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Kaype Abreu

Kaype Abreu

Formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). Colaborou com Estadão, Gazeta do Povo, entre outros.

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TIM confirma auditoria para avaliar compra da Oi móvel

Em teleconferência, executivo da empresa disse que a companhia iniciou processo de “due diligence” – uma avaliação de riscos e oportunidades

Kaype Abreu
Kaype Abreu
6 de maio de 2020
14:32 - atualizado às 18:07
Pietro Labriola, CEO da TIM Brasil. - Imagem: Divulgação

O diretor-executivo da TIM Participações, Pietro Labriola, disse que a empresa começou a etapa de auditoria ("due diligence") para a compra das operações de telefonia móvel da Oi.

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O processo é um dos primeiros passos para a negociação e consiste em uma investigação de oportunidades e avaliação de eventuais riscos. Há expectativa de que a compra seja feita com a Telefônica, dona da Vivo.

Segundo o executivo, a TIM deve comunicar uma decisão concreta em junho. "Antes, a intenção não estava se materializando. Mas agora, graças à colaboração da Oi, está", disse em teleconferência com analistas nesta quarta-feira (6).

O destino da Oi é uma das questões do mercado financeiro nos últimos anos. A ação, hoje negociada a menos de R$ 1, sofre alta volatilidade a cada notícia ou especulação sobre o futuro da companhia.

Em recuperação judicial desde 2016, a empresa espera ter mais fôlego de caixa com a venda da operação móvel. Para o mercado, a expectativa é de que o negócio renda até R$ 15 bilhões para a Oi.

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Segundo o executivo da TIM, a crise do novo coronavírus não impactou as negociações em torno da operação porque a expectativa é criar valor para os acionistas a longo prazo. "A covid-19 é uma janela, mas que vai acabar", disse.

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Impactos da crise

Labriola disse que o maior impacto negativo da crise do novo coronavírus foi no serviço pré-pago. Segundo o executivo, quando as medidas de isolamento começaram no Brasil, as vendas do segmento caíram 30%. Mas ele diz que a baixa foi reduzida ao longo das semanas seguintes, até chegar a 10%. "O que mostra uma volta a normalidade".

O executivo conta que houve mudança nos hábitos de consumo: o uso do wi-fi aumentou e agora está concentrado em áreas residenciais. As pessoas estão usando mais serviços de streaming e serviços de upload, diz. "Quem depende só da rede móvel tem usado o wi-fi de maneira mais intensa, o que compensa a baixa do wi-fi em áreas comerciais".

Ainda segundo o executivo, a TIM procura por um parceiro adequado para acelerar a expansão da rede de fibra óptica. O segmento é a base do serviço TIM Live - que, segundo a companhia, registrou um aumento de 20,2% de clientes no trimestre, na comparação com o mesmo período do ano passado.

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A companhia informou nesta terça-feira um lucro líquido normalizado de R$ 164 milhões no primeiro trimestre, alta de 8,3% em relação ao mesmo período de 2019. A empresa controlou custos e despesas e registrou um aumento com receita em serviço móvel e bandar larga TIM Live.

Para Labriola, os números da TIM refletem uma resiliência do setor em meio à crise. Ele disse que espera ter mais clareza sobre os impactos da covid-19 sobre a economia no final do primeiro trimestre. Por isso mesmo, por ora não há plano de aumentar preços dos serviços.

Mesmo com o avanço do lucro, as ações da TIM (TIMP3) caíram 1,94%, a R$ 13,63, nesta quarta-feira (6), em linha com o desempenho dos mercados: o Ibovespa recuou 0,51%. No ano, os papéis da empresa acumulam baixa de mais de 13%.

Analistas do BTG Pactual e do UBS têm recomendação de compra para as ações da TIM. Os especialistas do banco brasileiro estimam que os papéis podem chegar a R$ 22 em 12 meses, enquanto para a instituição suíça as ações têm potencial de valer R$ 17.

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