Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Estadão Conteúdo

pós-vexame

Itaú e Bradesco devem participar de capitalização do IRB Brasil

Operação é parte do esforço da companhiapara adequar seus ativos sob o aspecto regulatório e ainda dar uma sinalização um pouco mais concreta de confiança ao mercado em meio à grave crise de credibilidade

Estadão Conteúdo
1 de julho de 2020
12:58 - atualizado às 18:07
Banco Bradesco e Itaú
Imagem: Estadão Conteúdo/Shutterstock

Os sócios Itaú Unibanco e Bradesco devem acompanhar o reforço de capital de até R$ 2,3 bilhões no IRB Brasil Re, apurou o Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A operação, aprovada na semana passada em reunião do recém-empossado colegiado, é parte do esforço da companhia, líder do mercado brasileiro de resseguros, para adequar seus ativos sob o aspecto regulatório e ainda dar uma sinalização um pouco mais concreta de confiança ao mercado em meio à grave crise de credibilidade que atravessa.

Em paralelo à divulgação do seu aguardado resultado do primeiro trimestre, adiado por duas vezes, o IRB anunciou na última terça-feira, 30, a contratação do Itaú BBA e do Bradesco BBI para coordenarem a capitalização. Além de atuarem como assessores da captação bilionária, os bancos, que são os maiores acionistas da companhia, também devem participar da operação, conforme duas fontes ouvidas pelo Broadcast, na condição de anonimato.

"Um movimento interessante, no curto prazo, seria a sinalização por parte de Itaú e Bradesco, de que devem acompanhar a oferta, aportando recursos para não terem suas participações diluídas", avalia o diretor de renda variável da Eleven Financial, Carlos Daltozo, em relatório ao mercado.

Procurado, o Itaú confirmou intenção de participar da capitalização do ressegurador IRB Brasil Re. "O Itaú Unibanco tem a intenção de participar deste aumento de capital de modo a manter sua participação no IRB inalterada. O banco considerará subscrição adicional, caso seja necessária", informa a instituição, em nota ao Broadcast. O Bradesco, que tem investimento no IRB por meio de sua seguradora, não se manifestou.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A atual base de acionistas do IRB é, segundo uma fonte ouvida pela reportagem, suficiente para o reforço de capital. "Só os atuais acionistas já bastam", diz, na condição de anonimato.

Leia Também

Confiança

O Itaú detém 11,14% do ressegurador, enquanto o Bradesco possui participação de 15,23%. Juntos, somam 26,3% do total do capital social. A companhia passou a ser uma corporation, ou seja, de capital pulverizado após a saída da União e do Banco do Brasil do bloco de controle, no ano passado. Seu terceiro maior acionista é a gigante norte-americana BlackRock, com fatia de 5,11%. Vale lembrar que a gestora é conhecida por manter suas posições estáveis no mercado, entre 4% e 6%.

A capitalização do IRB deve acontecer até setembro. Ainda não se sabe, porém, qual será o formato da operação. Dentre as possíveis estruturas, estão emissão de ações, debêntures conversíveis em ações ou bônus de subscrição, e ainda capitalização de lucros ou reservas.

O presidente do conselho de administração e atual diretor-presidente do IRB, Antonio Cassio dos Santos, disse que o ressegurador chegou a avaliar uma emissão de dívida ou de ações a mercado, mas que o custo seria um "absurdo" no cenário atual. "Infelizmente, neste momento, em que pese muita liquidez de mercado, uma estrutura de emissão de dívida e ações, com muitas empresas precisando de liquidez, com muitos problemas por conta da pandemia - o que não é o nosso caso -, o custo seria absurdo", disse Santos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O aumento de capital é necessário para o IRB equacionar a sua insolvência regulatória. Em março, a cifra indicada pela Superintendência de Seguros Privados (Susep), que regula o setor, era de R$ 2,1 bilhões. O ressegurador não tem problemas de solvência, mas de liquidez. Na prática, tem ativos para fazer frente à exigência da autarquia, entretanto, os mesmos não se encaixam naqueles considerados como 'garantidores'.

Além da questão regulatória, o próprio IRB admitiu que a capitalização ajudará a dar uma sinalização de confiança ao mercado, que ainda penaliza os papéis na bolsa brasileira. As ações da companhia amargaram queda de 11,72% no pregão da última terça, cotadas a R$ 11,00, na maior baixa do Ibovespa, principal índice de ações do mercado brasileiro.

'Festa de esqueletos'

O ressegurador trouxe à tona uma 'festa de esqueletos', nas palavras da Eleven Financial, com a reapresentação dos balanços de 2019 e 2018. Os principais ajustes foram por conta da contabilização de uma 'avalanche de sinistros' que, conforme o presidente do IRB, não estava contabilizada em lugar algum. O movimento impactou os resultados e também o patrimônio líquido da companhia.

