🔴 ONDE INVESTIR 2026: ESTRATÉGIAS DE ALOCAÇÃO, AÇÕES, DIVIDENDOS, RENDA FIXA, FIIS e CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Fernando Pivetti

Fernando Pivetti

Jornalista formado pela Universidade de São Paulo (USP). Foi repórter setorista de Banco Central no Poder360, em Brasília, redator no site EXAME e colaborou com o blog de investimentos Arena do Pavini.

Entrevista exclusiva

Após compra de lojas do Makro, CEO do Carrefour Brasil vê expansão do comércio eletrônico como obrigação

Presidente-executivo e vice-presidente de finanças do grupo varejista concederam entrevista ao Seu Dinheiro e contam detalhes sobre a sua estratégia de negócio

Fernando Pivetti
Fernando Pivetti
1 de março de 2020
6:15 - atualizado às 19:34
noel-prioux
Noël Prioux - Imagem: Divulgação

O Carrefour Brasil chamou a atenção do mercado há duas semanas com uma tacada ousada: a compra de 30 lojas da rede Makro por quase R$ 2 bilhões. O movimento foi visto como mais um importante passo do grupo rumo à consolidação no segmento de atacarejo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Só que nem tudo está ganho: se a compra das lojas do Makro representou um importante movimento no varejo físico, o Carrefour ainda tem muito o que percorrer quando o assunto é comércio eletrônico.

Depois de ficar de fora do segmento por quatro anos, o grupo mudou o foco e concentrou esforços na internet, que vem ganhando um espaço cada vez maior nas compras dos consumidores.

Todas as recentes iniciativas do grupo estão alinhadas com a visão do CEO do Carrefour no Brasil, Noël Prioux. Em 2018 ele já via a internet como foco de investimento do grupo, e agora enxerga o comércio eletrônico como uma obrigação.

Conversei na semana passada com Prioux e com Sébastien Durchon, vice-presidente de finanças e diretor de relações com investidores do Carrefour Brasil.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Em entrevista exclusiva para o Seu Dinheiro, eles afirmaram que a ideia para o e-commerce do grupo é ser mais assertivo na expansão, adaptando fórmulas e estratégias específicas que se encaixem nos novos padrões de consumo do país.

Leia Também

E esses padrões vêm, de fato, mudando constantemente. Milhares de pessoas abandonaram as lojas físicas de supermercados já utilizam o celular para fazer suas compras, de móveis a alimentos. Dada a praticidade do método, esses números só tendem a crescer.

A ideia inicialmente adotada foi investir na transformação de lojas físicas em pontos de retirada de compras online, contando com parcerias como a da startup Rappi para agilizar as entregas.

Os resultados vieram: o grupo conseguiu elevar o faturamento do segmento, que no início de 2018 representava pouco mais de 5% da divisão de varejo (sem gasolina) e, no quarto trimestre do ano passado, saltou para 16%.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Para além do mundo virtual, Prioux e Durchon também comentaram detalhes da estratégia por trás da recente aquisição das lojas Makro e falaram sobre a possibilidade do surto do novo coronavírus atingir os negócios do Carrefour.

Confira a entrevista na íntegra:

O Carrefour Brasil comprou 30 lojas da rede Makro por R$ 1,95 bilhão. O que isso representa para os negócios do grupo?

Prioux: Venho falando que nessa compra o mais importante para nós foi a localização das lojas. A ideia era ampliar a nossa área de atuação e nossa rentabilidade. Vamos utilizar o mesmo modelo das demais lojas Atacadão.

Por que a localização é o que mais importa?

Prioux: Seria o mesmo que abrir uma loja dentro de um novo país. Cada vez que abrimos uma unidade em um lugar diferente, ampliamos o nosso leque de clientes. Nessa lógica, o primeiro a chegar tem sempre a melhor localização. O Makro, por exemplo, foi o primeiro a chegar em muitos lugares e possui hoje boas localizações. Adquirir algumas dessas lojas traz valor agregado.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Durchon: Um bom exemplo desse processo é a loja do Makro na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. Hoje em dia é impossível abrir uma loja naquela região, tanto pela falta de espaço como pelo preço. A única maneira de atingir o público daquele bairro é comprando uma loja já existente.

sebastien-durchon
Sébastien Durchon

O Makro ainda planeja vender mais algumas lojas, a ideia é o Carrefour entrar nessa disputa?

Prioux: O Makro está com a estratégia de focar seus negócios em São Paulo. Não fechamos as portas para novas aquisições. Se tiver uma boa localização, vamos estudar e fazer uma oferta.

O faturamento do Carrefour Brasil hoje é concentrado no chamado atacarejo. O plano de investimentos contempla outras áreas?

Prioux: Devemos pensar no futuro, e nele está o e-commerce. Comércio eletrônico não é uma opção, é uma obrigação. Acreditamos que esse segmento possui grande demanda e temos que abrir esse mercado. A ideia é que, nos próximos anos, tenhamos uma estratégia específica para a realidade do mercado brasileiro.

E como essa estratégia aconteceria?

Prioux: Cada país tem uma demanda própria e devemos adaptar o nosso modelo de maneira a potencializar os resultados. É mais uma fonte de geração de valor.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Quais ações já foram implantadas até o momento?

Prioux: Para ampliar ainda mais nossa capacidade de distribuição online, em setembro do ano passado inauguramos um novo centro de distribuição destinado para uma operação logística de eletroeletrônicos para os canais físicos e e-commerce. Localizado em Cajamar (SP), a operação tem 64 mil m² e capacidade para armazenar mais de 300 mil itens.

Já no e-commerce alimentar, temos investido fortemente no sortimento de produtos e na expansão desta operação. Para agilizar a entrega dos pedidos feitos online, expandimos nosso serviço próprio de entrega e firmamos uma parceria com a Rappi, que hoje opera em 172 lojas em 34 cidades do Brasil, representando 40% de novos clientes do e-commerce alimentar, que chegam ao Carrefour por meio do aplicativo.

Além disso, também temos relevantes avanços nas sinergias entre físico e online. O serviço de entrega rápida, Drive e Clique & Retire mantém o seu ritmo de expansão.

Como você enxerga a posição do Carrefour em relação aos concorrentes quando o assunto é e-commerce?

Prioux: Trabalhamos hoje para ter um ecossistema único para os nossos clientes, integrando o online com offline. Diante das mudanças de comportamento e olhando para a jornada do consumidor, propomos modalidades de compra de acordo com o perfil de cada pessoa, como o Click & Retire, que permite ao cliente retirar os produtos comprados no site em uma de nossas lojas físicas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Outra opção é o home delivery, que oferece mais agilidade e comodidade para quem deseja receber as compras diretamente em casa, no horário que preferir.

Nossos consumidores demandam esse tipo de integração e temos que estar preparados para entregar a melhor experiência para todos. Nossos preços também são um dos nossos principais diferenciais, sempre entregando a melhor proposta de valor.

Como vocês enxergam o resultado do Carrefour Brasil em 2019?

Durchon: De forma geral, apresentamos um bom crescimento no ano passado. A rede Atacadão já vinha forte nos últimos anos e continuou essa tendência. Já os hipermercados, embora apresentando uma situação mais complicada em termos de venda, ao longo do ano passado ganharam força.

No varejo, um formato de destaque foram as lojas de conveniência. Embora elas ainda representam uma parcela muito baixa dos resultados do grupo, apresentaram resultados potenciais no ano passado.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Além disso também temos nosso banco, que possui atualmente uma carteira de crédito de R$ 11 bilhões e viu seu resultado crescer 20% em 2019.

A demanda por alimentos orgânicos no Brasil tem crescido de forma acelerada e o Carrefour já se posicionou quanto a isso. Mas em que estágio a estratégia do grupo se encontra?

Prioux: É um dos nossos pontos de interesse. Em geral os produtos orgânicos são mais caros no Brasil, tomamos a estratégia de baixar os preços dos produtos orgânicos, queremos que eles sejam acessíveis. Todas as nossas lojas hoje tem uma área destinada a esse tipo de alimento. Adotamos um movimento de qualidade alimentar, o Act for food. Queremos comprar mais dos produtores para fazer com que esses preços baixem.

Nossos resultados com relação a esse segmento são bastante positivos. A boa notícia é que nossos fornecedores também estão acompanhando essa tendência e fornecendo alimentos naturais e com menos química.

Vocês esperam que o surto de coronavírus pelo mundo vai impactar nos negócios do Carrefour dentro do Brasil?

Prioux: Nada. Não vemos impacto nos negócios do Carrefour. Podemos, claro, ter alguns problemas com o fornecimento de alguns produtos importados, mas isso é mínimo perto dos negócios no geral. Compramos muitos produtos nacionais então, da maneira como o surto está hoje, ele não nos afeta.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
NOVO PESO-PESADO NA B3 

Bradesco (BBDC4) coloca a Bradsaúde no jogo da B3, Odontoprev (ODPV3) reage forte — há espaço para mais um gigante da saúde?

27 de fevereiro de 2026 - 13:22

Nova gigante nasce com escala bilionária e mira Novo Mercado — mas o que muda para Rede D’Or, Fleury e Mater Dei? 

BALANÇO FRACO

Qualicorp (QUAL3) reverte lucro em prejuízo líquido, e ação cai forte na bolsa; saiba como está a saúde da operadora de planos de saúde

27 de fevereiro de 2026 - 11:46

Qualquer melhora na bolsa depende do sucesso da Qualicorp em conseguir se reerguer. “Continuamos a acreditar que a performance da ação está firmemente conectada ao sucesso do seu plano de turnaround”, escreve o BTG Pactual.

A MAIS-VALIA DO BRADESCO

“É o momento certo de capturar valor”: CEO do Bradesco (BBDC4) revela plano para destravar até R$ 50 bilhões com a Bradsaúde

27 de fevereiro de 2026 - 11:43

Banco separa ativos de saúde via IPO reverso da Odontoprev e aposta que mercado vai reprecificar a “joia escondida” no balanço

FIM DA BATALHA

Netflix (NFLX34) abandona a Warner após sangria de US$ 170 bilhões na bolsa — e ações comemoram em disparada

27 de fevereiro de 2026 - 9:03

O catálogo da Warner Bros inclui franquias icônicas como “Harry Potter”, “Game of Thrones”, e personagens da DC Comics como Batman e Superman

NASCE UM GIGANTE

Bradesco (BBDC4) prepara a joia da coroa para a bolsa: vem aí a Bradsaúde no Novo Mercado da B3

27 de fevereiro de 2026 - 7:33

Banco une operadora, hospitais, clínicas e participação no Fleury em um ecossistema de R$ 52 bilhões de receita — e já nasce mirando governança premium na bolsa

SURFANDO O RALI

Ibovespa em recorde ajuda a turbinar lucro da B3 (B3SA3); resultado do 4T25 supera expectativas

26 de fevereiro de 2026 - 19:58

Dona da bolsa brasileira lucra R$ 1,4 bilhão no período, com crescimento em todos os segmentos

DINHEIRO NO BOLSO DO ACIONISTA

Além dos dividendos: Itaú Unibanco (ITUB4) anuncia R$ 3,85 bilhões em JCP; veja valor por ação e quem tem direito

26 de fevereiro de 2026 - 19:11

Remuneração será igual para ações ordinárias e preferenciais, com pagamento até 31 de agosto de 2026

DEPOIS DO RALI

A Vale (VALE3) subiu demais? O vilão que fez o BofA deixar de recomendar a compra das ações e elevar o preço-alvo a R$ 95

26 de fevereiro de 2026 - 17:54

Banco reconhece que a companhia mantém disciplina de custos e forte execução operacional, mas chama atenção para uma dinâmica perigosa para as ações

SINAL VERDE?

