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2020-10-16T09:49:45-03:00
Ivan Ryngelblum
Ivan Ryngelblum
Jornalista formado pela PUC-SP, com pós-graduação em Economia Brasileira e Globalização pela Fipe. Trabalhou como repórter no Valor Econômico, IstoÉ Dinheiro e Agência CMA.
ACERTO

Disputa envolvendo uso da marca Klabin caminha ao fim

Sogemar fecha acordo com BNDESPar e aceita reduzir valor para sua incorporação

16 de outubro de 2020
9:49
Klabin
Imagem: Klabin/Divulgação

A novela sobre o fim dos royalties pagos pela Klabin (KLBN11) para o uso da marca que dá nome à empresa e seus produtos para estar se encaminhando ao fim.

Na quinta-feira (15), ela informou que a BNDESPar, braço de participações do BNDES em empresas, e a Sogemar, organização que agrega os membros da família Klabin, acertaram as bases de um acordo para encerrar os repasses.

A ideia é que a Sogemar seja incorporada pela Klabin, em troca de um número de ações ordinárias, papéis que dão direito a voto. O problema estava justamente em definir a quantidade a ser entregue.

Segundo a Klabin, a Sogemar aceitou reduzir a quantidade de ações ordinárias. A empresa da família Klabin vai receber um total de 69.369.696 papéis, o equivalente a R$ 359,3 milhões, de acordo com a cotação em que encerraram o pregão de ontem. Anteriormente, a Sogemar queria ficar com 92.902.188 ações.

A Klabin vai convocar uma assembleia geral extraordinária de acionistas para o dia 15 de dezembro, para debater este novo acordo.

Contexto

Atualmente, a Klabin tem o direito de explorar marcas de titularidade da Sogemar, inclusive, o próprio nome Klabin. Mas para isso precisa pagar royalties, que são calculados sempre com base no faturamento líquido de papel cartão e caixas de papelão ondulado.

Para evitar o pagamento de royalties sem ter que abrir mão das marcas que utiliza, a produtora de papéis passou a negociar a incorporação da Sogemar no ano passado.

As bases de um acordo tinham sido acertadas no começo de 2019, mas a BNDESPar se posicionou contra, alegando que o total de ações a ser transferido era muito elevado.

Positivo

Caso a incorporação seja aprovada nos termos acertados, a Klabin deixará de repassar entre R$ 80 milhões e R$ 110 milhões em recursos, antes da cobrança de impostos, por ano entre 2020 e 2022, segundo cálculos do Credit Suisse.

O banco destaca que a empresa paga o equivalente a 1% e 2% do faturamento com cartões e papelão ondulado para a Sogemar.

“Se esta proposta for aprovada, acreditamos que será um desenvolvimento positivo para a Klabin, porque os termos propostos para a incorporação, que cessará o pagamento de royalties, vieram bem abaixo dos valores trazidos a valor presente que calculamos, e vemos isto como um importante passo para melhorar a governança corporativa”, diz trecho do relatório.

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