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2020-03-23T19:20:17-03:00
Kaype Abreu
Kaype Abreu
Formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). Colaborou com Estadão, Gazeta do Povo, entre outros.
diante do coronavírus

Via Varejo pode terminar ano com dívida de R$ 6,9 bilhões, diz UBS

Perspectiva é apresentada por banco assumindo que a varejista teria que liquidar seu estoque a toque de caixa e não realizaria vendas em lojas físicas no segundo trimestre

23 de março de 2020
15:16 - atualizado às 19:20
Fachada da loja Casas Bahia, rede pertencente à Via Varejo
Casas Bahia é uma das redes de lojas operadas pela Via Varejo - Imagem: Shutterstock

A Via Varejo pode chegar ao final de 2020 com uma dívida líquida de R$ 6,9 bilhões, segundo o UBS. O banco assume que a varejista teria que liquidar seu estoque a toque de caixa e não realizaria vendas em lojas físicas no segundo trimestre, além de ter queda de 30% nas vendas on-line.

A preocupação com a empresa não é novidade. Na semana passada, a dona das Casas Bahia e do Ponto Frio teve de divulgar a dívida bancária, após algumas casas avaliarem que a companhia teria dificuldades de alavancagem em meio à crise do coronavírus.

No total, a dívida bancária da Via Varejo era de R$ 2,153 bilhões no final de 2019, ao passo que posição de caixa estava em R$ 4,368 bilhões. O caixa e equivalentes de caixa eram de R$ 1,364 bilhão, e recebíveis de cartão não descontados de R$ 3 bilhões.

As ações da varejista (VVAR3) acumulam baixa de 60% no ano. Nesta segunda-feira (23), fecharam em queda de quase 10%. A empresa divulga os números do quarto trimestre e de 2019 fechados na próxima quarta-feira (25).

Antes de a crise derrubar as ações das empresas em todo o mundo, a Via Varejo passou por um processo de reestruturação, após a retomada do controle acionário pela família Klein. A companhia atuava para melhorar a operação on-line - considerada hoje fundamental para as varejistas, mas uma área que a empresa ficou para trás nos últimos anos.

Segundo o UBS, Hering, Lojas Renner, C&A e Riachuelo também são empresas do setor que devem sofrer mais com as restrições impostas por governos estaduais referentes à circulação de pessoas e ao funcionamento das lojas. Algumas delas já decidiram, por fim, paralisar as atividades em lojas físicas de todo país.

Comentários
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