Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Empresa em RJ

Fundador da Ricardo Eletro é denunciado por sonegação

Ricardo Nunes, que chegou a ser preso dentro das investigações do caso, foi denunciado por apropriação indébita de R$ 14 milhões em ICMS não repassado ao fisco estadual entre 2012 e 2017

Fachada da Loja Ricardo Eletro no centro do Rio de Janeiro.
Fachada da Loja Ricardo Eletro no centro do Rio de Janeiro. - Imagem: Fabio Mota/Estadão Conteúdo

O empresário Ricardo Nunes, fundador da Ricardo Eletro, um dos maiores grupos varejistas do País, foi denunciado nesta quarta-feira, 11, pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) por apropriação indébita tributária de R$ 14 milhões cobrados de clientes em Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS) e não repassados ao fisco estadual entre 2012 e 2017.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ricardo Nunes chegou a ser preso em São Paulo no último dia 8 de julho em operação deflagrada pela Secretaria de Estado da Fazenda, Polícia Civil e pelo MP dentro das investigações que levaram à denúncia apresentada nesta quarta. À época, as informações das autoridades apontavam para possibilidade de sonegação em montante superior a R$ 400 milhões nos últimos cinco anos.

O empresário não faz mais parte do quadro de acionistas do grupo, que atualmente pertence à Máquina de Vendas, controlada pela MV Participações. O responsável financeiro da varejista, Pedro Magalhães, também foi denunciado pelo Ministério Público de Minas Gerais. A promotoria aponta que o ICMS era embutido no preço dos produtos vendidos ao consumidor, "mas não era repassado à Fazenda Pública, apropriando-se a empresa e seus administradores desse lucro ilícito".

As investigações, mesmo com a apresentação da denúncia nesta quarta, continuam para apurar supostos crimes de sonegação fiscal entre outro período, de 2017 a 2019. O montante aproximado que teria deixado de ir para os cofres públicos neste intervalo seria de R$ 80 milhões. São apurados ainda possíveis crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro.

Segundo a promotoria, depois de operação em julho, batizada de "Direto com o Dono", em referência a um jargão utilizado por Ricardo Nunes em propagandas na televisão para atrair consumidores, o grupo apresentou pedido de recuperação judicial e fechou lojas físicas, "demitindo centenas de pessoas em todo o Brasil", segundo o MP. A promotoria diz ainda que trabalha com a tese de que Ricardo Nunes tenha sido o causador de dívidas que provocaram a quebra da empresa, "transferindo para si e seus parentes os lucros obtidos com a sonegação fiscal".

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Os promotores dizem ter sido sequestrado de empresas que pertenceriam a familiares de Ricardo Nunes, entre eles a mãe do empresário, mais de R$ 60 milhões em imóveis. Caso sejam condenados, os denunciados podem pegar até três anos de cadeia, mas em regime semiaberto. O MP afirma que os R$ 60 milhões subtraídos podem ser usados para ressarcimento aos cofres públicos.

Leia Também

ATENÇÃO CONSUMIDORES

Reembolso é possível: confira as novas orientações da Ypê sobre os produtos de lote 1

NOVO PROGRAMA PARA CARRO NOVO

Incentivo para carro 0 km: motoristas de app ganham R$ 30 bilhões do governo e empresa da bolsa entra em estado de alerta

Irregularidades

O advogado de Ricardo Nunes, Marcelo Leonardo, negou que seu cliente tenha cometido irregularidades na administração do grupo varejista. "A Ricardo Eletro sempre declarou todos os tributos que devia, fez denúncia espontânea e pediu parcelamentos. Isto demonstra de forma inequívoca que nunca houve intenção de sonegar. Dever tributo não é crime", afirmou.

Ao Estadão, a advogada de Pedro Magalhães, Débora Pimentel, disse que, “apesar do respeito ao Ministério Público, Pedro Magalhães nega a prática de crime tributário ou de qualquer outra natureza. O ICMS não foi recolhido em sua integralidade exclusivamente por força de crise financeira, que culminou com o protocolo da recuperação judicial, reforçando que a companhia sempre buscou cumprir com seus compromissos".

A recuperação judicial citada pela advogada e também pelo Ministério Público de Minas Gerais foi anunciada em agosto. Conforme afirmou à época a Máquina de Vendas, também dona da Insinuante, outra empresa do setor varejista, a pandemia do novo coronavírus contribuiu diretamente para a decisão. As dívidas somam R$ 4 bilhões, tendo como principais credores Itaú, Bradesco, Santander e a Whirlpool, dona das marcas Brastemp e Cônsul.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
O cabo de guerra pelos dividendos e investimentos da Petrobras 19 de maio de 2026 - 19:56
Imagem criada por inteligência artificial contendo a logo da Vale, objetos de mineração e a bandeira da China 19 de maio de 2026 - 19:15
álbum da copa copa do mundo 2026 19 de maio de 2026 - 17:49
Felipe Thut, diretor do Bradesco BBI. 19 de maio de 2026 - 17:02
bolsa de valores bolsa brasileira B3 (1) 19 de maio de 2026 - 10:46
Imagem criada por IA traz um gráfico de ações em azul ao fundo, o logo da Usiminas ao centro e bobinas de aço na parte inferior da imagem 18 de maio de 2026 - 19:28
Copasa 18 de maio de 2026 - 12:40
legacy investimentos talles machado 18 de maio de 2026 - 8:00
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia