Caixa prepara IPO da área de seguros em abril e avalia negócio em até R$ 60 bi
A operação é parte da estratégia de venda de ativos da Caixa para este ano. Em 2019, foram arrecadados R$ 15 bilhões com os desinvestimentos

A Caixa Econômica Federal prepara para abril a abertura de capital da Caixa Seguridade, divisão de seguros do banco. A expectativa do banco público, segundo apuraram o jornal "O Estado de S. Paulo" e o "Broadcast" (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado), é de que a empresa chegue valendo entre R$ 50 bilhões e R$ 60 bilhões na B3, marcando a primeira oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) da história da instituição financeira e da equipe econômica do presidente da República, Jair Bolsonaro.
Segundo fontes próximas ao banco, a Caixa já organiza um calendário extenso de reuniões com investidores (roadshow, no jargão do mercado) para garantir uma boa precificação do ativo.
No mercado financeiro, a aposta é de que a abertura de capital do negócio de seguros da Caixa fique próximo ou até mesmo supere a da BB Seguridade, do Banco do Brasil, que levantou R$ 11,5 bilhões na B3, em abril de 2013. A operação serviu de modelo para a reestruturação da Caixa Seguridade.
É a segunda vez que a Caixa tenta emplacar o IPO da sua divisão. Em 2015, o banco chegou a sondar o mercado, mas não obteve o valor que esperava pelo negócio.
A operação é parte da estratégia de venda de ativos da Caixa para este ano. Em 2019, foram arrecadados R$ 15 bilhões com os desinvestimentos, considerando apenas operações próprias do banco. Para 2020, conforme o presidente da Caixa, Pedro Guimarães, o objetivo é arrecadar volume "bem maior".
Leia Também
"Em 2020, teremos foco total na abertura de capital da Caixa Seguridade e da Caixa Cartões. O da Caixa Seguridade será um laboratório para os demais. A Caixa é um banco social, portanto, a questão da seguridade é muito importante", afirmou o executivo, em recente entrevista ao "Broadcast", sem revelar o tamanho da operação e o valor esperado para o negócio.
Prioridade
Escolhido para presidir a Caixa no governo de Bolsonaro, Guimarães passou a se dedicar pessoalmente ao negócio de seguros após assumir o comando do banco. Dentre as mudanças que capitaneou, ordenou a revisão de todos os contratos já fechados em seguros até então, incluindo três parcerias seladas com a francesa CNP Assurances - atual sócia da Caixa em seguros.
Apesar de ter postergado a abertura de capital de seguros, antes prevista para 2019, sua gestão conseguiu rentabilizar melhor o ativo.
O valor fechado com a CNP, por exemplo, de R$ 7,8 bilhões, ficou 70% acima do montante acertado na gestão anterior.
A renegociação mais favorável para o banco público foi possível mesmo com o Brasil enfrentando um dos momentos mais difíceis dos últimos anos nas relações diplomáticas com a França, durante o governo Bolsonaro.
Tesouro
Parte dos recursos obtidos com o IPO da Caixa Seguridade deve ser utilizada para a Caixa amortizar sua dívida com o Tesouro Nacional no âmbito dos chamados instrumentos híbridos de capital e dívida (IHCD). O banco já teria pago R$ 11,3 bilhões de um saldo de cerca de R$ 40 bilhões.
Tais recursos foram aportados na instituição na gestão da ex-presidente Dilma Rousseff para suportar a estratégia de concessão de crédito utilizada na época.
Procuradas, a Caixa e sua seguradora não comentaram. As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".
APOSTAS SAÍRAM DO CARRINHO
Com proibição das bets, duas ações do varejo podem ser as mais beneficiadas, mas Eleven faz alerta para a recuperação do setor
1 de outubro de 2026 - 12:12ROXINHO NÃO VAI ÀS COMPRAS?
Nubank (ROXO34) nega compra bilionária de fintech britânica Monzo após tombo em NY; ações sobem forte no pré-mercado
1 de outubro de 2026 - 9:35PANDA BONDS
A operação bilionária da Vale (VALE3) na China: mineradora conta os planos dessa estreia
30 de setembro de 2026 - 19:53BANCOS
Dia cheio no Bradesco (BBDC4): de R$ 3,8 bilhões em JCP a leilão de sobras de ações até o “Pix” internacional
30 de setembro de 2026 - 19:33QUEM SOBE QUANDO OS JUROS CAEM?
JP Morgan aumenta pessimismo com Natura (NATU3) e corta recomendação; veja as varejistas preferidas do banco para surfar o rali eleitoral
30 de setembro de 2026 - 12:10CORTANDO ONDE DÁ
Como o Grupo Pão de Açúcar (PCAR3) quer transformar uma despesa milionária em fonte de receita em meio à recuperação
30 de setembro de 2026 - 10:53REESTRUTURAÇÃO CORPORATIVA
Raízen (RAIZ4) quer trocar o conselho, mexer no capital e entregar até R$ 35 bilhões em novos papéis aos acionistas
30 de setembro de 2026 - 10:33GOVERNANÇA
CEO bumerangue: por que empresas, como Natura e Ri Happy, trazem antigos líderes de volta — e quando isso vira um sinal de alerta
30 de setembro de 2026 - 6:12CHEQUE EM BRANCO
Do sonho de construir um ‘avião de ponta-cabeça’ ao banco do futuro: o que o CEO da Revolut prevê para o seu dinheiro
29 de setembro de 2026 - 19:42GATILHO BILIONÁRIO
IRB (IRBR3): nova lei reduz impostos e pode liberar vantagem bilionária para a resseguradora
29 de setembro de 2026 - 14:11DANÇA DAS CADEIRAS
Copasa (CSMG3) troca liderança e aumenta poderes do governo de MG com a golden share; entenda as mudanças
29 de setembro de 2026 - 10:21MAIS UMA FRONTEIRA
BTG Pactual (BPAC11) conquista licença de banco no Peru e acelera expansão internacional; veja o que muda
29 de setembro de 2026 - 10:00Marketing Digital
R$ 42,7 bilhões em publicidade digital: Por que as marcas estão indo além do anúncio para conquistar a atenção do público
29 de setembro de 2026 - 9:00RECUPERAÇÃO JUDICIAL
Do Chapter 11 para o 15: o que significa a decisão favorável da Ambipar (AMBP3) nos EUA
28 de setembro de 2026 - 19:34TCHAU OU ATÉ LOGO?
Presidente do conselho da Tupy (TUPY3) renuncia, mas não deve dar adeus à empresa
28 de setembro de 2026 - 19:24REVANCHE EM SOLO INGLÊS
Nubank tomba quase 9% em NY após rumor de compra bilionária no Reino Unido; roxinho prepara revanche contra a Revolut?
28 de setembro de 2026 - 15:51DE OLHO NO FUTURO
WEG (WEGE3) anuncia dois investimentos milionários em grandes avenidas de crescimento da próxima década
28 de setembro de 2026 - 15:15OLHO NA TARJA
O detalhe que levou a Anvisa a proibir a Hypera Pharma (HYPE3) de divulgar a caneta emagrecedora Semavy
28 de setembro de 2026 - 7:54ENTREVISTA EXCLUSIVA
Inter adiou o ROE de 30%, mas não desistiu da meta: CEO revela qual é a prioridade agora
28 de setembro de 2026 - 6:14AGORA É SÓ SUBIR