Havan, de Luciano Hang, vai estrear na bolsa
Empresa do bilionário protocolou o prospecto preliminar de uma oferta inicial de ações; parte dos recursos será para investimentos em expansão de lojas e do centro de distribuição

A rede de varejo Havan, do empresário Luciano Hang, oficializou a intenção de abrir capital na B3. A empresa protocolou junto à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) o prospecto preliminar de uma oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês).
Segundo o documento, a oferta será primária e secundária, mas os valores ainda não foram definidos - embora tenha-se ventilado que a intenção era levantar R$ 10 bilhões.
Se confirmada, a oferta nessa cifra faria com que a empresa atingisse o valor de mercado de R$ 100 bilhões, acima da média das empresas na B3. A queridinha Magazine Luiza, por exemplo, vale R$ 150 bilhões.
A Havan afirma que os recursos da oferta primária serão para investimentos em expansão de lojas e do centro de distribuição, além de abertura de estabelecimentos e aplicação em tecnologia.
Na oferta secundária, os recursos vão para Luciano Hang, que fundou a Havan há 34 anos e integra a lista de bilionários da Forbes - 514ª posição, com um patrimônio de US$ 3,3 bilhões, ou cerca de R$ 18,4 bilhões.
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O empresário é conhecido por fazer parte da rede de apoio ao presidente Jair Bolsonaro e ser bastante ativo nas redes sociais, embora desde o início do mês esteja com a conta no Twitter suspensa por determinação da Justiça.
Carta do bilionário
O bilionário assina uma carta aos investidores, em documento enviado ao mercado com os detalhes da oferta. Ele relembra a infância de "origem simples" e o início da empresa, quando ele tinha 23 anos.
Segundo Hang, a Havan teria tido um momento decisivo quando ele viajou para a Coreia do Sul para importar tecidos.
"Depois disso, evoluímos cada vez mais, a Havan foi do comércio de um único produto, para mais de 250 mil SKUs atualmente; de uma pequena loja na cidade Brusque/SC, para 149 megalojas instaladas por todo o país vendendo de tudo, para todos", fala.
A varejista encerrou junho de 2020 com patrimônio líquido de R$ 711 milhões. O capital social era de R$ 300 milhões.
No primeiro semestre, a Havan registrou um prejuízo líquido de R$ 127,5 milhões, ante um lucro líquido de R$ 193,9 milhões há um ano. A receita líquida foi de R$ 3,269 bilhões, frente a R$ 3,630 bilhões no comparativo anual.
A coordenação da oferta da empresa é do Itaú BBA, com a participação de XP Investimentos, BTG Pactual, Morgan Stanley, Bank of America, Bradesco BBI, Safra e Santander.
O IPO da Havan engrossa a fila de ofertas iniciais na B3 desde que o ápice da crise da covid-19 no mercado financeiro passou. Desde junho, outras 24 empresas deram o primeiro pontapé para abrir capital na B3.
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