BNDESPar exige que AES Tietê convoque assembleia para votar proposta de fusão da Eneva
Em carta à diretoria da empresa, braço de participações do BNDES diz ser dever fiduciário da companhia convocar assembleia de acionistas em casos como esse.

O BNDESPar, braço de participações acionárias do BNDES, encaminhou carta pública para a diretoria da AES Tietê, da qual é acionista minoritário, dizendo ser "dever fiduciário" da companhia a convocação de assembleia de acionistas para apreciar e votar a proposta de fusão feita pela Eneva à empresa.
No último domingo (19), o Conselho de Administração da AES Tietê rejeitou a proposta da Eneva por unanimidade, sem, no entanto, submetê-la à votação dos acionistas.
Embora a companhia seja controlada pela AES, apenas 24,35% do seu capital total está nas mãos dos controladores. E como a AES Tietê está listada no nível 2 de governança da B3, os detentores das ações preferenciais têm direito a voto em temas como propostas de fusões e aquisições.
Assim, em tese, os demais acionistas, mesmo minoritários, poderiam aprovar o negócio, ainda que sem o aval da controladora. O BNDESPar detém 28,41% do capital social da AES Tietê.
'Dever fiduciário'
Na carta enviada à companhia, o BNDESPar diz que acredita ser dever do Conselho de Administração negociar os melhores termos para a operação e proferir recomendação desinteressada, de acordo com a boa-fé, com o que crê ser o melhor interesse da AES Tietê e dos seus acionistas.
Porém, afirma também ser dever fiduciário da companhia convocar uma assembleia geral em um caso como esse. O BNDESPar solicita uma convocação para que os acionistas possam deliberar sobre a operação, caso a Eneva não apresente, até 30 de abril, novos termos e condições para a operação, incluindo a prorrogação do prazo.
Leia Também
O BNDESPar ressalta, ainda, que a não convocação da assembleia, neste caso, resulta em infração grave por parte dos administradores, de acordo com o que instruiu a Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
O BNDESPar frisa ainda que "a presente Carta não é e não deve ser lida como qualquer manifestação de mérito com relação à Proposta Eneva, não fazendo a BNDESPar qualquer juízo de valor em relação à estrutura, sinergia, relação de troca ou qualquer outros aspectos da transação proposta", diz a carta.
Motivos da recusa
O conselho da AES Tietê negou a proposta da Eneva por considerar, entre outros fatores, que a companhia foi subavaliada e também que haveria uma a incompatibilidade entre os negócios das duas empresas.
A proposta da Eneva foi avaliada em R$ 6,6 bilhões, sendo R$ 2,7 bilhões em dinheiro e o restante nas suas próprias ações. A AES Tietê tratou a proposta como oferta hostil (não negociada com a administração).
Recentemente, o megainvestidor Luiz Barsi Filho, acionista minoritário da AES Tietê e um dos maiores investidores individuais da bolsa brasileira, se manifestou contra a oferta da Eneva por conta da falta de informações sobre como ficaria o pagamento de dividendos aos acionistas, e propôs a busca de ofertas concorrentes.
TERMÔMETRO DAS ELEIÇÕES
O mercado já escolheu seu cavalo eleitoral? Banco do Brasil (BBAS3) dispara 26% na bolsa, mas a conta não fecha só com as urnas
22 de setembro de 2026 - 17:03UM BOM NEGÓCIO?
Santander quer comprar seu papel SANB11 — mas o que o minoritário ganha ao trocar as ações por BDRs?
22 de setembro de 2026 - 14:16EXPANSÃO
Vale (VALE3) compra 30% da Ligga por R$ 972,36 milhões e prevê expandir capacidade em quatro vezes; qual o plano da mineradora?
22 de setembro de 2026 - 14:01ABRE E FECHA
JBS (JBSS32) fecha capital e J&F quer ser aberta no Brasil: o que muda para o investidor em ações e debêntures na B3
22 de setembro de 2026 - 11:43DE A PARA B
Entre JBS e J&F: o xadrez financeiro dos irmãos Batista na B3
21 de setembro de 2026 - 19:37PREPAREM O BOLSO
Dividendos e JCP: empresas anunciam mais de R$ 600 milhões aos acionistas; saiba quem paga e quando receber
21 de setembro de 2026 - 19:13SINERGIAS
Fusão com a Afya pode turbinar lucro da Yduqs (YDUQ3) e deixar ação mais barata, segundo Itaú BBA; veja o possível prêmio
21 de setembro de 2026 - 17:41A PENEIRA DOS BANCÕES
Itaú, Bradesco ou Banco do Brasil: BofA escolhe seu favorito na B3 — e deixa uma ação de escanteio
21 de setembro de 2026 - 15:57ALÉM DAS FRONTEIRAS
Petrobras acena com descobertas de gás na Colômbia. Aonde a estatal quer chegar?
21 de setembro de 2026 - 14:04ACESSO AO MERCADO DE CAPITAIS
J&F, dos irmãos Batista, pede registro de companhia aberta na CVM: entenda o plano da gigante para ser mais que uma holding
21 de setembro de 2026 - 11:04MAIS UM PASSO
Braskem (BRKM5) vai deixar a B3? CVM dá sinal verde para OPA. Saiba o que isso significa para os acionistas minoritários da petroquímica
21 de setembro de 2026 - 10:42MARGEM EQUATORIAL
Petrobras (PETR4) e MPF entram em briga pela exploração de petróleo na Foz do Amazonas. Qual é o impasse?
21 de setembro de 2026 - 10:29ENTREVISTA EXCLUSIVA
Bradesco (BBDC4) está prestes a receber R$ 10 bilhões para crescer, mas não vai acelerar: “Não queremos voo de galinha”, diz CFO
21 de setembro de 2026 - 6:15COMPRA OU VENDER
Vale (VALE3) no olho do furacão? CEO da mineradora abre o jogo; Citi e Itaú BBA dizem o que você deve fazer com a ação
20 de setembro de 2026 - 13:33MERCADO USA A RÉGUA ERRADA?
Citi sobe o preço-alvo de BTG Pactual (BPAC11) e vê espaço para ação se descolar dos bancões
19 de setembro de 2026 - 16:55VAI PINGAR POR AÍ?
Porto (PSSA3), Totvs (TOTS3) e Fleury (FLRY3) colocam R$ 636 milhões em JCP no radar; veja quem tem direito
19 de setembro de 2026 - 15:47QUEM ESCOLHE QUEM FISCALIZA?
Perto do dono, longe da autonomia? O dilema da independência nos conselhos das empresas da bolsa
19 de setembro de 2026 - 12:38POR DENTRO DO NEGÓCIO
Cheque bilionário do Itaú (ITUB4) para a Eztec (EZTC3) deve impactar mercado de escritórios em São Paulo
18 de setembro de 2026 - 18:34PISOU NO FREIO
A maré virou para os bancões? Safra corta preço-alvo de Itaú, Bradesco e Banco do Brasil. Ainda vale apostar em alguma dessas ações?
18 de setembro de 2026 - 16:46LOJA COMPLETA