Menu
2020-05-13T12:23:31-03:00
Estadão Conteúdo
CONTRA QUARENTENA

Bolsonaro após recorde de mortes: ‘quem não quiser trabalhar, que fique em casa’

Bolsonaro também atacou novamente governadores, especialmente João Doria (PSDB), de São Paulo.

13 de maio de 2020
12:23
49815382517_6fe015ea14_c
(Brasília - DF, 24/04/2020) Presidente da República, Jair Bolsonaro. Foto: Alan Santos/PR -

No dia seguinte ao recorde de mortes no Brasil pelo novo coronavírus - 881 somadas em 24 horas -, o presidente Jair Bolsonaro voltou a defender o fim das quarentenas decretadas por governadores e pedir o distanciamento apenas de pessoas do grupo de risco, como idosos e quem apresenta outras doenças. "O povo tem de voltar a trabalhar. Quem não quiser trabalhar, que fique em casa, porra. Ponto final", disse o presidente nesta quarta-feira, 13, em frente ao Palácio da Alvorada, sob aplausos e gritos de apoiadores.

Segundo balanço divulgado na noite de terça-feira, 12, há 12.400 vítimas fatais da covid-19 no Brasil. O número de casos confirmados da doença no País é de 177.589, sendo que 72.597 estão curados.

Bolsonaro também atacou novamente governadores, especialmente João Doria (PSDB), de São Paulo. Ele afirmou que o governo federal já fez mais do que gestores estaduais pediram, ainda que secretários de saúde façam reclamações públicas sobre o atraso para entrega de praticamente todos os produtos essenciais ao combate ao vírus, como máscaras, luvas, respiradores, testes de diagnóstico e kits para instalação de leitos de UTI.

"Ficar em casa, para quem pode, legal, sem problema nenhum. Agora, para quem não tem condições, geladeira está vazia, três, quatro filhos chorando de fome, é desumano", disse Bolsonaro. "O governador de São Paulo (Doria) falou que é melhor isolamento do que o sepultamento. Quem ficar em casa parado vai morrer de fome. Até o urso quando hiberna tem prazo para hibernar. Não podemos ficar hibernando em casa", completou. "Vai chegar um ponto que esse povo com fome vai vir às ruas", disse Bolsonaro.

Cloroquina

Bolsonaro afirmou ainda que vai reunir-se nesta quarta com o ministro da Saúde, Nelson Teich, para falar sobre o uso da hidroxicloroquina em paciente com a covid-19.

O medicamento é indicado atualmente para casos graves, segundo protocolo do Ministério da Saúde. O motivo da revisão, de acordo com Bolsonaro, é a preocupação com o alto número de mortes pela doença no País. Nesta terça, o Brasil bateu novo recorde de aumento de óbitos em 24h, registrando 881 mortes. No total, a perda de vidas já chega a 12.400 no País. Os casos confirmados são 177.589.

"A gente está preocupado com o elevado número de mortes e está analisando o protocolo do Ministério da Saúde que manda aplicar a cloroquina apenas em casos graves", disse o presidente.

"Há o entendimento de muitos médicos do Brasil e outras entidades de outros países que entendem que a cloroquina pode e deve ser usada desde o início, apesar de saberem que não tem uma confirmação científica da sua eficácia", afirmou. Segundo o presidente, o medicamento deve ser usado desde o início por pacientes em grupos de risco, como aqueles com doenças crônicas.

Questionado se estava incomodado com atuação de Teich, Bolsonaro afirmou que seus ministros devem estar alinhados com ele. "Ministros têm que estar afinados comigo. Todos os ministros são indicações políticas minhas, tá certo? E quando eu converso com os ministros, eu quero eficácia na ponta da linha. Nesse caso, não é gostar ou não do ministro Teich, tá?", disse.

"Se existe uma possibilidade de diminuir esse número de mortes com a cloroquina, por que não usá-la?", indagou. O presidente destacou que o medicamento pode ser um "alento" para o número de mortes.

"Enquanto não tivermos algo comprovado no mundo, temos este no Brasil aqui, que pode dar certo, pode não dar certo. Mas como a pessoa não pode esperar quatro, cinco dias para decidir, que a morte pode vir, é melhor usar", disse o presidente, sem mencionar nenhum dos efeitos colaterais já observados pelo setor médico.

Comentários
Leia também
OS MELHORES INVESTIMENTOS NA PRATELEIRA

Garimpei a Pi toda e encontrei ouro

Escolhi dois produtos de renda fixa para aplicar em curto prazo e dois para investimentos mais duradouros. Você vai ver na prática – e com a translucidez da matemática – como seu dinheiro pode render mais do que nas aplicações similares dos bancos tradicionais.

A crise veio forte

S&P: De 94 notas rebaixadas na América Latina, 24 foram no Brasil

Em termos de riscos negativos, o analista da agência de risco destacou que estão concentrados no México e na Argentina, enquanto no Brasil estão abaixo da média.

ACUSADO DE MONOPÓLIO

Departamento de Justiça dos EUA confirma ação judicial antitruste contra Google

Caso marca o maior desafio legal do país contra uma companhia dominante do setor de tecnologia em duas décadas

desafio dos 21 dias

Lição #15: Taleb x Markowitz: como diversificar a sua carteira

Na Lição #15 do Desafio dos 21 dias, Felipe trouxe aos seus seguidores dois conceitos diferentes de diversificação. De um lado, está um de seus gurus nos investimentos, Nassim Taleb. Do outro, o famoso economista americano Harry Markowitz. Os dois prezam por carteiras diversificadas, mas quem defende a melhor ideia? Para conferir as lições anteriores […]

Lava Jato

Nova fase da Lava Jato mira venda de informações privilegiadas e propinas

Denominada Sem Limites IV, operação apura supostos crimes de corrupção passiva e organização criminosa e de lavagem de dinheiro relacionados a esquema mantido na antiga Diretoria de Abastecimento da Petrobras

MAIS UMA PRA BOLSA

Grupo Big quer ficar ainda mais ‘big’ após IPO

Varejista pretende levantar recursos para expandir operações e vender as participações da Advent e do Walmart US

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu
Advertisements

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies