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Presidente da Câmara voltou a rechaçar a criação de um novo imposto nos moldes da CPMF
O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse que um dos grandes desafios para o próximo ano será manter o teto de gastos. "Abrir o teto de gasto, criar um novo imposto para ter receita para gastar olhando a eleição, aí já desorganizou tudo que está sendo construído".
"Nosso grande desafio do próximo ano é sentar em cima do teto de gastos e não deixar ninguém mexer, porque as tentações são grandes, e elas vão gerar aumento de carga tributária ou de dívida, que, no final, acaba sendo paga pela sociedade", disse Maia em live nesta quarta-feira com o economista Renoir Vieira.
Para ele, a discussão sobre mudar o teto de gastos só pode ser feita depois de se organizar a estrutura da administração pública. "Mas acho que essa pressão não vai ser pequena não, vai ser muito grande, e nós temos que ficar atentos a isso", disse.
Maia voltou a rechaçar a criação de um novo imposto nos moldes da CPMF. Para ele, a ferramenta não melhora o ambiente de negócios e é capaz de travar o crescimento do País.
Ele ainda disse ainda ser contra o imposto sobre grandes fortunas. "Mas também não dá para dizer que a CPMF é mais justa que imposto sobre grandes fortunas. Não é possível que alguém ache que tributar a base da sociedade, como você vai tributar na CPMF, é melhor do que tributar quem tem mais renda. Eu acho que não é nem um, nem outro", afirmou.
Maia falou ainda sobre a necessidade da reforma tributária acabar com os regimes especiais. "Se você pegar o sistema tributário, administração pública, a previdência, tudo acabou concentrando poder naqueles que tiveram lobby no Executivo e Legislativo", disse.
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*Com Estadão Conteúdo
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