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EUA vão apoiar candidatura do Brasil na OCDE no lugar da Argentina

Segundo publicação, os EUA entregaram uma carta à organização oficializando que querem que o Brasil seja o próximo país a iniciar o processo de adesão à entidade.

15 de janeiro de 2020
8:20 - atualizado às 10:02
Donald Trump e Jair Bolsonaro
Imagem: Alan Santos/PR

Os Estados Unidos vão apoiar candidatura do Brasil na OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), disse a Folha de S. Paulo.

Segundo a publicação, os EUA entregaram uma carta à organização oficializando que querem que o Brasil seja o próximo país a iniciar o processo de adesão à entidade.

O movimento significa que os americanos defendem que o Brasil ocupe a vaga que era da Argentina na fila de postulantes a um lugar no clube dos países ricos.

O presidente Jair Bolsonaro disse na manhã desta quarta-feira (15) que a intenção dos Estados Unidos de priorizar a entrada do Brasil na OCDE "é uma notícia bem recebida".

O presidente disse que já conversou com o ministro da Economia, Paulo Guedes, sobre o assunto, mas quis falar sobre um prazo para a entrada do País no organismo. "São mais de 100 requisitos, estamos bastante adiantados, na frente da Argentina", disse.

A promessa de que os EUA apoiariam o pleito brasileiro de entrada na OCDE foi feita em março, durante a visita do presidente Jair Bolsonaro a Trump, na Casa Branca.

Em agosto, no entanto, a agência Bloomberg revelou que o secretário de Estado, Mike Pompeo, enviara carta à organização na qual manifestou o apoio dos EUA à entrada da Argentina e da Romênia, sem menção ao Brasil. A posição americana frustrou o governo brasileiro na época.

Agora, os americanos afirmam que, "apesar de desejarem que o Brasil seja o próximo país a começar o processo de acesso, mantêm apoio às aspirações de entrada de Argentina e Peru e esperam que eles continuem a adotar padrões e melhores práticas da OCDE", segundo porta-voz do Departamento de Estado.

Os EUA têm defendido um plano lento de expansão do organismo, contrário ao cronograma defendido pelos europeus que abarcaria plano de adesão dos seis candidatos atuais.

Depois da divulgação da carta de Pompeo, o secretário de Estado e Trump reiteraram o apoio ao Brasil, mas novamente sem se comprometer com prazos. Em outubro, o secretário-geral da OCDE, Angel Gurría, disse em entrevista ao Estado que o obstáculo à adesão do Brasil era a posição dos Estados Unidos.

Desde então, o Itamaraty vem cobrando que os americanos somem às declarações de apoio à entrada do País na OCDE um cronograma claro de adesão. No fim do ano passado, diplomatas brasileiros receberam um aceno dos americanos de que o País teria boas notícias sobre a questão da OCDE.

Já se especulava, dentro do governo brasileiro, que o processo de adesão da Argentina poderia perder força. A avaliação é que o governo eleito ano passado, de Alberto Fernández, já não prioriza a entrada na OCDE como fazia o governo de Mauricio Macri. Isso quase anula o desgaste dos EUA com os argentinos ao passar o Brasil na frente.

*Com Estadão Conteúdo

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