Menu
2020-04-07T15:33:19-03:00
Seu Dinheiro
Seu Dinheiro
Efeitos negativos

Com coronavírus, setor de telecom e TI deve perder US$ 15 bilhões na América Latina

Setor de telecomunicações e tecnologia da informação vai interromper o ciclo de crescimento e encerrar o ano em queda devido à crise do coronavírus, de acordo com projeção da consultoria IDC

7 de abril de 2020
15:33
coronavirus
Imagem: Shutterstock

O setor de telecomunicações e tecnologia da informação vai interromper o ciclo de crescimento e encerrar o ano em queda devido à crise do coronavírus, de acordo com projeção da consultoria IDC. Em suma, a queda é esperada porque o baque na economia vai limar a capacidade de investimento pelas empresas, bem como gerar desemprego e perda de renda pela população, esfriando o poder de consumo.

Com isso, a receita do setor em toda a América Latina deve cair cerca de 4% em 2020, o que representa uma perda na ordem de US$ 15 bilhões. A previsão inicial para o ano, traçado antes da crise, era de um crescimento na ordem de 7,5% a 8%.

As projeções foram divulgadas nesta terça-feira, 7, durante uma reunião online organizada pela IDC. Para este cenário, a consultoria acredita que o Produto Interno Bruto (PIB) da América Latina ira encolher em torno de 3% a 4% no ano.

"O desemprego vai ser um problema no segundo semestre do ano, dado o impacto da Covid-19 principalmente nas pequenas e médias empresas, bem como nas grandes empresas", comentou Luciano Ramos, gerente de consultoria e pesquisa da IDC Brasil.

Ele considerou também que o setor manufatureiro se recuperará na China, o que poderia dar sustentação à comercialização de eletrônicos, mas as cadeias de suprimentos para exportações globais continuam sendo afetadas negativamente, o que dificulta o abastecimento em vários mercados.

Para o Brasil, a previsão da IDC é de que a receita do setor de telecomunicações e tecnologia da informação deve encolher aproximadamente 4% em 2020, o que representa uma reversão frente à projeção pré-crise de alta de 7,5%.

Já a projeção da consultoria para 2021 ficou praticamente inalterada passando de uma alta de 5,1% para alta de 4,8%. "O impacto será muito grande no Brasil em 2020, mas esperamos que haja recuperação em 2021", afirmou Ramos.

A demanda por produtos e serviços de telecomunicações e tecnologia da informação deve se recuperar primeiro no mercado financeiro, a partir do fim de 2020, apontou a IDC. Já a partir de 2021, devem vir outros setores, como o varejo, com demandas reprimidas de consumo. Já a indústria deve se recuperar mais tardiamente, devido à crise na cadeia de fornecimento global. No fim da fila virá o setor público, endividado por conta da liberação massiva de recursos no pacote atual para dar sustentação à economia.

A consultoria prevê um impacto negativo no segmento de dispositivos eletrônicos no Brasil. São esperadas quedas nas vendas de smartphones (-3,2%), computadores (-7,9%) e tablets (-9,5%) em 2020.

Já no segmento de telecomunicações, a estimativa é de alta no tráfego de dados fixos, isto é, banda larga (4,2%) e dados móveis, especialmente via celulares, (8%), enquanto as chamadas de voz devem recuar nos telefones fixos (-8,1%) e nos celulares (-18,8%). "Já existia uma tendência de migração de voz para dados no setor de telecom, e a crise parece estar acentuando essa tendência", observou.

Por fim, a IDC disse esperar queda nos gastos das empresas com serviços de tecnologia da informação no curtíssimo prazo, mas com tendência de isso se recuperar nos próximos meses e ter um crescimento robusto a médio prazo, devido à mudança de hábitos de trabalho, como a adoção do home office. Isso vai beneficiar serviços associados ao trabalho remoto, como comunicação unificada, softwares de virtualização e colaboração, serviços de nuvem, redes, segurança, entre outros.

*Com informações do Estadão Conteúdo

Comentários
Leia também
A REVOLUÇÃO 3.0 DOS INVESTIMENTOS

Que pi… é essa?

Eu decidi sair do banco, mas não queria entrar em uma enrascada. Bem, acredito que eu tenha encontrado um portal para fugir dessa Caverna do Dragão das finanças. E cá estou para explicar essa descoberta.

NA MODA

Grupo Soma fecha acordo por marca de blogueira e ações sobem mais de 9%

Acordo prevê que montante a ser pago, parte em dinheiro e outra em ações, equivalerá a sete vezes o Ebitda da empresa de Nati Vozza

Novidade na B3

Com novo modelo, ações da Track&Field estreiam no pregão da B3 após IPO

Oferta da empresa de vestuário e calçados esportivos inaugura modelo em que as ações preferenciais terão direito econômico — incluindo os dividendos — 10 vezes maior que o das ordinárias

MAIS POLÊMICA

B3 critica multa no acordo da Stone pela Linx

Penalidade também valeria caso os acionistas da Linx não aprovem saída da empresa do Novo Mercado, como quer a Stone

Exile on Wall Street

Por que decidimos lançar um MBA?

O problema é geral. Não há cursos de MBA de qualidade dados por praticantes

BALANÇO

Dólar ajuda e atrapalha Klabin no terceiro trimestre

Moeda americana eleva vendas no período, mas pesa em suas despesas financeiras e no endividamento

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu
Advertisements

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies