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Companhia tenta há anos se desfazer de participação de 95% na VNC, localizada em arquipélago na Oceania, por ela ter custos muito elevados
Após idas e vindas, a Vale (VALE3) conseguiu encaminhar um acordo para vender sua participação na Vale Nouvelle-Calédonie (VNC), operação de extração de níquel localizada em Nova Caledônia, arquipélago francês localizado na Oceania.
O acordo vinculante, com opção de venda, foi assinado pela subsidiária Vale Canada Limited (VCL) com um consórcio formado em uma nova empresa chamada “Prony Resources”, liderada pela atual administração e funcionários da VNC e apoiada pelas autoridades caledonianas e francesas, com a Trafigura, uma trading especializada em commodities, sendo acionista minoritária. As partes estavam negociando desde novembro.
Segundo a Vale, a transação proposta, com conclusão prevista para o primeiro trimestre de 2021 e para a qual uma reserva de US$ 500 milhões será refletida em suas demonstrações financeiras, está sujeita a consulta ao conselho de trabalhadores da VNC e outras condições, incluindo aprovações pelas autoridades caledonianas e do Estado francês.
“Todas as partes desta negociação investiram uma quantidade significativa de tempo e esforço para alcançar uma solução para o futuro sustentável da VNC”, disse, em nota, o diretor executivo de metais básicos da Vale, Mark Travers.
A companhia tenta há anos vender sua participação de 95% nas operações na Nova Caledônia, que se tornou dela quando adquiriu a produtora de níquel canadense Inco, em 2006. As atividades no arquipélago têm custos e despesas muito elevados desde que entraram em operação, em 2011. A Vale chegou a realizar uma baixa contábil de US$ 314 milhões na VNC no segundo trimestre.
Em maio, ela anunciou um acordo de exclusividade para negociar a venda de sua participação nas operações para a australiana New Century Resources, mas não conseguiu acertar a venda.
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