🔴 ONDE INVESTIR 2026: ESTRATÉGIAS DE ALOCAÇÃO, AÇÕES, DIVIDENDOS, RENDA FIXA, FIIS e CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Victor Aguiar

Victor Aguiar

Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero e com MBA em Informações Econômico-Financeiras e Mercado de Capitais pelo Instituto Educacional BM&FBovespa. Trabalhou nas principais redações de economia do país, como Bloomberg, Agência Estado/Broadcast e Valor Econômico. Em 2020, foi eleito pela Jornalistas & Cia como um dos 10 profissionais de imprensa mais admirados no segmento de economia, negócios e finanças.

Tempos modernos

Mercado em tempos de pandemia: a Zoom já vale mais que a Petrobras

A Zoom, empresa que oferece serviços de videoconferência, viu suas ações dispararem desde o início da pandemia de coronavírus — e, com isso, seu valor de mercado já supera o de algumas gigantes globais

Victor Aguiar
Victor Aguiar
24 de maio de 2020
12:11 - atualizado às 22:47
Videoconferência Zoom
Videoconferência - Imagem: Shutterstock

No mercado financeiro, antecipação é um fator-chave: perceber antes de todos que uma empresa tem potencial para crescer é fundamental para encontrar boas oportunidades na bolsa. Em tempos de pandemia, essa tarefa ficou difícil, mas não impossível — e a Zoom, antes desconhecida do grande público, tem levado essa lógica ao extremo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Eu mesmo nunca tinha ouvido falar na Zoom até março, quando me vi obrigado a usar seus serviços: sem poder sair de casa para trabalhar ou encontrar a família, a única alternativa foi promover reuniões virtuais e videoconferências — exatamente o ramo de atuação da empresa.

A companhia californiana não é a única nesse segmento: o Facebook, o Google e muitos outros gigantes tecnológicos também fazem chamadas em vídeo. Mas nenhum deles é exatamente eficaz quando as reuniões incluem um número grande de pessoas — a especialidade da Zoom.

E, quase que do dia para a noite, a então desconhecida foi alçada ao posto de estrela global: aulas de yoga, happy hours com os amigos, discussões de trabalho, festas de aniversário — grande parte das interações sociais cotidianas começou a ser intermediada por uma câmera e pela Zoom.

O mercado, obviamente, não deixou essa mudança passar em branco. Mesmo num ano particularmente difícil para as bolsas, as ações da Zoom (ZM) disparam 151,4% desde o começo de 2020, saltando da casa dos US$ 68 para o patamar de US$ 171,06 na última sexta-feira (22).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

É uma alta tão vertiginosa que já começa a gerar dúvidas quanto à racionalidade desse movimento. Com a valorização de suas ações, a Zoom agora tem um valor de mercado de US$ 48,231 bilhões — uma cifra maior que os US$ 45,695 bilhões da Petrobras, por exemplo.

Leia Também

Aliás, considerando as empresas que fazem parte do Ibovespa, apenas uma supera a rainha das videoconferências, ainda que por um triz: a Vale, com US$ 48,232 bilhões.

Quer outros números... interessantes? O valor de mercado da Zoom é mais que o triplo dos US$ 14,026 bilhões do Banco do Brasil. Indo além: juntas, as quatro maiores companhias aéreas dos EUA — Delta, American, Southwest e United — valem "apenas" US$ 42,88 bilhões.

É fato que a Zoom, hoje, é uma empresa mais atrativa do que era há três meses, já que seus serviços agora são usados numa escala muito maior. Mas a companhia de videoconferências é, de fato, mais valiosa que as gigantes de setores mais "tradicionais"?

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Ranking de valor de mercado do Ibovespa em dólares, liderado por Vale, Petrobras e Itaú

Uma visão do balanço

A Zoom vinha numa trajetória de crescimento interessante: fechou o ano de 2019 com uma receita líquida de US$ 622,6 milhões, alta de 88,4% em relação ao resultado de 2018. O lucro saltou de US$ 7,5 milhões para US$ 25,3 milhões.

Muitos podem estar se perguntando "como o Zoom ganha dinheiro, já que o aplicativo é gratuito?" Bem, os serviços básicos realmente são abertos ao público, mas há planos pagos que oferecem melhor qualidade de conexão, duração estendida e um número maior de participantes simultâneos — e o preço desses pacotes plus pode chegar a US$ 19,99 ao mês.

No início de março — um pouco antes da explosão nos casos de coronavírus no mundo — a empresa projetava uma receita próxima a US$ 200 milhões no primeiro trimestre de 2020, número que, hoje, parece modesto.

Mas e o que dizer do longo prazo? Afinal, as medidas de isolamento serão relaxadas cedo ou tarde, e aí todos poderemos voltar a nos encontrar pessoalmente. E é nesse ponto que o mercado se divide.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Comportamento das ações da Zoom em 2020

Veio para ficar?

