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Focada nos segmentos de baixa e média renda, joint venture entre a Cyrela e a Cury Empreendimentos quer ser listada no Novo Mercado
A Cury Construtora e Incorporadora, joint venture entre a Cyrela e a Cury Empreendimentos, retomou seu processo de abertura de capital, conforme fato relevante emitido pela Cyrela nesta segunda-feira (27).
A Cury apresentou à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) pedido de retomada do processo de registro de companhia aberta e IPO (oferta pública inicial) de distribuição primária e secundária, a ser realizada em mercado de balcão não organizado.
A construtora também submeteu à B3 pedido de listagem das suas ações no Novo Mercado, segmento mais alto de governança corporativa da bolsa. O foco da Cury são empreendimentos econômicos ou que se enquadram no programa Minha Casa Minha Vida, localizados nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro.
O fato relevante da Cyrela informa ainda que o pedido de registro, a oferta e a submissão do pedido de adesão ao Novo Mercado foram aprovados em Assembleias Gerais Extraordinárias da Cury realizadas em fevereiro e julho deste ano.
A oferta primária consiste na emissão de novas ações por parte da Cury, cujos recursos da venda vão para o caixa da própria companhia. Já a oferta secundária consistirá na venda da participação da Cyrela na empresa, já aprovada em reunião da sua diretoria.
Atualmente, a Cyrela detém participação correspondente a 48,25% da Cury, o que de acordo com as informações financeiras da Companhia datadas de 31 de março de 2020 representava aproximadamente 2,22% do seu patrimônio líquido consolidado.
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Com a crise que se abateu sobre os mercados em março, muitos IPOs e ofertas subsequentes de ações (follow ons) foram adiados, mas a recuperação recente dos preços das ações tornou o ambiente propício novamente para as empresas irem a mercado buscar novos sócios, bem como para os sócios atuais embolsarem ganhos com as vendas de suas participações.
O pedido de IPO da Cury também vem na esteira de uma série de outros pedidos de listagem e IPOs de construtoras ocorridos no início deste ano, antes da crise do coronavírus, como as aberturas de capital de Mitre e Moura Dubeux, bem como os pedidos de IPO das incorporadoras One Pacaembu e You Inc, bem como da Alphaville Urbanismo.
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