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2020-03-30T12:31:33-03:00
Estadão Conteúdo
diante da crise

Trump dará US$ 1 mil a cada americano

Analistas apontam que o pacote será maior do que o solicitado por Barack Obama para retirar o país da recessão em 2009

18 de março de 2020
7:58 - atualizado às 12:31
Donald Trump, presidente dos Estados Unidos
Donald Trump, presidente dos Estados Unidos - Imagem: Shutterstock

O governo Donald Trump anunciou na terça-feira, 17, que vai propor um pacote de estímulo de US$ 850 bilhões - o equivalente a mais de R$ 4,2 trilhões - para evitar que a economia americana entre em colapso com o avanço da pandemia do coronavírus. As medidas incluem distribuição de cheques aos americanos que poderão ser no valor de U$ 1 mil, que o governo pretende enviar dentro de duas semanas.

Analistas apontam que o pacote será maior do que o solicitado por Barack Obama para retirar o país da recessão em 2009. "Vai ser grande", disse Trump.

O secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, anunciou em coletiva de imprensa ao lado de Trump que o presidente pediu que a operação para efetuar os pagamentos diretos aos americanos fosse feita imediatamente. "O presidente nos orientou a fazer isso agora, então será agora. Isso (crise) não é culpa dos trabalhadores americanos. Usaremos todos os instrumentos que temos e os que não temos negociaremos com o Congresso", disse Mnuchin.

O governo Trump e o próprio presidente americano mudaram de tom no combate à crise de saúde e econômica gerada pelo coronavírus nesta semana. Há uma semana, Trump minimizava os impactos da pandemia. O presidente americano disse ontem, em uma das entrevistas coletivas diárias sobre o tema na Casa Branca, que há um "enorme espírito" de trabalho conjunto no Congresso, que já aprovou legislação para que os testes de coronavírus sejam gratuitos.

O Tesouro americano informou também que pagamentos de tributos podem ser adiados por 90 dias, sem taxa ou multa. As pessoas poderão adiar o pagamento ao Fisco de até US$ 1 milhão, e as empresas, de até US$ 10 milhões. A previsão de Mnuchin é que isso corresponda a uma injeção de US$ 300 bilhões na economia americana para atravessar períodos de baixa produção e consumo.

A Casa Branca voltou a dizer que apoia o pedido de US$ 50 bilhões feito pelo setor aéreo, prejudicado com as restrições de rotas e cancelamentos de viagens. A solicitação foi feita ontem pelas empresas, que pedem alívio tributário, subsídios e garantia de empréstimos.

Na terça, Trump voltou a pedir que sejam evitadas aglomerações e disse que "sacrifícios e mudanças temporárias" ajudarão a combater o vírus. "Nossa economia vai se recuperar rapidamente."

Na Europa, o Reino Unido anunciou um pacote de £ 330 bilhões em empréstimos "garantidos" às empresas - montante que representa 15% do Produto Interno Bruto (PIB) britânico - como forma de mitigar os impactos econômicos da pandemia de coronavírus.

Além disso, o ministro de Finanças, Rishi Sunak, revelou que o governo fez um acordo com o Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês) para prover liquidez aos mercados, embora não tenha esclarecido se o pacto se refere ao mais recente corte de juros da autoridade monetária local ou a alguma ação futura.

Também na terça, o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, anunciou pacote de 200 bilhões de euros para conter os impactos econômicos do coronavírus. Segundo ele, trata-se de um "decreto inédito". "Um plano de choque sem precedentes na história da Espanha democrática", afirmou. "Nosso objetivo é impedir que uma crise temporária tenha um impacto negativo permanente em nosso mercado de trabalho." / COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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