Os defensores da Zoom têm um argumento forte: por mais que a vida comece a se normalizar já em 2020, certos hábitos adquiridos durante a pandemia vão perdurar. O contato com família e amigos, quando possível, tende a voltar a ocorrer em carne e osso, mas o lado profissional pode mudar para sempre.

O Twitter, por exemplo, já anunciou que seus funcionários poderão trabalhar de casa "pelo tempo que quiserem", considerando a queda inexpressiva na produtividade durante a pandemia. No Brasil, a XP já anunciou a adoção do home office até dezembro.

Mesmo as empresas que voltarem às sedes físicas poderão passar por mudanças, especialmente no que diz respeito às viagens corporativas: por que pegar um avião ou um carro, enfrentar horas de deslocamento e pagar hotéis quando videoconferências são uma realidade?

Em relatório, o Goldman Sachs diz que, em última instância, a menor demanda por viagens corporativas no futuro poderá reduzir o consumo de petróleo em cerca de dois a três milhões de barris por dia — um cenário nada animador para a Petrobras, por exemplo, que tem lutado contra os preços mais baixos da commodity e visto seu valor de mercado despencar.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Dúvidas, muitas dúvidas

Quem vê uma bolha na Zoom, por outro lado, levanta alguns pontos fracos da empresa para justificar a visão mais cautelosa. Em primeiro plano, aparecem as preocupações em relação à segurança do aplicativo: será que uma empresa que até pouco tempo operava em pequena escala está preparada para preservar os dados de milhões de usuários no mundo?

Estamos falando de transmissões em vídeo que podem mostrar informações corporativas sensíveis ou expor a privacidade de seus usuários — e autoridades americanas já se mostraram preocupadas quanto aos protocolos de segurança da empresa.

Tanto é que, no começo de maio, a Zoom anunciou a compra da Keybase, uma companhia especializada no desenvolvimento de mecanismos de criptografia ponta-a-ponta para conexões entre usuários. Ainda assim, uma nuvem de dúvida permanece sobre a empresa californiana.

Um segundo ponto de hesitação é a questão da concorrência: o Google e o Facebook já fizeram aprimoramentos em suas ferramentas de videoconferência, buscando diminuir o domínio da Zoom. Outras plataformas para reuniões virtuais, como Skype, também estão de olho nesse filão.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Também em relatório, o Citi mostra-se cauteloso com as perspectivas para as ações da Zoom e diz ver que muito do "efeito coronavírus" já está precificado — e que, com a reabertura das economias, parte da animação com a empresa poderá se dissipar e provocar um tombo nos papéis, que estão sendo negociados com um prêmio significativo.

De acordo com a Bloomberg, dos 29 analistas que acompanham a Zoom, 15 possuem recomendação neutra para as ações — nove indicam a compra e cinco sugerem a venda dos papéis.

Dito isso, o balanço da companhia no primeiro trimestre de 2020 será acompanhado de perto pelo mercado, que buscará mais pistas quanto ao futuro da empresa. Os dados serão divulgados no dia 2 de junho e a conferência com analistas e investidores ocorrerá no mesmo dia — resta saber se o encontro será via Zoom.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
NA MIRA DOS GIGANTES

CBA (CBAV3) muda de controle, terá OPA e pode deixar a bolsa após venda bilionária para gigantes do alumínio

30 de janeiro de 2026 - 9:39

Chalco e Rio Tinto fecham acordo de R$ 4,7 bilhões com o grupo Votorantim e avaliam fechar o capital da companhia de alumínio

JANELA ESCANDARADA PARA O BRASIL

O próximo brasileiro em Wall Street: Agibank protocola IPO e pode captar perto de US$ 1 bilhão em Nova York; confira os detalhes da operação

29 de janeiro de 2026 - 19:39

O anúncio do Agibank acontece no mesmo dia que o PicPay estreou na Nasdaq com uma demanda 12 vezes maior que a oferta, captando R$ 6 bilhões

DEPOIS DO RALI

Nubank ganha espaço, Banco do Brasil perde fôlego: onde o Itaú BBA está apostando agora

29 de janeiro de 2026 - 19:32

Para os analistas, o valuation subiu, mas nem todos os bancos entregam rentabilidade para sustentar a alta

AMBIÇÃO GLOBAL

Além da América Latina: Nubank (ROXO34) cruza a fronteira e avança para lançar banco nacional nos EUA

29 de janeiro de 2026 - 17:01

Operação será liderada por Cristina Junqueira e terá Roberto Campos Neto como chairman

TANQUE CHEIO

Petrobras (PETR4) a todo vapor: ações sobem pela 10ª vez consecutiva e estatal supera R$ 500 bilhões em valor de mercado

29 de janeiro de 2026 - 16:13

A companhia mantém sequência histórica de ganhos e volta ao patamar de abril de 2025; ações figuram entre os destaques do Ibovespa nesta quinta-feira

LUZ NO FIM DO TÚNEL

Azul (AZUL53) assegura US$ 1,2 bilhão com apoio de credores e traça rota para sair do Chapter 11

29 de janeiro de 2026 - 14:47

A previsão é de que a companhia aérea cumpra com o cronograma que prevê a saída da recuperação judicial até o fim de fevereiro

