhões, e a expectativa é de que o ingresso de capital internacional continue

ENTRE ALTOS E BAIXOS

Natura (NATU3) sai na frente e RD Saúde (RADL3) é ação com pior desempenho; veja os destaques do Ibovespa nesta semana

4 de abril de 2026 - 12:49

Com a semana mais enxuta pelo feriado de Sexta-Feira Santa, apenas oito ações encerraram em queda

ENTENDA

Tombo de quase 80%: Fictor Alimentos (FICT3) vira ação de centavos e recebe alerta da B3

3 de abril de 2026 - 17:41

A Fictor Alimentos recebeu correspondência da B3 por negociar suas ações abaixo de R$ 1, condição conhecida como penny stock. A empresa busca solucionar o caso com um grupamento

O QUE FAZER COM OS PAPÉIS?

Maior alta do Ibovespa na semana: Natura (NATU3) salta 12% com “selo” de gigante global. Vem mais por aí?

3 de abril de 2026 - 14:30

Os papéis da companhia encerraram a semana a R$ 10,35 após o anúncio da Advent International sobre a compra de papéis da Natura; veja o que mais mexeu com as ações e o que esperar

HORA DE COMPRAR?

Ação da Embraer (EMBJ3) tem sinal verde de compra? Empresa aumenta entregas de aviões em 47% e analistas dão veredito

3 de abril de 2026 - 12:52

A Embraer acumula queda na bolsa brasileira em 2026 e analistas dizem se a performance é sinal de risco ou oportunidade de compra

FOCO EM RENDA EXTRA

Não é Auren (AURE3) nem Engie (EGIE3): a elétrica favorita do Santander pode pagar dividendos de até 24%

3 de abril de 2026 - 11:04

Os analistas destacam que a ação preferida no setor elétrico do banco tem um caixa robusto, que pode se traduzir em dividendos extras para os acionistas

ONDE INVESTIR

Onde investir em abril? Os ativos para se proteger do risco geopolítico e ainda ganhar dinheiro; Petrobras (PETR4) se destaca com dividendos no radar

3 de abril de 2026 - 7:01

Confira as recomendações da Empiricus Research em abril para ações, dividendos, fundos imobiliários, ações internacionais e criptomoedas

MERCADOS HOJE

Trump promete força total na guerra contra o Irã e espalha medo, mas Ibovespa consegue se segurar, enquanto petróleo dispara

2 de abril de 2026 - 10:56

Em discurso à nação na ultima quarta-feira (1), Trump prometeu “levar o Irã de volta a Idade da Pedra”. Com isso, os futuros do Brent dispararam, mas bolsas ao redor do mundo conseguiram conter as quedas. Ibovespa encerrou o dia com leve alta de 0,05%, a 188.052,02 pontos

AÇÃO DO MÊS

Axia Energia (AXIA6) segue nos holofotes com dividendos no radar — mas não é a única; confira as favoritas dos analistas para investir em abril

2 de abril de 2026 - 6:04

A Axia Energia teve que abrir espaço para uma outra empresa do setor, além de dividir o pódio com duas companhias do setor bancário e de aluguel de carros

PORTFÓLIO INTERNACIONAL

Tchau, Ozempic? Empiricus corta Novo Nordisk e outras gigantes de carteira para abril — e reforça aposta em IA, streaming e petróleo

1 de abril de 2026 - 18:33

Revisão da carteira internacional mostra uma guinada estratégica para capturar novas oportunidades no mercado global; veja quem saiu e quem entrou no portfólio

VEJA O CASO A CASO

Guerra no bolso: BofA rebaixa Azzas 2154 (AZZA3) e corta projeções de Magazine Luiza (MGLU3), GPA (PCAR3) e mais — veja quem sofre e quem escapa no varejo

1 de abril de 2026 - 17:28

O banco cortou a recomendação da dona da Hering de compra para neutra, enquanto revisou estimativas para uma série de outras empresas brasileiras diante da guerra e juros elevados

QUEM VAI SE DAR MELHOR

Sai Prio (PRIO3), entra Petrobras (PETR4): dividendo com o fim da guerra é o alvo do BTG para abril

1 de abril de 2026 - 15:51

Banco vê estatal mais protegida em um possível cenário de petróleo mais barato e traz Embraer de volta à carteira do mês

RENDA EXTRA NÃO VALE A PENA?

Cyrela (CYRE3) pode ativar ‘gatilho’ que pagaria até R$ 1,9 bilhão em dividendos extraordinários — mas o lucro não deve chegar ao bolso do acionista; por quê?

1 de abril de 2026 - 15:15

JP Morgan calcula que a venda de subsidiárias poderia gerar renda extra para os acionistas da Cyrela, mas a operação não seria tão benéfica; entenda

LOCATÁRIOS DE PESO

Alianza Trust Renda (ALZR11) traz Fleury (FLRY3) para o portfólio de inquilinos com compra de imóvel — e Shopee pode ser a próxima

1 de abril de 2026 - 13:59

As operações reforçam a estratégia do ALZR11 de ampliar a exposição a contratos com inquilinos de grande porte

AÇÕES SOBEM FORTE

Braskem: Citi muda de ideia sobre BRKM5 e eleva recomendação logo antes de notícia sobre possível proteção contra credores

1 de abril de 2026 - 11:50

Banco vê alívio com alta dos spreads petroquímicos em meio à guerra no Oriente Médio e eleva preço-alvo para R$ 10, mas incertezas sobre dívida e possível proteção contra credores seguem no radar. Segundo a Bloomberg, falência não está descartada

ESPAÇO E IA

SpaceX, de Elon Musk, reúne 21 bancos para o maior IPO da história, diz Reuters; um deles é brasileiro

1 de abril de 2026 - 10:24

A empresa é controlada pelo fundador e presidente-executivo Musk, que já é o mais rico do planeta com US$ 817 bilhões no bolso, e a captação de ainda mais valor no mercado pode fazer esse valor explodir.

O INIMIGO AGORA É O MESMO

‘Taxa das blusinhas’ pode cair e acende alerta no varejo: Lojas Renner (LREN3), C&A (CEAB3) e Riachuelo (RIAA3) estão preparadas?

31 de março de 2026 - 18:35

Para o BTG Pactual, revisão das tarifas pode reacender a pressão competitiva de plataformas estrangeiras, colocando varejistas brasileiros sob novo teste em meio a juros altos e consumo enfraquecido

OPORTUNIDADE SEGUE NA MESA

Vale (VALE3) tropeça e ação cai 6,8% em março, mas mineradora está longe do fim da linha com dividendos extraodinários à frente

31 de março de 2026 - 18:14

Na leitura do mercado, o movimento de queda dos papéis nos últimos 30 dias tem menos a ver com as tensões geopolíticas e mais com fatores específicos

CHEGOU A HORA DE BRILHAR?

Bresco Logística (BRCO11) recua abaixo do valor patrimonial, e analistas veem oportunidade; entenda o que esperar do ativo e do mercado de FIIs daqui para frente

31 de março de 2026 - 16:31

Com os principais segmentos dos FIIs já em ciclo de recuperação, há agora uma fase de expansão potencial, e o BRCO11 é o preferido para brilhar

VISÃO DE ESPECIALISTA

Elétricas, petróleo e construtoras: onde se escondem as oportunidades na bolsa, segundo gestores

31 de março de 2026 - 15:32

Apesar das incertezas sobre a demanda no longo prazo, gestor avalia que o risco de preços muito baixos da commodity diminuiu e que setor do petróleo tem potencial de alta

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia