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nova na b3

Dono das marcas Farm e Animale estreia nesta sexta na bolsa, após movimentar R$ 1,8 bilhão

Grupo Soma apresentou um prejuízo líquido de R$ 43,5 milhões no primeiro trimestre deste ano, mas promete forte atuação no digital - área que crescia antes da pandemia

Imagem: Divulgação

A varejista de moda Grupo Soma estreia nesta sexta-feira (31) na bolsa brasileira após movimentar R$ 1,8 bilhão em uma oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês). A companhia planejava abrir capital no primeiro semestre, mas a pandemia postergou os planos da empresa.

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Dona de grifes como Farm, Animale e Maria Filó, a varejista agora considera a covid-19 um fator de risco para o investidor que embarcar na ideia de comprar as ações da companhia, conforme documento divulgado ao mercado.

[captacao]

O novo coronavírus mexe com o setor varejista, mas de forma desigual: microempreendedores penam para manter os negócios por conta das lojas fechadas e o receio de consumo por parte da população, mas grandes empresas têm no digital uma forma de até expandir os negócios.

O quanto uma empresa está bem estruturada para vender on-line é o que tem em grande parte calibrado as expectativas do mercado. É esperado que o consumo pela internet seja um dos legados da crise - tendência já vista antes da pandemia, mas que se aprofundou a partir de março.

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Buscando a confiança do mercado, o Grupo Soma se vende como uma empresa com forte presença no digital. "O e-commerce apresentou grande crescimento nos últimos anos e possui participação significativa nos resultados da companhia", diz em documento ao mercado.

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A empresa afirma que a plataforma digital da companhia é lucrativa e rentável a nível operacional e financeiro. "A participação do e-commerce nas vendas totais do varejo (varejo físico e online) passou de 14% no exercício social encerrado em 31 de dezembro de 2017 para 22% em 31 de dezembro de 2019",

Ainda segundo o Grupo Soma, no período de três meses encerrado em 31 de março de 2020, a participação do e-commerce nas vendas totais do varejo ultrapassou 38% comparativamente a 20% no mesmo período de 2019.

Acionalmente, a companhia fala em estratégia multicanal 100% implementada, processo que ocorreu em cinco anos com iniciativas como "Código Vendedor". A ferramenta possibilita aos vendedores das lojas físicas estimularem a venda on-line por meio da divulgação de um código promocional individualizado, sendo comissionados tal qual uma venda em loja física.

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Por ora, a proposta de se apresentar como forte em operação on-line funcionou: as ações saíram na oferta a R$ 9,90 - a faixa indicativa de preço era entre R$ 8,80 e R$ 11. A coordenação foi de Itaú BBA, JP Morgan, Bank of America e XP Investimentos. O ticker da empresa é o GSOM3.

Prejuízo na crise, dinheiro no caixa

Segundo a empresa, R$ 1,35 bilhão da oferta vai para o caixa da companhia. Sem grandes pendências, o Grupo Soma terá dinheiro para comprar outras varejistas em um momento de natural rearranjo do mercado, típico de épocas de crise.

Em documento, a companhia fala em usar o dinheiro para aquisições de novas marcas, pagamento de dividendos, amortização ou liquidação de dívidas, investimentos em tecnologia e abertura de novas lojas físicas.

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A empresa tem 282 lojas - 257 são próprias e 25 franquias. Ao todo, o Soma tem oito marcas sob seu guarda-chuva.

No primeiro trimestre deste ano, a empresa apresentou um prejuízo líquido de R$ 43,5 milhões - um ano antes a empresa havia lucrado R$ 23,9 milhões. A receita líquida no mesmo período chegou a R$ 294,5 milhões.

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