PLANOS DA META

WhatsApp e Instagram pagos? Meta quer começar a cobrar por certas funções

29 de janeiro de 2026 - 14:33

A Meta começa a testar assinaturas nos seus principais aplicativos, mantendo o básico grátis, mas cobrando por controle e IA

AO LIMITE E ALÉM

Empreendedor deixa para trás um histórico de 65 cartões estourados e gera bilhões para sua família

29 de janeiro de 2026 - 13:00

Sem caixa nos anos 1990, Ravinder Sajwan bancou startups no crédito. Décadas depois, está por trás da UltraGreen, empresa de tecnologia médica que levantou US$ 400 milhões no maior IPO primário de Singapura fora do setor imobiliário em oito anos

SETOR FINANCEIRO

CEO da Revolut detalha a estratégia para enfrentar Nubank e bancos na disputa por clientes no Brasil

29 de janeiro de 2026 - 12:15

Em evento, o CEO Glauber Mota afirmou que o país exige outro jogo e força adaptação do modelo global

SANEAMENTO UNIVERSAL

Hora de comprar Copasa (CSMG3)? Empresa avança na privatização com proposta do governo de Minas Gerais; confira os detalhes

29 de janeiro de 2026 - 11:45

A proposta, que deverá ser aprovada por assembleia geral de acionistas, prevê que o governo possa vender até a totalidade de sua participação na empresa

TROCA ENTRE IRMÃOS

Mudança em família: Alpargatas (ALPA4), dona da Havaianas, elege João Moreira Salles como novo presidente do conselho de administração

29 de janeiro de 2026 - 10:47

No ultimo ano, as ações preferenciais (ALPA4) subiram quase 120% na bolsa, enquanto as ordinárias (ALPA3) se valorizaram mais de 80%

DEMANDA NAS ALTURAS

A seca acabou: PicPay estreia na Nasdaq com oferta de US$ 500 milhões e reabre a janela de IPOs de empresas brasileiras

29 de janeiro de 2026 - 9:05

Fintech estreia na Nasdaq no topo da faixa de preço, após demanda forte de investidores globais, e valor de mercado deve alcançar cerca de US$ 2,6 bilhões

OPERAÇÃO COMPLIANCE ZERO

Caso Banco Master: Toffoli devolve inquérito envolvendo Tanure à 1ª instância; entenda os detalhes da decisão

28 de janeiro de 2026 - 20:13

Decisão marca o primeiro processo da Operação Compliance Zero a retornar à base judicial; STF mantém apenas relatoria por prevenção

MUDANÇA DE ROTA

Amazon fecha lojas Fresh e Go nos EUA e abre caminho para expansão da rede Whole Foods

28 de janeiro de 2026 - 18:31

Com o encerramento de 70 lojas nos EUA, a gigante aposta em formatos híbridos e planeja abrir mais de 100 novas unidades da Whole Foods Market, incluindo o fortalecimento da versão compacta Daily Shop

CONFIANÇA REFORÇADA

Vale (VALE3) reafirma força operacional no 4T25 e ações chegam a subir mais de 2%

28 de janeiro de 2026 - 17:19

Produção de minério de ferro no quarto trimestre alcança 90,4 milhões de toneladas, alta de 6% na comparação anual; confira o que dizem os analistas sobre o relatório

TRIPULAÇÃO, CHEQUE DE PORTAS

Azul (AZUL53) mais perto do fim da recuperação judicial: aérea anuncia oferta de títulos de dívida

28 de janeiro de 2026 - 16:15

Com a emissão, a companhia irá financiar a saída da recuperação judicial nos Estados Unidos (Chapter 11). Ela não informou o valor da operação.

CHEGANDO COM TUDO

PicPay vira febre em Wall Street com demanda de US$ 3 bilhões dois dias antes de IPO na Nasdaq, diz jornal

28 de janeiro de 2026 - 14:02

Demanda supera oferta em seis vezes e pode levar fintech a valer US$ 2,6 bilhões na bolsa norte-americana

FORA DE HORA

E-mail acidental leva a corte de 16 mil postos de trabalho na Amazon

28 de janeiro de 2026 - 13:38

Mensagem enviada por engano antecipou a segunda rodada de demissões na gigante de tecnologia em menos de seis meses

SOB A LUPA DA XERIFE

BRB tem R$ 1,75 bilhão em ativos do will bank? Banco estatal presta contas à xerife do mercado

28 de janeiro de 2026 - 11:45

Segundo informações do Estadão, o BRB teria recebido os ativos para compensar os R$ 12,2 bilhões em carteiras de crédito podre vendidas pelo Master

NAS NUVENS

Embraer (EMBJ3) voa alto, e carteira de pedidos bate novo recorde de US$ 31,6 bilhões; ação ainda pode disparar mais?

28 de janeiro de 2026 - 10:51

A carteira de encomendas da aviação comercial, a mais rentável da companhia, cresceu 42% em um ano, mas reestruturação da Azul ainda atrapalha

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar