🔴 [NO AR] ESPECIALIZAÇÃO EXECUTIVA EM IA: 3 AULAS GRATUITAS – ASSISTA AGORA

Conteúdos exclusivos da Empiricus

Parceria Seu Dinheiro e Empiricus:

Salve suas matérias favoritas do Seu Dinheiro criando uma conta gratuita na Empiricus.

E tem mais: ao criar sua conta gratuita, você ganha acesso a um universo de conteúdos que vai muito além das notícias.

Relatórios, cursos, podcasts, newsletters e estratégias de investimento para transformar informação em melhores decisões.

Tá bem grandinho pra isso!

Governo dos EUA retira Brasil de lista de nações em desenvolvimento

Mudança facilita a chamada investigação de direito compensatório, que pode punir países que lançam mão de subsídios comerciais injustos

Donald Trump
Imagem: Shutterstock

O governo americano publicou na segunda-feira, 10, uma revisão na lista de nações consideradas em desenvolvimento, retirando a classificação do Brasil e de cerca de outros 20 países. A mudança facilita o que se chama de investigação de direito compensatório, que pode punir países que lançam mão de subsídios comerciais considerados injustos. Além do Brasil, estão na lista China, Argentina, África do Sul e Índia, por exemplo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Desde que assumiu a Casa Branca, o presidente Donald Trump tem reclamado do tratamento dispensado a países tidos como em desenvolvimento durante disputas comerciais, em especial da China. Em Davos, na Suíça, em janeiro, ele voltou a falar no tema ao criticar o fato de que China e Índia serem consideradas nações em desenvolvimento pela Organização Mundial do Comércio (OMC). Os americanos têm feito um esforço para eliminar o tratamento diferenciado a países que consideram que não devem ser beneficiados pela flexibilidade nas regras comerciais devido à ascensão de suas economias.

A regulação foi publicada pelo USTR, autoridade comercial dos Estados Unidos, ao atualizar uma regra de 1998. Os americanos revisaram os critérios para definição de países em desenvolvimento. Além da renda per capita e da participação no comércio global, as novas regras analisam ainda outros temas como o pertencimento ao G-20 - grupo do qual o Brasil faz parte. Pelos novos critérios a participação no comércio global máxima para o status de país em desenvolvimento também muda, passando de 2% para 0,5%.

O USTR considera que a metodologia adotada desde 1998 está "obsoleta". A revisão pode facilitar a punição dos países que deixam de figurar como nações em desenvolvimento, mas autoridades brasileiras têm minimizado nos bastidores o impacto que a medida pode causar para o País.

A medida dos EUA é unilateral e se aplica especificamente para a investigação americana de direito compensatório.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Os países em desenvolvimento podem exportar mais aos EUA isentos da investigação. Fora do tratamento especial, os limites são menores. Até hoje, os países ficavam excluídos da investigação se as importações provenientes dessas nações fossem inferiores a 4% do total das importações e, no conjunto com todos os demais em desenvolvimento, inferiores a 9%. Com a mudança na classificação, as porcentagens caem para 3% e 7%, e o governo Trump, portanto, tem maiores margens para aplicar barreiras comerciais.

Leia Também

ELEIÇÕES 2026

Cada vez mais acirrado: Lula e Flávio empatam no segundo turno, mas ainda são os candidatos à presidência mais rejeitados, mostra BTG/Nexus

ELEIÇÕES 2026

Primeiro Datafolha após início da campanha mostra empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro; confira os números

Parte dos países afetados pela resolução americana já aceitaram abrir mão do tratamento especial concedido a países em desenvolvimento na OMC. É o caso do Brasil. Em março, quando o presidente Jair Bolsonaro visitou Trump em Washington, o País abriu mão do futuro uso do status de país em desenvolvimento na OMC em troca do apoio americano ao processo de adesão brasileiro à Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico.

O procedimento é administrativo e dentro dos EUA. No caso do tratamento diferenciado na OMC, da qual o Brasil já concordou em abrir mão, depende de uma discussão no próprio órgão. Na OMC, cada integrante declara em qual status se coloca.

Governo brasileiro evita comentários

A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, evitou há pouco comentar a decisão dos Estados Unidos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"Acho que a gente tem de entender por que foi feito isso, dentro de um contexto. Eu ainda não sentei com a equipe para avaliar a medida", disse a ministra após reunião com a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), em Brasília (DF)

Questionada se a decisão não poderia prejudicar a retirada do embargo norte-americano à exportação de carne in natura brasileira, a ministra rebateu. "Por que atrapalharia? Você tem que ter estratégias, e o mercado é um só. Onde tira alguma coisa, você tem outros lugares. É tudo muito dinâmico na área de comércio".

Para evitar o assunto, a ministra exaltou a estimativa de que a safra brasileira de grãos deverá ser recorde e atingir 251,1 milhões de toneladas, de acordo com dados divulgados hoje pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). "A grande notícia do dia é que a safra brasileira é recorde", afirmou. Tereza Cristina esteve na FPA para discutir a Medida Provisória (MP) 910, que versa sobre a regularização fundiária no Brasil. Segundo ela, a proposta, mesmo com mais de 500 emendas deve fluir com tranquilidade e será aprovada.

*Com Estadão Conteúdo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
eleições 2026 brasil economia investimentos bolsa ibovespa 13 de agosto de 2026 - 14:00
Senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em discurso ao Plenário do Senado. 3 de agosto de 2026 - 12:31
Spray de pimenta 27 de julho de 2026 - 13:42
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) 24 de julho de 2026 - 20:06
Técnicos do TRE-DF realizam a conferência e a lacração de urnas eletrônicas para o 1º turno das Eleições 2022 24 de julho de 2026 - 19:34
Técnicos do TRE-DF realizam a conferência e a lacração de urnas eletrônicas para o 1º turno das Eleições 2022 13 de julho de 2026 - 9:08
Candidatos às eleições presidenciais de 2026, Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro 8 de julho de 2026 - 14:46
3 de julho de 2026 - 16:00
Senado durante sessão plenária semipresencial para votar o projeto de lei (PL 1.847/2024) que estabelece a reoneração gradual da folha de pagamento de 17 setores da economia. (Relator senador Jaques Wagner) 24 de junho de 2026 - 21:50
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar