🔴 CRIPTO VOLTOU? VEJA COMO BUSCAR MULTIPLICAÇÕES DE ATÉ 214 VEZES – CLIQUE AQUI

Conteúdos exclusivos da Empiricus

Parceria Seu Dinheiro e Empiricus:

Salve suas matérias favoritas do Seu Dinheiro criando uma conta gratuita na Empiricus.

E tem mais: ao criar sua conta gratuita, você ganha acesso a um universo de conteúdos que vai muito além das notícias.

Relatórios, cursos, podcasts, newsletters e estratégias de investimento para transformar informação em melhores decisões.

Desgovernados

Empresários e Pastor Everaldo comandariam grupos no esquema do governo Witzel

Denúncia do MPF aponta a existência de três grupos ocultos instalados na máquina pública

Wilson Witzel, governador do Rio de Janeiro
Wilson Witzel, governador do Rio de Janeiro - Imagem: Fernando Frazão/Agência Brasil

Na denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal (MPF) contra o governador do Rio, Wilson Witzel (PSC), tornada pública nesta sexta-feira, 29, com a deflagração da Operação Tris in Idem, os investigadores detalham o suposto esquema de loteamento de contratos e cargos comandado pelo próprio chefe do Executivo fluminense.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

No documento de 403 páginas, a subprocuradora Lindôra Araújo, responsável pela investigação em curso desde maio, aponta a existência de três grupos ocultos instalados na máquina pública e coordenados pelo empresário Mário Peixoto, pelo presidente do PSC Pastor Everaldo, um dos 17 presos na operação de ontem, e pelo também empresário José Carlos de Melo.

Enquanto os dois primeiros são conhecidos do público, Peixoto notadamente pela prisão na Lava Jato e Everaldo pela carreira como líder religioso e pelos episódios caricatos na política, o nome de José Carlos de Melo não emplacou tantas manchetes.

Menos conhecido nos noticiários, o empresário é descrito na denúncia como uma ‘pessoa de expressivo poder econômico’. Ele atuaria nos bastidores como ‘agenciador’ de empresas de diferentes setores interessadas em integrar o suposto esquema de pagamento de propinas em troca de contratos com o governo.

Na representação do Ministério Público Federal, são citados exemplos recentes de negócios firmados na Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (Cedae) e no Instituto Estadual do Ambiente (Inea).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“Além de possuir dinheiro em espécie em volume e facilidade, ter o domínio sobre empresas contratadas pelo Poder Público, José Carlos de Melo conta com fortes relações com policiais federais e adota rotina de troca constante de números de telefone", diz um trecho do documento.

Leia Também

ELEIÇÕES 2026

Desistência no Senado de SP reconfigura alianças a menos de uma semana do 1º turno; confira o dia na política

ELEIÇÕES 2026

Lula e Flávio Bolsonaro seguem empatados, e decisão fica na mão de 7% dos eleitores, mostra pesquisa BTG Pactual/Nexus

Os contatos na PF teriam vazado informações sobre a Operação Favorito, que investigou suspeitas de irregularidades em contratos da Saúde do Rio.

As informações sobre a atuação do empresário foram obtidas pelos investigadores a partir da delação premiada firmada com o ex-secretário de Saúde, Edmar Santos, que sintetizou ainda a ‘carreira’ de Melo nos esquemas. Ele teria começado como parceiro de Mário Peixoto e ganhado autonomia com a ascensão de Witzel.

“O colaborador esclarece que o relacionamento de José Carlos de Melo com o empresário Mário Peixoto já existia no passado. Com a assunção de Wilson Witzel ao governo do Estado do Rio de Janeiro, José Carlos de Melo ampliou seu poder dentro da organização, passando a liderar um grupo próprio de negócios ilícitos", registra o MPF.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O empresário pagaria ‘mesadas’ de R$300 mil a Edmar Santos, que confessou os recebimentos em espécie, e de R$150 mil ao Secretário de Ciência e Tecnologia, Leonardo Rodrigues, em troca da obtenção de contratos para empresas ‘representadas’ por ele.

Pelo menos 162 movimentações financeiras de ‘grandes volumes de dinheiro em espécie’, frequentemente superiores a R$100 mil, foram identificadas em relatórios da Unidade de Inteligência Financeira (UIF), o antigo Coaf, e, segundo o MPF, eram feitas pessoalmente ou por meio de familiares e funcionários.

Os investigadores suspeitam que o empresário tenha usado a Universidade Nova Iguaçu, onde exerce o cargo de pró-reitor administrativo, e o Centro de Assistência Profissional e Educacional, associação privada responsável pela gestão da Associação de Ensino Superior de Nova Iguaçu (SESNI), para ‘inúmeras movimentações suspeitas’, entre junho de 2016 e janeiro de 2020, que chegam à casa de R$1 bilhão.

A reportagem busca contato com a defesa do empresário. O espaço está aberto para manifestações.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Em nota, o governador afirmou: “A defesa do governador Wilson Witzel recebe com grande surpresa a decisão, tomada de forma monocrática e com tamanha gravidade. Os advogados aguardam o acesso ao conteúdo da decisão para tomar as medidas cabíveis".

Em pronunciamento o governador afastado se disse ‘indignado’ e ‘vítima de perseguição política’.

Em nota, o Pastor Everaldo reiterou sua confiança na justiça e informou que, no dia 19 de agosto, encaminhou petição ao STJ solicitando para ser ouvido, mas o depoimento só deve acontecer na próxima segunda-feira, dia 31.

O PSC informou que o ex-senador e ex-deputado Marcondes Gadelha, vice-presidente nacional do partido, assume provisoriamente a presidência da legenda. O PSC também reiterou que confia na Justiça e no amplo direito de defesa de todos os cidadãos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"O Pastor Everaldo sempre esteve à disposição de todas as autoridades, assim como o governador Wilson Witzel", conclui a nota.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro eleições 21 de setembro de 2026 - 18:39
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (esquerda) e Flávio Bolsonaro (direita) aparecem em uma montagem com um fundo de urna eletrônica 17 de setembro de 2026 - 19:49
Imagem de A Justiça, a escultura localizada em frente ao prédio do Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília 16 de setembro de 2026 - 19:45
O ministro Alexandre de Moraes durante sessão do STF 15 de setembro de 2026 - 19:57

UM DIA (QUASE) HISTÓRICO

Alexandre Moraes e Banco Master: um resumo sobre como acabou o julgamento do STF

15 de setembro de 2026 - 19:57
Mapa do Brasil de cabeça para baixo em ilustração sobre cartografia e orientação geográfica. A imagem mostra o território brasileiro invertido para demonstrar que não existe uma posição cientificamente correta para representar países em mapas, tema relacionado aos mapas-múndi do IBGE com Brasil no centro e hemisfério Sul no topo. 12 de setembro de 2026 - 14:00
Montagem traz uma imagem de gráfico de ações ao fundo e uma urna eletrônica no centro eleições 2026 12 de setembro de 2026 - 9:00
O ministro Alexandre de Moraes durante sessão do STF 11 de setembro de 2026 - 9:04
O presidente do STF, Edson Fachin, veste toga preta e está sentando em uma mesa, segurando papéis 9 de setembro de 2026 - 18:36
Imagem do prédio sede da Polícia Federal 8 de setembro de 2026 - 19:50
Bandeira do Brasil 7 de setembro de 2026 - 17:00
Montagem traz uma imagem de gráfico de ações ao fundo e uma urna eletrônica no centro eleições 2026 6 de setembro de 2026 - 9:00

Conteúdo Market Makers

Seus investimentos e patrimônio estão preparados para as Eleições 2026?

6 de setembro de 2026 - 9:00
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar