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preocupação ambiental

Após Brumadinho, grupo com mais de US$ 14 tri sob gestão pressiona mineradoras por transparência

Movimento capitaneado pelo fundo The Church of England divulgou um banco de dados global com informações de 1.939 barragens

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27 de janeiro de 2020
9:33 - atualizado às 16:45
Bombeiros em local de resgate em Brumadinho - Imagem: Fernando Moreno/Estadão Conteúdo/Futura Press

O colapso da barragem da Vale em Brumadinho (MG), há um ano, foi o gatilho para investidores estrangeiros pressionarem as mineradoras por maior transparência e segurança.

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Capitaneado pelo fundo de pensão The Church of England, um grupo de 110 investidores com mais de US$ 14 trilhões sob gestão questionou 727 mineradoras sobre suas barragens.

Na última sexta-feira (24) véspera do aniversário da tragédia, que deixou 270 vítimas, foi divulgado o primeiro resultado do movimento: a criação de um banco de dados global com informações de 1.939 barragens.

Até o fim do primeiro semestre, deve sair do papel um código de melhores práticas para o armazenamento de rejeitos, com a definição de um padrão internacional.

Vale

Protagonista da tragédia, a Vale sentiu na pele a reação de investidores. O Church of England se desfez das ações da mineradora. O megafundo de pensão californiano Calpers, com portfólio de US$ 402 bilhões, vendeu todos os bonds (títulos de dívida) da companhia após o rompimento da barragem, ressaltando os custos e penalidades a que a empresa será submetida por causa do desastre.

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Líder em investimentos integrados ao desenvolvimento social, ambiental e de governança, a gestora holandesa Robeco pôs a Vale em uma lista de empresas com restrições de investimento.

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Consultados pela reportagem, Church of England e Robeco afirmaram que ainda é cedo para pensar em reinvestir na mineradora brasileira. O Calpers não comentou.

"A Vale continua na nossa lista de exclusão. Os acidentes na empresa foram severos. Só ficaremos confortáveis em revisar nosso posicionamento após a Vale ter descomissionado (fechado) todas as barragens em situação de risco em suas operações e tenha de fato implementado uma gestão ambiental de acordo com os padrões a serem estabelecidos pela iniciativa de investidores globais para a segurança no setor", disse a gestora da Robeco para Brasil, Daniela da Costa-Bulthuis.

"Não temos planos de afrouxar nossa restrição de investimento na companhia. Ainda há um longo caminho antes de considerarmos voltar a investir na Vale", afirmou o diretor de ética e engajamento do Church of England, Adam Matthews.

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Responsabilidade

Sob os holofotes do Fórum Econômico Mundial de Davos, os critérios socioambientais de investimento têm sido uma das causas do elevado desconto do preço das ações da mineradora brasileira em relação às suas principais rivais, as australianas BHP Billiton e Rio Tinto.

Relatório recente do Citi apontou que 50% dessa diferença - de 20% a 30% no valor dos papéis, dependendo critério de análise - se deve justamente a questões ambientais, sociais e de governança.

O diretor de ratings corporativos da agência de classificação de risco Fitch, Phillip Wrenn, afirmou que são esses fatores que impedem a Vale de ter um rating corporativo mais alto. "O acidente de Brumadinho ocorreu, apesar da administração afirmar que nunca mais haveria um rompimento na barragem semelhante à ocorrida na Samarco - uma joint venture entre Vale e BHP Billiton", disse.

Para ele, há ainda preocupações com o gerenciamento de resíduos e materiais perigosos, além da resistência social aos projetos da mineradora, sejam eles novos ou expansões.

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Para Daniela, da Robeco, Brumadinho ampliou o foco do impacto socioambiental da mineração. Um ano depois da tragédia, disse ela, a ação de investidores já refletiu em maior abertura das mineradoras para falar sobre os riscos ambientais embutidos na atividade.

Sabendo dessa pressão, a Vale dedicou boa parte do Vale Day, encontro com analistas de mercado realizado no fim do ano passado, em Nova York e Londres, para apresentar seu plano estratégico para os próximos anos.

Entre as prioridades, segundo a mineradora, estão reparar integralmente as consequências de Brumadinho e estabelecer um novo pacto com a sociedade, adotando metas envolvendo mudança climática, energia e florestas. A companhia informa que também lançou um portal voltado a dar transparência às suas ações ambientais, expondo problemas e avanços.

Mudança insuficiente

O fundo de pensão britânico Church of England enxerga mudanças no setor de mineração, mas ainda insuficientes para a retomada firme da confiança. Em entrevista, o diretor de Ética e Engajamento do fundo Adam Matthews afirma que não pretende afrouxar as restrições de investimento na Vale. Leia os principais trechos da entrevista:

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Um ano após o desastre em Brumadinho é possível dizer que algo mudou no setor pela pressão de investidores?

Sim, mas ainda não o suficiente. Há um longo percurso pela frente até que possamos dizer que a questão das barragens foi solucionada. Estamos desenvolvendo um novo padrão global em barragens de rejeitos, que será requerido pelos investidores. Pela primeira vez empresas divulgaram detalhes das operações de suas barragens. Recebemos dados de mais de 54% da indústria global de mineração por valor de mercado.

O rompimento da barragem em Brumadinho afetou o apetite dos investidores em relação às mineradoras? É possível recuperar a confiança no setor?

Brumadinho certamente afetou a confiança dos investidores nas mineradoras. Mas podemos ter um mundo sem a mineração? Não. Ela tem papel fundamental em prover muitos dos recursos necessários à transição para uma economia de baixo carbono.

No entanto, ainda há problemas a resolver. Há compromissos claros de alguns CEOs nesse sentido, mas eles não podem fazer isso sozinhos. O afastamento dos investidores do setor não é a resposta. Isso não quer dizer permanecer investindo em todas as companhias. Diferenciar as que estão mudando ou tentando mudar é muito importante.

O Church of England vendeu as ações da Vale após o colapso de Brumadinho. A empresa ainda está na lista suja?

Sim. Não temos planos de afrouxar nossa restrição de investimento na companhia. Ainda há um longo caminho antes de considerarmos voltar a investir na companhia. Até hoje não construíram casas após o desastre (da Samarco) em Mariana, quatro anos atrás. É simplesmente inaceitável.

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*Com informações do jornal O Estado de S. Paulo e Estadão Conteúdo

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