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Julia Wiltgen
Julia Wiltgen
Jornalista formada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) com pós-graduação em Finanças Corporativas e Investment Banking pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Trabalhou com produção de reportagem na TV Globo e foi editora de finanças pessoais de Exame.com, na Editora Abril.
Privatização à vista

Objetivo é privatizar Eletrobras no 2º semestre de 2020, diz o presidente Wilson Ferreira Jr.

Meta para o primeiro semestre é aprofundar a conversa com o Senado e aprovar capitalização no Congresso.

29 de janeiro de 2020
15:35 - atualizado às 14:19
Privatização Eletrobras
Sede da Eletrobras no Rio de Janeiro - Imagem: Divulgação

A privatização da Eletrobras deve sair no segundo semestre deste ano, disse o presidente da estatal, Wilson Ferreira Jr., durante evento promovido pelo Credit Suisse para investidores e executivos de empresas em São Paulo nesta quarta (29).

A ideia é diluir a participação da União por meio de uma oferta subsequente de ações na bolsa (follow-on), que precisa ser aprovada pelo Congresso. Isso, na prática, resulta na privatização, com uma maior participação do capital privado na composição acionária da companhia.

Segundo Ferreira, o objetivo para este ano é intensificar as conversas com senadores para facilitar a aprovação do follow-on tanto na Câmara quanto no Senado ainda no primeiro semestre.

O presidente da estatal disse que na Câmara já houve bastante discussão, inclusive com o próprio presidente da Casa, deputado Rodrigo Maia. "Não dá para começar algo na Câmara sem a perspectiva real de engatar no Senado, que é o que vamos fazer neste ano", disse.

Ferreira se disse otimista e motivado com a privatização da Eletrobras. "Tenho compromisso com a privatização, é uma saída para o Brasil", afirmou.

Outros planos para 2020

Ao fazer um balanço da reestruturação da companhia, Ferreira considerou que ela foi bem sucedida, com a redução de pessoal em 55%, venda de ativos, redução de alavancagem, além de melhorias e unificação dos estatutos e políticas internas.

"É a parte boa que fica evidente. A empresa valia R$ 9 bilhões e hoje vale R$ 60 bilhões. Hoje ela vale próximo do valor patrimonial, enquanto seus pares valem de duas a três vezes o valor patrimonial, então ainda tem espaço para crescer mais", observou.

Para ele, o processo não foi tão rápido quanto poderia ser, porque rapidez numa estatal é um tema complexo. "Nós melhoramos muito a nossa competitividade, mas ainda não somos referência, apesar do nosso tamanho. Precisamos melhorar mais", avaliou.

Neste ano, as prioridades são focar em aprimorar a cultura organizacional, focar em geração e transmissão de energia, inclusive renovável, investir em substituir os ativos de transmissão obsoletos (segundo Ferreira, mais de R$ 33 bilhões em ativos estão fora de vida útil) e concluir duas obras: a da linha de transmissão Manaus-Boa Vista, que deve ser retomada até abril, e Angra 3, cuja meta é ficar pronta em 2025, entrando em operação em 2026.

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