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Proposta estaria sendo “remodelada” para se adequar às demandas dos senadores
O secretário especial de Desestatização, Desinvestimento e Mercados, Salim Mattar, reconheceu que o governo depende do aval do Senado para viabilizar a privatização da Eletrobras. Segundo ele, a proposta está sendo "remodelada" para se adequar às demandas dos senadores.
"A modelagem está sendo elaborada neste momento. O (presidente da Câmara) Rodrigo Maia tem dado sinais para o mercado de que, na Câmara, haverá facilidade para aprovação do PL (Projeto de Lei), mas que ele vai liberar quando o Senado der sinais de que está ok. Então, estamos conversando com o Senado", disse Mattar após reunião do Conselho do Programa de Parcerias de Investimentos (CPPI).
Mattar destacou que a Eletrobras possui "grandes usinas no Norte e Nordeste", indicando que as regiões apresentam maior resistência. Ainda de acordo com ele, as adequações ao texto devem ser feitas em até duas semanas.
"Estamos elaborando um arredondamento da modelagem (do projeto). Tem que ser uma modelagem muito transparente. E depende dessa modelagem para a aprovação do Senado. Em uma ou duas semanas teremos essa modelagem pronta", declarou durante conversa com jornalistas.
O secretário destacou que a capitalização da empresa e a perda de controle do governo faz parte da política do governo Jair Bolsonaro. Segundo ele, mesmo que o governo tivesse dinheiro sobrando para investir na Eletrobras, iria priorizar destinar esse recurso em outras áreas a fim de melhorar a qualidade de vida da população.
"A Eletrobras tem aproximadamente 30% do mercado brasileiro, e ela tem demanda de investimento. Para isso, ela precisa de R$ 15 bilhões ao ano. Ela é capaz de gerar de R$ 3 bilhões a R$ 4 bilhões no máximo. Ela não conseguirá se manter nesse patamar, daí a necessidade de passar para o privado", justificou Mattar.
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"Quando (o ministro Paulo) Guedes fala que temos que ter Mais Brasil e Menos Brasília, não é apenas mais Estado, mais Município, significa também mais privado e menos público", disse.
"O PIB hoje depende muito mais do privado do que do público. E é isso que nós queremos. O governo tem linha de dar mais protagonismo ao privado. Tudo isso está dentro dessa orientação", afirmou.
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