S&P reafirma rating da Petrobras em BB- e mantém perspectiva estável
S&P reafirmou o rating BB- da Petrobras, com perspectiva estável. A agência diz em comunicado que a perspectiva incorpora o fato de que a alavancagem da companhia deve atingir um pico neste ano

A S&P reafirmou o rating BB- da Petrobras, com perspectiva estável. A agência diz em comunicado que a perspectiva incorpora o fato de que a alavancagem da companhia deve atingir um pico neste ano, mas seus fluxos de caixa e métricas de crédito devem ter uma retomada "considerável" em 2021.
A agência aponta que a petroleira brasileira deve registrar fluxo de caixa "muito mais fraco" neste ano do que no anterior, diante da queda acentuada no preço do petróleo e na demanda.
Mas a agência ainda vê certos colchões em termos de métricas de crédito, esperando que a relação entre a dívida e o Ebitda se aproxime de 4,0 vezes em 2021, "considerando uma melhora substancial nos preços do petróleo e nas condições econômicas".
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A agência diz que a receita da empresa deve ser entre 30% e 40% menor do que a de 2019, com queda em faixa similar do Ebitda, já que a Petrobras realiza várias medidas para cortar custos e preservar os fluxos de caixa.
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Nos próximos anos, a empresa deve se concentrar em cortar mais custos e reforçar a eficiência, bem como na venda de ativos, o que deve permitir uma redução na alavancagem, diz a S&P, que também projeta melhora do preço do petróleo mais adiante.
Sem demissão em massa
Mais cedo, o presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, afirmou nesta sexta-feira, 17, que não vai haver demissão em massa de empregados contratados, por conta da crise atual, em que o preço de petróleo sofreu queda abrupta. Em resposta, a empresa optou por cortar 200 mil barris por dia da sua produção.
Já em relação aos empregados terceirizados, Castello Branco afirmou que não pode responder por eles porque são de responsabilidade das empresas fornecedoras.
Em coletiva de imprensa, o executivo disse sofrer perseguição desde que assumiu a companhia com acusações de que promoveria um grande número de demissões.
Dívida
A Petrobras está focando na redução de custos e do capex para conseguir manter a liquidez no atual cenário de crise no setor de óleo e gás, em que a cotação do petróleo atinge o mais baixo patamar histórico. Segundo a diretora de Finanças e Relações com os Investidores, Andrea Marques de Almeida, novas linhas de crédito continuam sendo analisadas, mas a principal medida adotada para enfrentar a crise tem sido a redução de custos.
Para isso, a empresa está renegociando contratos com grandes fornecedores, porque a intenção é que os pequenos fornecedores sobrevivam à crise, disse o presidente da estatal, Roberto Castello Branco.
Em entrevista coletiva com a imprensa, Andrea Marques de Almeida afirmou também que ainda avaliará o efeito da crise na relação entre geração de caixa e dívida da companhia, assim como possíveis baixas contábeis, que serão informadas ao mercado.
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