No primeiro encontro da nova gestão do IRB com analistas e investidores, os executivos levaram cerca de duas horas e quarenta minutos para esclarecer as dúvidas existentes. Ainda assim, parece que não foi suficiente. Ao longo da conversa, ocorrida nesta tarde, os papéis do ressegurador aprofundaram a queda, após a sinalização de que a distribuição de dividendos será impactada no curto prazo e, para 2021, o IRB ainda vai estudar o nível a ser pago aos acionistas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Outra dúvida - também não esclarecida - é quanto ao patamar sustentável de rentabilidade da companhia. Mesmo questionados, os executivos deixaram o mercado sem resposta, o que não agradou. "O ponto principal a entender é se o ROE (retorno, na sigla em inglês) de 30% relatado em 2019 e 2018 pode ser considerado um nível novo e sustentável para a empresa", questiona o analista do Citi, Felipe Salomão, em relatório ao mercado.

Também foi a primeira vez que o IRB falou abertamente sobre a Squadra. Foi justamente uma longa análise da gestora carioca que desencadeou a mais séria crise de credibilidade do ressegurador ao longo dos seus 81 anos, com a queda da diretoria e da alta cúpula da companhia, instauração de uma fiscalização especial da Susep, e processos na Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

De acordo com o presidente do Conselho do IRB, a análise da Squadra foi 'fantástica' e o fez rebatizar um dito popular. "No futuro, quando eu estiver falando para alunos ou clientes, vou explicar o que batizei de 'Squadra effect', baseado em um dito popular que nos esquecemos: você pode enganar muitos por muito tempo, mas não pode enganar todos por todo tempo", afirmou, referindo-se à antiga gestão do ressegurador.

Concluídas as investigações que focaram na identificação de fraudes contábeis e 'fake news' envolvendo a gigante Berkshire Hathaway, a nova cúpula do IRB espera não encontrar mais nenhum esqueleto escondido no ressegurador. Mas como se aprende no próprio mercado de seguros, não existe 'risco zero'.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O próximo passo do ressegurador é rever seu portfólio de negócios, incluindo operações na América Latina e no mercado externo. Antes de se afundar numa crise que parece não ter fim, o IRB estava em franca expansão internacional. Neste momento de pandemia, contudo, o melhor a se fazer, conforme o presidente da companhia, é olhar para dentro de casa.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
INVESTIR PARA CRESCER

Nubank (ROXO34) anuncia investimentos de R$ 45 bilhões no Brasil em 2026; para onde irá este dinheiro?

27 de abril de 2026 - 13:15

Enquanto o Nubank avança em seus investimentos, o mercado aguarda os resultados para entender se essa expansão virá acompanhada de mais riscos

ALTA RENDA NO RADAR

Na rota do luxo entre Brasil e Miami: JHSF (JHSF3) compra operação de aviação executiva nos EUA e reforça ambições internacionais

27 de abril de 2026 - 12:01

A Embassair oferece uma plataforma completa de serviços para a aviação executiva, incluindo abastecimento de aeronaves e atendimento a passageiros, com operação 24 horas por dia

AÇÕES COMO GARANTIA

Do grupo Mover ao Bradesco BBI: acionistas da Motiva (MOTV3) vendem participação para pagar dívida bilionária

27 de abril de 2026 - 10:57

A companhia tem 37 concessões em rodovias, aeroportos e trilhos e pode mudar de mãos para pagar dívida entre Bradesco e Grupo Mover

NEGOCIAÇÕES ACALORADAS

O nó da Raízen (RAIZ4): empresa faz nova proposta aos credores, mas bate o pé para manter Ometto no comando, diz jornal

27 de abril de 2026 - 10:01

A companhia tenta levantar até R$ 5 bilhões em novo capital e negocia alternativas com credores, que pressionam por mudanças na governança e discutem conversão de dívida em participação acionária

SAI LATACHE, ENTRA MAK

Oncoclínicas (ONCO3): sócio da Latache renuncia aos cargos de vice-presidente, CFO e diretor de RI

27 de abril de 2026 - 9:28

A empresa teve três CFOs em menos de três meses. Camille Loyo Faria, ex-Americanas e ex-Oi, durou pouco mais de um mês no cargo, e deu espaço à Vieira, agora substituído por Quintino

PRÉVIA DOS BALANÇOS

Itaú (ITUB4) vai ser o grande destaque da safra do 1T26 ou o Bradesco (BBDC4) encosta? O que esperar dos balanços dos bancos

27 de abril de 2026 - 6:11

Inadimplência, provisões e pressão no lucro devem dominar os balanços do 1T26; veja o que esperar dos resultados dos grandes bancos

DE OLHO NA AGENDA

Temporada de balanços ganha força: Vale (VALE3), Santander (SANB11) e WEG (WEGE3) divulgam resultados; veja o calendário da semana

26 de abril de 2026 - 16:42

Bancos e indústria chegam com projeções otimistas para o 1T26, enquanto o mercado monitora sinais sobre demanda e rentabilidade

REGRAS DO MERCADO

Por que a Ecopetrol não precisa fechar o capital da Brava Energia (BRAV3)?

25 de abril de 2026 - 16:02

As partes envolvidas, Ecopetrol e demais acionistas, estruturaram a operação como formação de controle, e não como transferência de controle

FUSÕES

Sabesp (SBSP3) avalia transformar a EMAE em uma subsidiária integral

25 de abril de 2026 - 14:25

A Sabesp afirmou que avalia incorporar a totalidade das ações da EMAE por meio de uma relação de troca

COMPRA OU VENDA?

Rali do Bradesco (BBDC4) impressiona, mas XP mantém pé no freio e prefere ficar de fora

25 de abril de 2026 - 12:45

Mesmo com execução melhor que o esperado e recuperação operacional em curso, analistas avaliam que juros altos, competição e upside limitado justificam recomendação neutra para BBDC4

FIM DA NOVELA?

Petrobras (PETR4) e IG4 selam acordo pela Braskem (BRKM5); XP diz que movimento pode “destravar” reestruturação

24 de abril de 2026 - 19:50

Novo acordo prevê paridade no conselho e decisões conjuntas; analistas destacam maior influência da estatal em meio à fragilidade financeira da Braskem

A CERVEJA ESQUENTOU

Nem a Copa do Mundo salva a Ambev (ABEV3): Safra rebaixa ação e aumenta preço-alvo

24 de abril de 2026 - 16:15

Banco eleva preço-alvo de ABEV3 para R$ 16, mas avalia que mercado ignora pressão de margens e já precifica cenário positivo

VALE A PENA?

Brava (BRAV3) pode ter novo dono: colombiana compra 26% da junior oil e propõe OPA; o que muda para o investidor?

24 de abril de 2026 - 9:54

A estatal colombiana pretende, ainda, lançar uma OPA (oferta pública de ações) para comprar mais 25% das ações, com preço de R$ 23, prêmio de 27,8%

O ÚLTIMO A SAIR...

Sem CEO e sem CFO? Alliança Saúde (AALR3) vive onda de renúncias no comando; presidente sai após menos de um ano no cargo

24 de abril de 2026 - 9:26

Renúncia de Ricardo Sartim amplia incertezas enquanto empresa negocia dívidas e tenta reorganizar o caixa

SINAL AMARELO

Adeus, compra: JP Morgan rebaixa Klabin (KLBN11) e elege única favorita em papel e celulose; veja qual

23 de abril de 2026 - 19:45

Banco vê falta de gatilhos para a Klabin no curto prazo e cenário mais desafiador para a fibra longa e reforça aposta em concorrente

PONTO DE VIRADA

Depois de cortar 80% da dívida, Ocyan mira novos contratos da Petrobras (PETR4); estratégia pode até gerar dividendos

23 de abril de 2026 - 16:32

Ocyan entra em nova fase após reestruturação, com foco em contratos da Petrobras e crescimento sustentável no setor de óleo e gás

PRESSÃO MADE IN CHINA

Localiza (RENT3) sofre com invasão de carros chineses, mas há esperanças; ação pode subir até 25%, segundo o BTG

23 de abril de 2026 - 16:03

O banco mantém a recomendação de compra para a ação, além de ser a ação preferida do setor — ela é negociada a 13 vezes o preço da ação sobre o lucro estimado

O ‘PLANO GALÁXIA’

‘Não vai ser fácil’: o recado da CEO do Banco do Brasil (BBAS3) sobre 2026 — e o que vem depois da crise

23 de abril de 2026 - 14:25

Após forte pressão nos balanços, o BB reformula a estratégia de crédito rural — e quer destravar crescimento em um mercado ainda pouco explorado; veja o que dizem os executivos

O CONTRA-ATAQUE DO BB

O “novo Banco do Brasil” (BBAS3): como o banco tenta virar a página da inadimplência no agro — e saltar no crédito privado

23 de abril de 2026 - 12:34

Após forte pressão nos balanços, o BB reformula a estratégia de crédito rural — e quer destravar crescimento em um mercado ainda pouco explorado; veja o que dizem os executivos

EM RECUPERAÇÃO

Indefinido: veja o que a Raízen (RAIZ4) disse à CVM sobre as negociações com credores

23 de abril de 2026 - 10:31

Entre as propostas apresentadas também estaria a saída de Rubens Ometto, fundador da controladora Cosan (CSAN3), da presidência do conselho da Raízen

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia