⚠️ DIVIDENDOS EM RISCO? Lula, Bolsonaro, Ciro e Tebet querem taxar seus proventos e podem atacar sua renda extra em 2023. Saiba mais aqui

2020-02-11T16:37:47-03:00
Seu Dinheiro
Seu Dinheiro
Tá bem grandinho pra isso!

Governo dos EUA retira Brasil de lista de nações em desenvolvimento

Mudança facilita a chamada investigação de direito compensatório, que pode punir países que lançam mão de subsídios comerciais injustos

11 de fevereiro de 2020
16:37
Donald Trump
Imagem: Shutterstock

O governo americano publicou na segunda-feira, 10, uma revisão na lista de nações consideradas em desenvolvimento, retirando a classificação do Brasil e de cerca de outros 20 países. A mudança facilita o que se chama de investigação de direito compensatório, que pode punir países que lançam mão de subsídios comerciais considerados injustos. Além do Brasil, estão na lista China, Argentina, África do Sul e Índia, por exemplo.

Desde que assumiu a Casa Branca, o presidente Donald Trump tem reclamado do tratamento dispensado a países tidos como em desenvolvimento durante disputas comerciais, em especial da China. Em Davos, na Suíça, em janeiro, ele voltou a falar no tema ao criticar o fato de que China e Índia serem consideradas nações em desenvolvimento pela Organização Mundial do Comércio (OMC). Os americanos têm feito um esforço para eliminar o tratamento diferenciado a países que consideram que não devem ser beneficiados pela flexibilidade nas regras comerciais devido à ascensão de suas economias.

A regulação foi publicada pelo USTR, autoridade comercial dos Estados Unidos, ao atualizar uma regra de 1998. Os americanos revisaram os critérios para definição de países em desenvolvimento. Além da renda per capita e da participação no comércio global, as novas regras analisam ainda outros temas como o pertencimento ao G-20 - grupo do qual o Brasil faz parte. Pelos novos critérios a participação no comércio global máxima para o status de país em desenvolvimento também muda, passando de 2% para 0,5%.

O USTR considera que a metodologia adotada desde 1998 está "obsoleta". A revisão pode facilitar a punição dos países que deixam de figurar como nações em desenvolvimento, mas autoridades brasileiras têm minimizado nos bastidores o impacto que a medida pode causar para o País.

A medida dos EUA é unilateral e se aplica especificamente para a investigação americana de direito compensatório.

Os países em desenvolvimento podem exportar mais aos EUA isentos da investigação. Fora do tratamento especial, os limites são menores. Até hoje, os países ficavam excluídos da investigação se as importações provenientes dessas nações fossem inferiores a 4% do total das importações e, no conjunto com todos os demais em desenvolvimento, inferiores a 9%. Com a mudança na classificação, as porcentagens caem para 3% e 7%, e o governo Trump, portanto, tem maiores margens para aplicar barreiras comerciais.

Parte dos países afetados pela resolução americana já aceitaram abrir mão do tratamento especial concedido a países em desenvolvimento na OMC. É o caso do Brasil. Em março, quando o presidente Jair Bolsonaro visitou Trump em Washington, o País abriu mão do futuro uso do status de país em desenvolvimento na OMC em troca do apoio americano ao processo de adesão brasileiro à Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico.

O procedimento é administrativo e dentro dos EUA. No caso do tratamento diferenciado na OMC, da qual o Brasil já concordou em abrir mão, depende de uma discussão no próprio órgão. Na OMC, cada integrante declara em qual status se coloca.

Governo brasileiro evita comentários

A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, evitou há pouco comentar a decisão dos Estados Unidos.

"Acho que a gente tem de entender por que foi feito isso, dentro de um contexto. Eu ainda não sentei com a equipe para avaliar a medida", disse a ministra após reunião com a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), em Brasília (DF)

Questionada se a decisão não poderia prejudicar a retirada do embargo norte-americano à exportação de carne in natura brasileira, a ministra rebateu. "Por que atrapalharia? Você tem que ter estratégias, e o mercado é um só. Onde tira alguma coisa, você tem outros lugares. É tudo muito dinâmico na área de comércio".

Para evitar o assunto, a ministra exaltou a estimativa de que a safra brasileira de grãos deverá ser recorde e atingir 251,1 milhões de toneladas, de acordo com dados divulgados hoje pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). "A grande notícia do dia é que a safra brasileira é recorde", afirmou. Tereza Cristina esteve na FPA para discutir a Medida Provisória (MP) 910, que versa sobre a regularização fundiária no Brasil. Segundo ela, a proposta, mesmo com mais de 500 emendas deve fluir com tranquilidade e será aprovada.

*Com Estadão Conteúdo.

Comentários
Leia também
A REVOLUÇÃO 3.0 DOS INVESTIMENTOS

Quem é a Pi

Uma plataforma de investimentos feita para ajudar a atingir seus objetivos por meio de uma experiência #simples, #segura, #acessível e #transparente.

SEGUNDA-FEIRA AGITADA

PetroRio (PRIO3) caminha na aquisição da Dommo (DMMO3), de Eike Batista, e anuncia recompra de ações

3 de outubro de 2022 - 11:48

Petroleira deu mais um passo em direção à conclusão do processo de aquisição da Dommo e aprovou a incorporação das ações DMMO3, com duas opções de substituição para os papéis

O DIA DEPOIS

Bolsonaro mais forte no segundo turno anima o mercado, mas é a eleição de um Congresso mais reformista que embala os ativos nesta segunda-feira

3 de outubro de 2022 - 11:35

Na percepção do mercado, o presidente Jair Bolsonaro sai mais forte da disputa, mas é no Congresso que mora as chances de uma agenda reformista e permanência do teto de gastos

CENTRAL DAS ELEIÇÕES

Eleições 2022: Veja como a imprensa internacional repercutiu o resultado da eleição

3 de outubro de 2022 - 10:35

Acompanhe a cobertura ao vivo das eleições 2022 com as principais notícias sobre os principais candidatos à Presidência e nos Estados

ELEIÇÕES 2022

Um teste para a democracia brasileira: Veja como a imprensa estrangeira está repercutindo o resultado da eleição

3 de outubro de 2022 - 10:29

Jornais, sites e revistas chamam a atenção para o desempenho melhor que o previsto pelas pesquisas do presidente Jair Bolsonaro

CAUTELA GLOBAL

Ativos de risco em xeque: bitcoin (BTC) sustenta patamar de US$ 19 mil, mas não empolga com dados esperados da semana; criptomoedas não saem do bear market

3 de outubro de 2022 - 10:00

Correndo o risco de parecer brutalmente realista, pouco se pode esperar de qualquer mudança no cenário daqui para frente

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies