S&P reduz nota da Oi por considerar desconto em dívidas como calote
Avaliação é uma resposta ao aditamento ao plano de recuperação judicial, que acertou o pré-pagamento de dívidas aos bancos com desconto de 55%

A agência de classificação de risco S&P rebaixou nesta sexta-feira (9) os ratings de crédito de emissor da Oi de ‘CC’ na escala global e ‘brCC’ na nacional para ‘SD’ (default seletivo). O rating de emissão ‘CCC-’ permanece inalterado.
A ação é uma resposta ao aditamento do plano de recuperação judicial da companhia, homologado na 7ª Vara Empresarial da Comarca do Rio de Janeiro e aprovado pela maioria dos credores da tele em 8 de setembro.
Para a S&P, o pré-pagamento de dívidas a bancos e agências de crédito à exportação (ACEs) com um desconto de 55%, acordado em assembleia, é equivalente a um default - descumprimento de obrigações legais, como um calote. A agência diz que vai reavaliar o perfil de crédito da Oi nos próximos dias.
A nova avaliação deve refletir a estrutura de dívida resultante do aditamento, a capacidade e disposição futura do emissor para honrar os compromissos. A agência ainda vai considerar perspectivas macroeconômicas, o desempenho operacional da empresa, seu acesso aos mercados de capitais e potenciais proventos da venda de ativos.
Divergências
A dívida da Oi com os bancos foi justamente um dos pontos de divergência da assembleia que aprovou o aditamento ao plano de recuperação judicial.
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Itaú, Caixa e BB pediram a suspensão da reunião por 30 dias - o que foi negado pelo administrador judicial do processo. A assembleia foi paralisada três vezes para que as partes tentassem um acordo, o que não aconteceu.
A Oi entrou em recuperação judicial em junho de 2016, após acumular dívida bruta de R$ 64 bilhões com cerca de 55 mil credores. A aprovação do plano de recuperação ocorreu em dezembro de 2017 e reduziu a dívida em R$ 36 bilhões por meio de descontos, parcelamentos no longo prazo e conversão de créditos em ações.
Em meio a esse processo, as ações da tele seguem com alta volatilidade na bolsa. Mas quem comprou os papéis há um ano, por exemplo, ganhou dinheiro: a alta é de 95% no período. Nesta sexta, os papéis eram negociados a R$ 1,69.
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