Petrobras vai concluir venda de oito refinarias em 2021, diz CEO
De acordo com o diretor de Comercialização e Logística, estatal poderá aumentar as exportações de petróleo bruto, mas a tendência é de que os novos donos das unidades adquiram a commodity no mercado interno

O presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, afirmou nesta segunda-feira, 30, que mesmo com os atrasos causados pela pandemia de covid-19, a empresa vai cumprir a meta de fechar 2021 com oito das suas 13 refinarias vendidas, como determinou o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).
Segundo o executivo, das refinarias postas à venda, seis estão com processo adiantado - e, no início de 2021, será a vez de receber propostas vinculantes para as duas unidades com processo mais atrasado, Renest (PE) e Regap (MG).
"Vamos receber as ofertas vinculantes da Repar (PR) e da Refap (RS) no dia 10 de dezembro, seis refinarias estão com a venda avançada e duas vão ter ofertas vinculantes no início do ano que vem", disse Castello Branco, confirmando que as oito unidades serão vendidas até o final de 2021, como acordado com o Cade.
De acordo com a diretora de Refino e Gás Natural, Anelise Lara, nas próximas semanas será assinado o contrato de venda da Rlam (BA), e em nove meses o ativo será entregue ao novo dono. A Petrobras vai criar uma estatal para cada refinaria para facilitar a venda, informou Lara.
De acordo com o diretor de Comercialização e Logística, André Chiarini, após a venda das refinarias, a Petrobras poderá aumentar as exportações de petróleo bruto, mas a tendência é de que os novos donos das unidades adquiram a commodity no mercado interno, da Petrobras ou dos outros agentes. "Não faz sentido econômico importar petróleo, mas podemos também aumentar exportação", disse Chiarini.
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O aumento nos desinvestimentos da Petrobras apresentado no Plano Estratégico da empresa para o período 2021-2025 não deve se repetir, avaliou o presidente da estatal, Roberto Castello Branco, que disse hoje não ver necessidade de aumentar ativos para venda. "Não vemos necessidade de aumentar ativos para desinvestimentos", disse Castelo Branco a jornalistas durante coletiva para explicar o Plano Estratégico 2021-2025.
O Plano aumentou em US$ 5 bilhões o valor da venda de ativos em relação ao plano anterior, que previa o total de US$ 20 bilhões a US$ 30 bilhões, que evoluiu para US$ 25 bilhões a US$ 35 bilhões no novo plano, com a entrada do campo de Marlim, na bacia de Campos, e outros ativos, como gasodutos.
Segundo Castello Branco, até o final do ano que vem a Petrobras vai vender as oito refinarias que colocou à venda em 2019, como foi determinado pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Com a venda, a capacidade de refino da estatal cai dos atuais 2,2 milhões de barris de petróleo por dia para 1,5 milhão de b/d.
Presente na entrevista, o diretor de Exploração e Produção, Carlos Oliveira, informou que na área de produção a queda após os desinvestimentos será de 80 mil barris por dia. Ele disse também que já recebeu propostas vinculantes para o Pólo de Urucu, incluído no programa de desinvestimentos da Petrobras, mas que ainda está em fase de avaliação.
O Polo Urucu compreende uma série de concessões de produção no estado do Amazonas (Araracanga, Arara Azul, Carapanaúba, Cupiúba, Leste do Urucu, Rio Urucu, Sudoeste Urucu), nos municípios de Tefé e Coari, em uma área de aproximadamente 350 quilômetros quadrados.
Desinvestimentos
O aumento nos desinvestimentos da Petrobras apresentado no Plano Estratégico da empresa para o período 2021-2025 não deve se repetir, avaliou o presidente da estatal, Roberto Castello Branco, que disse não ver necessidade de aumentar ativos para venda. "Não vemos necessidade de aumentar ativos para desinvestimentos", disse Castelo Branco a jornalistas durante coletiva para explicar o Plano Estratégico 2021-2025.
O Plano aumentou em US$ 5 bilhões o valor da venda de ativos em relação ao plano anterior, que previa o total de US$ 20 bilhões a US$ 30 bilhões, que evoluiu para US$ 25 bilhões a US$ 35 bilhões no novo plano, com a entrada do campo de Marlim, na bacia de Campos, e outros ativos, como gasodutos.
Segundo Castello Branco, até o final do ano que vem a Petrobras vai vender as oito refinarias que colocou à venda em 2019, como foi determinado pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Com a venda, a capacidade de refino da estatal cai dos atuais 2,2 milhões de barris de petróleo por dia para 1,5 milhão de b/d.
Presente na entrevista, o diretor de Exploração e Produção, Carlos Oliveira, informou que na área de produção a queda após os desinvestimentos será de 80 mil barris por dia. Ele disse também que já recebeu propostas vinculantes para o Pólo de Urucu, incluído no programa de desinvestimentos da Petrobras, mas que ainda está em fase de avaliação.
O Polo Urucu compreende uma série de concessões de produção no estado do Amazonas (Araracanga, Arara Azul, Carapanaúba, Cupiúba, Leste do Urucu, Rio Urucu, Sudoeste Urucu), nos municípios de Tefé e Coari, em uma área de aproximadamente 350 quilômetros quadrados.
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