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de olho na nova crise

Diante do coronavírus, governo de SP ofertará R$ 225 milhões em crédito subsidiado

No Banco do Povo, a taxa de juros mensal será de 0,35%, para montantes que podem variar de R$ 200 a R$ 20 mil

13 de março de 2020
14:46 - atualizado às 15:44
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Governador do Estado de São Paulo, João Doria, durante Coletiva de imprensa sobre Inglês para Todos e incentivos na economia. - Imagem: Governo do Estado de São Paulo

Para atenuar efeitos econômicos da pandemia do coronavírus, o governo do Estado de São Paulo anunciou nesta sexta-feira (13) que ofertará R$ 225 milhões em crédito subsidiado, dos quais R$ 200 milhões serão liberados por meio da DesenvolveSP, agência estadual de desenvolvimento, e R$ 25 milhões via Banco do Povo.

"Não vamos esperar a crise terminar para reagir, vamos reagir durante a crise do coronavírus", afirmou, em coletiva de imprensa, o governador João Doria (PSDB), que disse que outras medidas serão anunciadas durante a semana.

O tucano citou, como exemplo, que analisa medidas para estimular a exportação do agronegócio, para aproveitar o câmbio mais alto.

O secretário da Fazenda, Henrique Meirelles, explicou que, na DesenvolveSP, a taxa de juros mensal será reduzida de 1,43% para 1,2%. O prazo será alargado de 36 para 42 meses e o período de carência vai subir de três para nove meses. O foco da agência será em micro, pequenas e médias empresas.

A secretária de Desenvolvimento Econômico, Patrícia Ellen, informou que, no Banco do Povo, a taxa de juros mensal será de 0,35%, para montantes que podem variar de R$ 200 a R$ 20 mil. Segundo ela, o trabalho do governo vai priorizar os setores mais afetados pela pandemia, como turismo, cultura, economia criativa e transportes aéreos.

Meirelles, da Fazenda, disse ainda que o governo elabora uma estratégia para evitar problemas de abastecimento para a economia paulista, em especial para a importação de componentes utilizados pela indústria.

"Não é uma questão hoje, mas poderá vir a ser, então, para que isso não seja um problema para a população, estamos em contato direto com países que enfrentam a doença, para absorver e tirar vantagem das experiências", disse.

Escolas não serão fechadas

Doria afirmou também que não há razão para pânico no Estado em relação ao avanço da doença. E disse que não há necessidade de fechamento de escolas ou cancelamento de eventos.

"Não há necessidade de fechamento de escolas, cancelamentos de eventos, de situações drásticas. O que há é necessidade de cuidados", disse o governador. "Estou absolutamente convicto em não agir dessa maneira, não sou governador para tomar atitudes impensadas e sensíveis no tema da saúde, eu ouço e faço o que especialistas indicam", afirmou também.

Segundo Doria, o que há de informações até hoje indica que a postura do governo do Estado é "correta" para a situação atual. A posição pode ser alterada a partir de fatos novos, afirmou. Ele disse ainda que não quer tomar atitudes baseadas em suposições que possam afetar fortemente a vida das pessoas, que possam gerar pânico ou influenciar a geração de empregos em São Paulo.

O governador lamentou que instituições privadas, como escolas particulares, tenham suspendido atividades como prevenção ao coronavírus, "com base em pressões de funcionários, famílias ou pessoas que as cercam". Para ele, empresas privadas devem buscar ouvir especialistas antes de tomar decisões.

Nesta sexta-feira, 13, o Ministério da Saúde recomendou medidas mais restritivas para evitar o avanço do novo coronavírus, entre elas o isolamento por 7 dias de todas as pessoas que chegam de viagens internacionais, mesmo sem sintomas, e cancelamento de eventos com aglomerações. O Ministério da Saúde pediu que autoridades locais estimulem o cancelamento de eventos com grande aglomerações e também orientou o adiamento de cruzeiros marítimos.

De acordo com o último balanço do Ministério da Saúde, o Brasil tem 77 casos confirmados do novo coronavírus, sendo 42 deles em São Paulo.

*Com Estadão Conteúdo

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