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Presidente da Frente disse que que o etanol vai ganhar importância na matriz energética na medida em que os combustíveis fósseis tendem a perder importância
O presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), deputado Alceu Moreira, disse há pouco que a agropecuária será o único setor que sairá da crise do coronavírus com mais oportunidade do que entrou na pandemia.
"O mundo vai continuar demandando alimentos", disse, acrescentando que o mundo está preocupado com a segurança alimentar e que o agro será imprescindível neste processo.
O deputado também falou aos produtores de álcool sobre a importância do combustível para a movimentação da economia depois de passada a pandemia do coronavírus. Moreira entende que o etanol vai ganhar importância na matriz energética na medida em que os combustíveis fósseis tendem a perder importância. Mas para isso, de acordo o presidente da FPA, o governo deveria criar uma colchão de proteção ao setor.
Para Moreira, o etanol foi uma opção política do Brasil, mas que falta uma contrapartida aos produtores. Ele sugeriu aos produtores que invistam em tanques para armazenar etanol para vender depois de passada a pandemia do coronavírus e retomada da economia. "Minha sugestão é para que os produtores de etanol invistam em tancagem", disse o deputado Alceu Moreira.
Para o deputado, a saída da crise não é apenas para o setor da agropecuária, mas para toda a economia. Tanto que, disse ele, no projeto constam medidas para a conectividade, já que o País sairá mais digital desta crise do coronavírus.
Ele disse também que outro ponto do projeto é a reforma tributária que, na avaliação dele, só vai dar certo se for acompanhada da reforma administrativa, com a redução do tamanho do Estado. Moreira participa neste momento de uma transmissão ao vivo organizada pelo Agrosaber.
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De acordo com o deputado, o Brasil precisa se preparar para o pós-pandemia, para a retomada da economia. Para isso, de acordo com o presidente da FPA, alguma medidas terão de ser adotadas. "Precisaremos sublimar feriados depois da crise para recuperarmos o tempo perdido", disse o deputado.
O deputado também comentou que as polêmicas recentes com a China não são inteligentes e que elas podem, sim, provocar danos à relação do Brasil com o país asiático.
Ele teceu os comentários sem citar os nomes do deputado federal e filho do presidente, Eduardo Bolsonaro, e do ministro da Educação, Abraham Weintraub, que recentemente fizeram declarações polêmicas sobre a China e o povo chinês, que receberam respostas duras da Embaixada da China no País.
"Quando a quantidade de ignorantes é grande, as pessoas falam com convicção que os interesses entre os dois países são tão grandes que as críticas à China se tornam pequenas", disse o deputado presidente da FPA.
Para Moreira, as pessoas têm o direito à liberdade de expressão, de falarem o que querem e que o embaixador da China, Yang Wanming responde como achar melhor. No entanto, de acordo com deputado, estas polêmicas são prejudicais. "Não é inteligente", disse Moreira.
"Quero dizer que isso não é inteligente. A bobagem não tem o tamanho do sobrenome de quem a produz. Continua sendo bobagem", criticou o deputado.
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