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2020-05-24T19:39:43-03:00
Victor Aguiar
Victor Aguiar
Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero e com MBA em Informações Econômico-Financeiras e Mercado de Capitais pelo Instituto Educacional BM&FBovespa e UBS Escola de Negócios. Trabalhou nas principais redações de economia do país, como Bloomberg, Agência CMA, Agência Estado/Broadcast e Valor Econômico.
Desfazendo as malas

EUA proíbem a entrada de viajantes que estiveram recentemente no Brasil

Com a situação mais grave da pandemia de coronavírus no Brasil, o governo dos EUA proibiu a entrada de viajantes com passagem pelo país

24 de maio de 2020
19:39
Donald Trump, presidente dos Estados Unidos
Donald Trump, presidente dos Estados Unidos - Imagem: Shutterstock

Os esforços do governo dos EUA para conter o avanço do coronavírus no país agora atingem diretamente o Brasil: na noite deste domingo (24), a Casa Branca confirmou que não vai mais permitir a entrada de viajantes com passagem recente pelo país, dada a disseminação ainda elevada da doença por aqui.

Em nota, o presidente americano, Donald Trump, destaca que o Brasil enfrenta "uma transmissão generalizada e contínua, de pessoa a pessoa, da Covid-19" — assim, para diminuir os riscos à segurança nacional, qualquer pessoa que esteve em território brasileiro até 14 dias antes da viagem aos EUA será barrada.

Até sábado (23), o Brasil já registrava 347.398 contaminados pela Covid-19, com 22.0013 mortes confirmadas pela doença, de acordo com levantamento do ministério da Saúde. Outros 3.534 óbitos estão sob investigação.

A medida começará a valer a partir da próxima quinta-feira (28), ainda sem data para ser revogada. O Brasil não é o primeiro país a sofrer com uma determinação do tipo: os voos vindos da China, da Europa e do Irã aos EUA foram igualmente suspensos, também tendo como base o surto de coronavírus.

"O fluxo de comércio entre os EUA e o Brasil permanece como uma prioridade econômica para os Estados Unidos, e eu permaneço comprometido com a facilitação das relações entre nossas nações", escreveu Trump, logo após determinar a proibição.

Cidadãos com residência permanente nos EUA, que sejam casados ou tenham parentes americanos ou que estejam viajando a convite do governo dos Estados Unidos são algumas das exceções à restrição.

A medida mexe diretamente com o setor aéreo, embora não traga implicações imediatas para as companhias brasileiras: tanto a Gol quanto a Azul possuem conexões diretas com os EUA em suas malhas, mas ambas cortaram os voos internacionais durante a pandemia e ainda não têm previsão para voltar a operar essas rotas.

A exceção é a Latam, que divulgou planos para retomar as conexões internacionais nos próximos meses, incluindo a rota São Paulo-Miami.

No entanto, a sinalização pode elevar a cautela dos investidores quanto às aéreas, que já têm sofrido na bolsa em meio à queda drástica na demanda por passagens e à disparada do dólar — e, agora, precisarão lidar com a desconfiança das autoridades americanas em relação à condução do governo brasileiro no combate à pandemia.

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