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Prejuízo sobe 2,2 vezes em relação ao mesmo período de 2019, com queda de 73,4% da receita
A Azul (AZUL4) começa a ver recuperação na demanda por voos no País, após ter suas atividades paralisadas na primeira metade do ano por conta da covid-19. Mas a pandemia continua sendo um problema, pesando significativamente nos resultados do terceiro trimestre.
A companhia aérea encerrou o período de julho a setembro com um prejuízo líquido de R$ 1,226 bilhão, um aumento de 2,2 vezes em relação à perda de R$ 550,5 milhões apurada no mesmo período de 2019.
Segundo ela, a covid-19 prejudicou a demanda de passageiros. A receita por assentos-quilômetro oferecidos (Rask, na sigla em inglês), que representa a receita operacional dividida pelo total de assentos oferecidos, caiu 20,3% em base anual. Com isto, a receita líquida total recuou 73,4%, para R$ 805,3 milhões.
A Azul conseguiu registrar um lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) de R$ 198,3 milhões no terceiro trimestre graças a eventos não recorrentes provocados por medidas tomadas para mitigar os efeitos da pandemia, como renegociação dos contratos de arrendamento. Desconsiderando estes efeitos, a empresa teve um prejuízo de R$ 258 milhões.
Se do lado operacional as coisas continuam complexas, a Azul apresenta uma posição financeira robusta. A liquidez imediata cresceu 2% em relação ao segundo trimestre, para R$ 2,300 bilhões, levando a liquidez total a crescer 4,6%, para R$ 6,948 bilhões.
A dívida líquida total reduziu 6,8% para R$ 14,771 bilhões em relação ao segundo trimestre, principalmente devido à redução de 7,5% no passivo de arrendamento. “Com a implementação do plano de retomada, a companhia reduziu seus passivos de arrendamento para R$12,8 bilhões no final do terceiro trimestre, embora o real tenha desvalorizado mais de 39,9% no ano de 2020”, diz trecho do balanço da empresa.
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Ainda assim, por conta do fraco desempenho operacional e as medidas para reforço de caixa (recentemente ela emitiu R$ 1,7 bilhão em debêntures conversíveis), a relação entre a dívida líquida e o Ebitda alcançou 11,3 vezes, acima das 6,4 vezes vista no segundo trimestre e as 3,0 vezes do quarto trimestre de 2019.
Ainda que os resultados do terceiro trimestre mostrem que a situação ainda é difícil, a Azul está otimista para o quarto trimestre.
Segundo ela, a recuperação da demanda doméstica no Brasil continua sendo uma das mais aceleradas do mundo. Em setembro, a capacidade doméstica da Azul representou 49% em relação ao mesmo período do ano passado, e até dezembro, a companhia espera que supere 80%.
“Até o final desse ano, a Azul voltará a voar para 113 dos 116 destinos servidos no início de 2020, uma recuperação de 97% da malha em termos de cidades atendidas”, diz trecho do balanço.
Para o quarto trimestre, a companhia estima um consumo de caixa médio diário na casa dos R$ 1,5 milhão, abaixo dos R$ 2,5 milhões projetados anteriormente.
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