Marcopolo (POMO4) surpreende no balanço e ações aceleram na bolsa. Vale comprar ou ficar de fora? Analistas respondem

26 de fevereiro de 2026 - 16:31

Balanço melhor que o esperado traz alívio aos investidores, mas projeções mais fracas para o início de 2026 limitam o otimismo

R$ 1,7 BILHÃO BATENDO À PORTA

Por que o Pão de Açúcar está ‘na berlinda’? Qual é a real situação da empresa hoje e o que deu errado nos últimos anos

26 de fevereiro de 2026 - 16:02

Com um caminhão de dívidas vencendo em 2025, o Pão de Açúcar (PCAR3) tenta alongar compromissos enquanto cortar custos. Mercado se pergunta se isso será o bastante

ESQUENTA

Nova ação de saneamento na bolsa? Aegea dá sinais de um possível IPO; veja o que se sabe até agora

26 de fevereiro de 2026 - 13:16

A empresa de saneamento possui 37% de participação de mercado no setor privado e tem como sócios a companhia Equipav, Itaúsa e o fundo soberano de Singapura

O PIOR PASSOU?

Azul (AZUL53) dá tchau para o fundo do poço? S&P eleva a nota de crédito da companhia aérea após o fim da recuperação judicial

26 de fevereiro de 2026 - 12:01

A agência de crédito elevou o rating da Azul de ‘D’ para ‘B-’, que ainda mantém a empresa em grau especulativo; entenda o que mudou

MAIS UM REVÉS PARA A EMPRESA

Fictor Alimentos (FICT3) finalmente se envolve na RJ da holding e agora corre grande risco; veja o que está em jogo

26 de fevereiro de 2026 - 11:20

Depois de tentar deixar subsidiárias de fora da RJ da holding, pedido foi ampliado a atinge a Fictor Alimentos — movimento que expõe fragilidades operacionais e reacende dúvidas sobre a autonomia da companhia aberta

AUMENTO DE CAPITAL

A conta aumentou: Banco de Brasília (BRB) busca aporte de quase R$ 9 bilhões com acionistas após caso do Banco Master; entenda

26 de fevereiro de 2026 - 11:20

Caso não exerçam a preferência de compra das novas ações, acionistas devem sofrer diluição relevante na participação acionária no capital social total do BRB.

A ESTRELA DO MERCADO CAIU?

Rede D’Or (RDOR3) tem alta de 39,2% no lucro, mas ação cai forte na bolsa; expectativas estavam altas demais?

26 de fevereiro de 2026 - 10:40

A queridinha do mercado no segmento de saúde teve um terceiro trimestre espetacular, o melhor desde seu IPO em dezembro de 2020, o que jogou as expectativas para cima

ALÍVIO NO CAPITAL

Banco do Brasil (BBAS3) quer mais fôlego no balanço e renegocia prazo para pagamento de R$ 4,1 bilhões ao Tesouro

26 de fevereiro de 2026 - 10:12

Após cortar payout de dividendos, banco busca alongar dívida híbrida e aliviar pressão sobre os índices até 2027

PROVENTOS NO RADAR

Engie Brasil (EGIE3) anuncia mais de meio bilhão de reais em dividendos após balanço do 4T25

25 de fevereiro de 2026 - 19:57

Companhia elétrica leva distribuição total de 2025 a R$ 1,37 bilhão, equivalente a 55% do lucro ajustado

BTG SUMMIT 2026

Executivos da Amazon e do Google alertam: a IA é uma questão de sobrevivência para as empresas

25 de fevereiro de 2026 - 19:30

Durante painel do BTG Summit 2026, os executivos dizem que a nova onda tecnológica não é opcional, e já está redesenhando modelos de negócio e geração de receita

BALANÇO

Nubank (ROXO34) surpreende no 4T25: lucro cresce 50% e ROE atinge máxima histórica de 33%

25 de fevereiro de 2026 - 18:21

Banco digital encerrou o quarto trimestre de 2025 com um lucro recorde de US$ 895 milhões; veja os destaques

PLANO OUSADO... OU TEDIOSO?

Santander Brasil (SANB11) crava data para alcançar o sonhado ROE acima de 20%; banco mira eficiência na briga com fintechs

25 de fevereiro de 2026 - 16:29

Executivos do banco espanhol prometem recuperar rentabilidade até 2028 e reduzir índice de eficiência para competir com os novos players

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar