Menu
Dados da Bolsa por TradingView
2020-09-23T13:16:44-03:00
Ivan Ryngelblum
Ivan Ryngelblum
Jornalista formado pela PUC-SP, com pós-graduação em Economia Brasileira e Globalização pela Fipe. Trabalhou como repórter no Valor Econômico, IstoÉ Dinheiro e Agência CMA.
Agora vai?

Oi sobe com negociação para reduzir dívida e elevação de preço-alvo pelo BTG Pactual

Para banco, papéis da empresa passaram a representar uma oportunidade de investimento cada vez mais atraente

22 de setembro de 2020
13:38 - atualizado às 13:16
oi
Imagem: Shutterstock

Em meio à volatilidade do pregão de hoje, as ações da Oi operaram em alta nesta terça-feira (22), apoiadas na elevação de preço-alvo pelo BTG Pactual e na notícia de que os representantes da empresa e da Advocacia Geral da União (AGU) estão na reta final das negociações para cortar pela metade a dívida da operadora com a União.

As ações ordinárias fecharam em alta de 3,49%, cotadas a R$ 1,79, e as preferenciais avançaram 2,77%, a R$ 2,60. No ano, os papéis acumulam de 106,98% e 109,76%, respectivamente. Acompanhe a cobertura de mercados do Seu Dinheiro.

De acordo com a Coluna do Broadcast, a empresa e a AGU discutem reduzir pela metade a dívida de R$ 13 bilhões, que se refere a mais de mil multas aplicadas pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) ao longo de uma década.

A decisão seria mais uma notícia positiva da Oi, que conseguiu aprovar um aditamento ao plano de recuperação judicial em 8 de setembro com diminuição no valor de face de parte da dívida e permissão para venda de ativos.

Potencial da Oi

Para o BTG Pactual, as mudanças no plano tornam os papéis da empresa uma oportunidade de investimento cada vez mais atraente. A melhora na percepção de risco fez os analistas Carlos Sequeira e Osni Carfi elevarem o preço-alvo das ações ordinárias de R$ 2,00 para R$ 2,80, estimando um potencial de valorização dos papéis de 63%, reiterando a recomendação de compra.

Segundo eles, o plano revisado possibilitará reduzir o valor de face da dívida com bancos locais e agências de crédito à exportação em 55%, para cerca de R$ 8,3 bilhões. Já a venda de ativos pode resultar em uma arrecadação de R$ 24 bilhões em recursos.

Estes fatores combinados permitirão à Oi investir ainda mais na estrutura de fibra ótica, segmento em que ela deve concentrar esforços diante das intenções de deixar a parte de telefonia e internet móvel.

“A decisão da Oi de focar na parte de fibra parece estar compensando, e a empresa tem sido rápida em implantar uma rede de FTTH [redes de banda larga via fibra ótica] de última geração, que já alcançou 6,7 milhões de lares ao final do segundo trimestre, conectando 1,3 milhão de clientes”, diz trecho do relatório.

A expectativa dos analistas do BTG Pactual é que a Oi encerre o ano com 2 milhões de clientes no segmento de fibra ótica, o que resultaria em receita de R$ 2 bilhões. E para 2021, a expectativa é de que o número de clientes alcance 3,5 milhões e que a receita some R$ 3,6 bilhões.

“A Oi está rapidamente se transformando em uma provedora de soluções à base de fibra ótica totalmente nacional”, diz trecho do relatório.

Comentários
Leia também
A REVOLUÇÃO 3.0 DOS INVESTIMENTOS

App da Pi

Aplique de forma simples, transparente e segura

Fusão cheia de travas

Na Omega Geração (OMGE3), um grupo importante de acionistas está descontente — e quer barrar os planos da empresa

Fundos detentores de 28,6% da Omega Geração (OMGE3) se uniram e dizem que não vão aprovar a fusão com a Omega Distribuição nos termos atuais

Potencial de 36% de alta

Como fica a XP após a separação do Itaú? Para o JP Morgan, é hora de comprar as ações da corretora

A equipe do JP Morgan vê as pressões vendedoras nas ações da XP após a separação com o Itaú se dissipando; assim, a recomendação é de compra

Digitalização

A hora e a vez do e-commerce: com pandemia, comércio online mais que dobra e já chega a 21% das vendas do varejo

O fechamento das lojas físicas promovido pela pandemia fez o setor de varejo acelerar a aposta no e-commerce e nas vendas digitais

A bolsa como ela é

Stone, Inter e Méliuz caem forte na bolsa. É o fim das fintechs como as conhecemos?

Muito desse movimento tem a ver com a subida dos juros. Mas alguns fatores específicos também pesaram sobre as ações. Em alguns casos, pesaram com razão; em outros, nem tanto

Ajuste seu relógio

Pregão terá uma hora a mais a partir de novembro; entenda a mudança e veja a nova agenda da bolsa

As alterações começam a valer a partir do dia 8 de novembro; a B3 vai ajustar a bolsa para refletir o fim do horário de verão nos EUA

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies