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Mineradora mantém montante previsto para investimentos neste ano e aumenta projeção para capex em 2021 em US$ 800 milhões
A Vale (VALE3) anunciou nesta quarta-feira (2) a revisão de suas projeções para produção e os resultados financeiros deste e do próximo ano, reduzindo a estimativa para extração de minério de ferro em 2020.
Os dados, divulgados antes do início do encontro com analistas e investidores da companhia, o Vale Day, mostram que a empresa passou a projetar uma produção de 300 milhões a 305 milhões de toneladas de minério de ferro em 2020, abaixo da faixa de estimativa anterior, que ia de 310 a 330 milhões de toneladas.
Para 2021, a empresa espera uma produção de 315 milhões a 335 milhões de toneladas da commodity.
A revisão para baixo das projeções está derrubando as ações da Vale. Por volta das 11h25, os papéis caíam 3,48%, a R$ 78,42. Acompanhe a cobertura de mercados do Seu Dinheiro.
A empresa informou que descontinuou as projeções apresentadas anteriormente, sem explicar os motivos, exceto para os valores de produção de níquel, cobre e pelotas para 2020.
Para 2021, a estimativa para a produção de cobre é de 390 mil toneladas, seguida de uma média de 455 mil toneladas no período de 2022 a 2024. No caso do níquel, a produção deve ficar em 200 mil toneladas entre 2021 e 2023.
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A Vale manteve a estimativa de investir US$ 4,2 bilhões em 2020, número divulgado junto com os resultados do terceiro trimestre, depois de realizar dois reajustes negativos do montante ao longo do ano. Em 2019, a companhia projetava um capex de US$ 5 bilhões para este ano.
Segundo a companhia, a maior parte dos recursos (US$ 3,7 bilhões) irá para manutenção e US$ 500 milhões a projetos para expandir as atividades.
Os investimentos em 2021 devem totalizar US$ 5,8 bilhões, alta de US$ 800 milhões ante o esperado anteriormente. Deste total, US$ 4,8 bilhões serão destinados à manutenção e o restante para projetos de crescimento.
A companhia também divulgou estimativas de longo prazo para o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) ajustado. Para 2023, ela projeta um resultado entre US$ 17,4 bilhões e US$ 29,6 bilhões.
Entre as premissas consideradas para chegar ao valor estão uma média anual do preço do minério de ferro de US$ 70,00 a US$ 100,00 a tonelada, o preço do níquel (LME) variando entre US$ 14 mil e US$ 20 mil a tonelada, a cotação do cobre em US$ 6,6 mil a tonelada e um câmbio médio entre real e dólar de R$ 4,77.
Outro ponto bastante olhado pelos investidores é o rendimento do fluxo de caixa livre, que serve para avaliar se a companhia tem capacidade de pagar dividendos. A Vale estima para o período de 2021 a 2023 que ele varie de 4,4% a 15,7%, projeções que consideram as mesmas variáveis utilizadas para calcular o Ebitda ajustado.
Neste ano, o fluxo de caixa deve sofrer com um impacto total de US$ 2,1 bilhões em 2020 considerando os custos com a paralisação das atividades da Samarco, as medidas de reparação relacionadas a Brumadinho, a venda de sua participação em operações no arquipélago de Nova Caledônia, no Pacífico, e a paralisação das atividades de carvão em Moçambique.
A Vale também informou os custos que deve ter com o processo de descaracterização e reforço de suas barragens. Ela projeta um desembolso de caixa de US$ 400 milhões em 2021 e de US$ 500 milhões em 2022.
Ela informou ainda que registrar uma provisão adicional de US$ 670 milhões no quarto trimestre para a execução dos projetos de descaracterização, devido a ajustes feitos nos planos. Com isto, a provisão deve totalizar US$ 2,7 bilhões em 2020.
* Com informações da Estadão Conteúdo
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