Após 23 anos com Alpargatas, Mizuno se une à Vulcabrás no País
Ao assumir a marca famosa pelos tênis de corrida, o grupo gaúcho reforça seu portfólio na área, que já inclui a Olympikus e a Under Armour

Depois de 23 anos com a Alpargatas, dona da Havaianas, a Mizuno está de "casa" nova no Brasil: a Vulcabrás/Azaleia, que está ampliando sua presença no segmento esportivo. Ao assumir a marca famosa pelos tênis de corrida, o grupo gaúcho reforça seu portfólio na área, que já inclui a Olympikus e a Under Armour. A Mizuno faturou R$ 444 milhões em 2019 no Brasil, segundo informou a Vulcabrás.
A Alpargatas afirmou, em nota, que a venda do negócio foi celebrada por cerca de R$ 200 milhões e que não inclui fábricas (a Vulcabrás passará a produzir a Mizuno em suas próprias unidades). A Alpargatas informou ainda que suas unidades hoje dedicadas à Mizuno serão remodeladas para produzir Havaianas. A Alpargatas era dona de outras marcas esportivas, como Rainha e Topper, mas essas foram repassadas ao grupo do empresário Carlos Wizard Martins.
O negócio está sujeito a aprovações de órgãos reguladores, entre eles o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).
A mudança vem como uma certa surpresa para o mercado, uma vez que, em 2014, a Alpargatas havia anunciado a renovação do acordo com a Mizuno por 13 anos, renováveis por outros 13. A parceria entre a empresa brasileira e a japonesa havia começado em 1997 e envolvia o pagamento de royalties.
"A Vulcabrás Azaleia tem como diferenciais a flexibilidade na produção, a rapidez na reposição e a agilidade na distribuição. A rapidez de reposição da nossa empresa faz com que nossos clientes consigam se abastecer de maneira mais segura, sem ter de assumir compromissos com muita antecedência e, dessa maneira, possam planejar seu negócio de forma mais assertiva", disse Pedro Bartelle, presidente da Vulcabrás/Azaleia, em comunicado.
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Para o banco BTG Pactual, a aquisição da Mizuno no Brasil é mais um passo na estratégia da Vulcabrás de entrar em novas categorias no segmento esportivo. O analista Luiz Guanais lembrou que a Mizuno tem um valor médio de produto mais alto que a Under Armour, com margens maiores.
"Apesar de um segundo trimestre difícil devido à pandemia e de uma recuperação ainda gradual nos próximos meses, mantemos uma visão positiva (sobre a Vulcabrás) devido às oportunidades dos acordos recentes da Under Armour e Mizuno", disse o analista.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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