Menu
2020-04-28T18:38:55-03:00
Vinícius Pinheiro
Vinícius Pinheiro
Formado em jornalismo, com MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela FIA. Trabalhou por 18 anos nas principais redações do país, como Agência Estado/Broadcast, Gazeta Mercantil e Valor Econômico. É coautor do ensaio “Plínio Marcos, a crônica dos que não têm voz" (Boitempo) e escreveu os romances “O Roteirista” (Rocco), “Abandonado” (Geração) e "Os Jogadores" (Planeta).
De volta à mesa?

Eneva deve lançar nova oferta pela AES Tietê após posição da B3

O posicionamento da bolsa sobre o direito de voto de ações preferenciais (PN) nas empresas listadas no nível 2 de governança corporativa abriu caminho para uma nova proposta

28 de abril de 2020
16:14 - atualizado às 18:38
AES Tietê
Imagem: Divulgação

O posicionamento da B3 sobre o direito de voto de ações preferenciais (PN) nas empresas listadas no nível 2 de governança corporativa abriu caminho para a Eneva lançar uma nova oferta de incorporação da AES Tietê.

Eu apurei que a empresa prepara uma nova proposta para a combinação de negócios das geradoras de energia, mas que ainda depende do aval do conselho para ser formalizada.

A Eneva decidiu retirar a primeira oferta da mesa depois de a norte-americana AES Corp, que possui a maioria das ações ordinárias (ON) da AES Tietê, informar que não reconheceria a operação caso fosse aprovada em uma assembleia de acionistas.

Leia também:

Mas o risco de uma longa disputa judicial pela validade da assembleia diminuiu bastante depois que a bolsa decidiu se manifestar sobre o caso e reiterar o entendimento sobre o regulamento do nível 2 de governança.

“A B3 entende que, caso ocorra convocação de assembleia geral extraordinária de acionistas de companhias listadas no Nível 2, para deliberação, dentre outras matérias, daquelas atinentes à transformação, incorporação, fusão ou cisão, votam todos os acionistas da companhia, de maneira equitativa, sejam titulares de ações ordinárias ou preferenciais”, informou a bolsa.

A AES Corp possui 61% das ações ordinárias da AES Tietê, mas apenas apenas 24% do capital total, composto também por ações preferenciais. Ou seja, uma oferta de incorporação poderia ir adiante mesmo sem o aval dos americanos caso fosse aprovada pela maioria dos acionistas, incluindo os titulares de ações PN.

A expectativa de que a proposta da Eneva volte à mesa mexeu com os recibos de ações (units) da AES Tietê (TIET11), que fecharam negociados em alta de 2,31% nesta terça-feira, para R$ 15,05. Os papéis da Eneva (ENEV3) fecharam estáveis, a R$ 36,34. Leia também nossa cobertura completa de mercados.

Resta saber quais serão as condições da nova oferta pela AES Tietê, caso ela seja concretizada. Se de um lado uma melhora nos termos ajudaria a angariar o apoio da maioria, de outro a piora do mercado diante da crise do coronavírus pesa contra uma avaliação melhor neste momento.

Seja como for, a nova investida deve ter bem mais uma cara de oferta hostil (não negociada com a administração), ainda mais depois que o conselho da AES Tietê recusou a primeira proposta.

Até porque os norte-americanos da AES Corp, que detêm a maioria dos assentos do conselho, já reagiram ao entendimento da B3 e enviaram uma carta à bolsa para pedir que os termos do ofício sejam considerados sem efeito “até que um debate mais amplo no mercado tenha ocorrido”.

Entre os acionistas da AES Tietê, o BNDES já se manifestou a favor de que a proposta seja colocada em votação em assembleia. Já o investidor Luiz Barsi se posicionou contra uma fusão com a Eneva.

Pode-se discutir o mérito ou não da oferta, mas eu entendo que a decisão da B3 de tornar legítimo o voto dos detentores de ações preferenciais – dentro do que diz o regulamento do nível 2 – foi uma vitória dos investidores.

Comentários
Leia também
A REVOLUÇÃO 3.0 DOS INVESTIMENTOS

App da Pi

Aplique de forma simples, transparente e segura

Melhor para o bolso

Aneel aprova queda de 6,4% em revisão tarifária extraordinária da Roraima Energia

Novas tarifas vigoram a partir de 1º de novembro. A empresa atende a 175 mil unidades consumidoras no Estado

apesar da crise...

Mercado de startups do Brasil caminha para ter melhor ano da história em 2020

O número de aportes realizados em novatas também já tem recorde histórico de 322 cheques, superando o melhor ano do setor com folga – em 2017, foram 263 investimentos

altas expectativas

Casa Branca: Negociações por novo pacote fiscal desaceleraram, mas não terminaram

Kudlow argumentou que, embora republicanos e democratas estejam mais perto de um acordo, ainda há divergências importantes.

O que esperar dos número?

JBS, BRF ou Marfrig, quem vai apresentar o melhor resultado no 3º trimestre?

Com a proximidade das datas de divulgações, os analistas do setor de Alimentos do Credit Suisse aproveitaram para revisar as projeções para três das principais empresas do setor

NA MODA

Grupo Soma fecha acordo por marca de blogueira e ações sobem mais de 9%

Acordo prevê que montante a ser pago, parte em dinheiro e outra em ações, equivalerá a sete vezes o Ebitda da empresa de Nati Vozza

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu
Advertisements

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies