Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Estadão Conteúdo

a ajuda chegou

Aneel aprova operação de socorro a setor elétrico; teto será de R$ 16,1 bilhões

O tema ficou em debate por semanas e gerou divisão entre os diretores da agência e pressão do Ministério de Minas e Energia pela rápida regulamentação do assunto

Estadão Conteúdo
23 de junho de 2020
19:36
Torres de transmissão de energia
Torres de transmissão de energia. - Imagem: Shutterstock

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou o socorro bilionário ao setor elétrico. O teto da operação será de R$ 16,1 bilhões. O tema ficou em debate por semanas e gerou divisão entre os diretores da agência e pressão do Ministério de Minas e Energia pela rápida regulamentação do assunto.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Com a operação, os aumentos na conta de luz que ocorreriam neste ano, de cerca de 12%, serão diluídos nos próximos cinco anos. Os custos da operação serão divididos entre consumidores e empresas.

A maior controvérsia na discussão estava no registro de ativo regulatório referente ao empréstimo nos balanços das empresas - considerando a queda da demanda de energia e o aumento da inadimplência devido à pandemia do novo coronavírus. A relatora do caso, Elisa Bastos Silva, havia proposto inicialmente um artigo na resolução que permitia esse registro, mas o diretor Efrain Pereira da Cruz pediu vista do processo e trouxe o voto nesta terça-feira, 23.

Após consultar as áreas técnicas da Aneel, ele chegou à conclusão de que essa possibilidade gerava riscos para a agência, já que as concessionárias poderiam considerar esse registro como piso nos futuros pedidos de revisão tarifária extraordinária - processos que ensejam aumentos nas contas de luz dos consumidores. A proposta de Efrain foi adiantada pelo Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado) na segunda-feira.

Nas discussões, Elisa fez um complemento de voto, acatando parcialmente a proposta de Efrain. Por isso, "em nome do colegiado e para dar robustez à decisão da Aneel", após horas de discussão, Efrain abriu mão de sua proposta. O voto da relatora foi ajustado e aprovado por cinco votos a zero. A mudança de entendimento dos diretores a respeito do registro do ativo regulatório em balanço também foi antecipada na segunda-feira pelo Broadcast.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Com a decisão, uma nova consulta pública para discutir essas revisões será discutida em um segundo momento, em até 90 dias. A ideia é que a Aneel possa avaliar rapidamente essas solicitações. Outra consulta pública será aberta para debater os custos acessórios da operação, em até 120 dias. O diretor Sandoval de Araújo Feitosa concordou com a proposta. "A contabilização deve ser o final, e não o início do processo de reequilíbrio", afirmou.

Leia Também

Revisões

Também na reunião desta terça-feira, o diretor Efrain Pereira da Cruz voltou a defender a possibilidade de diluir, na conta-covid, os efeitos das revisões tarifárias de seis ex-distribuidoras da Eletrobras, além dos processos da Energisa Tocantins e DMED (Poços de Caldas-MG).

O diretor considerou que a Medida Provisória 950 e o decreto que a regulamentou permitiam essa possibilidade, já que tratam de mitigação de aumentos tarifários. "Para o consumidor, não faz diferença se os impactos tarifários a serem mitigados são da Parcela A ou B, ou se são estruturais ou conjunturais", disse ele.

Para Cruz, manter os efeitos das revisões para os consumidores dessas localidades, sem amortecê-los, seria "desumano". Segundo ele, as revisões tarifárias dessas oito concessionárias levarão a reajustes entre 9% e 22%. Com a inclusão de parte desses itens, seria possível mitigar parcialmente esses aumentos, previstos para este ano, em no mínimo 3% e no máximo 16%.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Mesmo com o apelo de Cruz e o apoio de Sandoval de Araújo Feitosa, a proposta foi derrotada. A relatora Elisa Bastos Silva não acatou a sugestão e considerou que a Aneel estaria invadindo competências com essa ideia, pois seria uma política pública a ser proposta pelo governo ou pelo Congresso. Para encerrar a discussão e sinalizar a robustez da operação, Efrain e Sandoval acabaram abrindo mão desse pedido e votaram a favor da proposta de Elisa.

Além de Elisa Bastos Silva, o diretor Júlio César Rezende Ferraz e o diretor-geral da agência, André Pepitone também eram contra a proposta. Segundo Pepitone, esse tema das revisões tarifárias das ex-distribuidoras da Eletrobrás já está em discussão no governo, de forma que uma solução pode ser proposta em breve.

Empréstimo

O teto do empréstimo, de R$ 16,1 bilhões, considera o cálculo individualizado por distribuidora e, portanto, poderá ser menor, conforme a adesão de cada empresa. O empréstimo será realizado com um pool de bancos públicos e privados, sob a liderança do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). As condições - como prazo, juros e spread - devem ser definidas nos próximos dias.

O teto foi reduzido em R$ 100 milhões durante as discussões devido à retificação dos dados enviados pela Cemig, que reduziu sua parcela de R$ 1,8 bilhão para R$ 1,7 bilhão.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A proposta aprovada pela Aneel tem ainda um último ajuste. A resolução só permitiria a reversão dos componentes financeiros negativos após o repasse de recursos da conta-Covid. Como há processos a serem deliberados até o fim de julho, haverá uma condição transitória entre a publicação da resolução e os repasses para que já possa haver componente financeiro negativo para aquelas cujos processos tarifários ocorrerão nesse ínterim. É o caso da Copel, que terá reajuste tarifário aprovado ainda nesta terça-feira durante a tarde.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
DESCONTOS DE ATÉ 30%

Depois da chegada de sua marca irmã mais barata, preços da Zara caem; qual o risco para C&A (CEAB3) e Lojas Renner (LREN3)?

24 de março de 2026 - 14:15

Nos últimos dias, diversos vídeos nas redes sociais mostram que a Zara reprecificou diversos produtos. A própria XP verificou, em levantamento, que os itens ficaram 15% mais baratos, com alguns cortes chegando a 30%

PRESSÃO REGULATÓRIA

Sanepar (SAPR11) cai até 7% após Agepar propor repasse de R$ 3,9 bilhões a usuários; entenda o que está em jogo

24 de março de 2026 - 12:37

Mudança de regra pode afetar diretamente as expectativas de retorno e geração de caixa da companhia de saneamento paranaense

REAÇÃO AO BALANÇO

Movida (MOVI3) muda o foco: lucro líquido sobe 64,5% e rentabilidade bate recorde no 4T25; é hora de comprar as ações?

24 de março de 2026 - 11:38

Lucro líquido chegou a R$ 102,3 milhões no período, em meio a estratégia mais focada em rentabilidade e menos dependente de crescimento de frota; veja os destaques do resultado

VEJA OS DETALHES

Um em cada cinco: auditoria ligada à Fictor Alimentos (FICT3) aparece em 113 fundos do entorno do Banco Master

24 de março de 2026 - 11:16

Levantamento com dados da CVM e da Anbima mostra forte presença da UHY em fundos ligados ao ecossistema do Banco Master, além de conexões com a Fictor, vínculos indiretos entre estruturas e indícios de investimentos cruzados entre os veículos

PROVENTOS À VISTA

Mais dinheiro na mesa: Vibra (VBBR3) anuncia R$ 393,5 milhões em juros sobre o capital próprio — ainda dá tempo de entrar?

24 de março de 2026 - 9:38

Data de corte se aproxima e ações devem virar “ex” nos próximos dias; veja o calendário dos proventos da Vibra

MERCADO IMOBILIÁRIO EM ALTA

XP mantém aposta nas construtoras de baixa renda e elege sua ação favorita; confira qual

23 de março de 2026 - 19:49

Mais dinheiro no setor, mudança no IR e ajustes no MCMV podem turbinar vendas; veja quem deve ganhar

IMPACTOS CONTÁBEIS DA RJ

Atraso acumulado: Oi (OIBR3) adia balanços dos dois últimos trimestres e não dá nova previsão para divulgar os números

23 de março de 2026 - 19:35

A operadora adiou a divulgação dos resultados do terceiro e do quarto trimestres de 2025, além das demonstrações financeiras anuais, e segue sem nova data para apresentação dos números ao mercado

RETORNO AO ACIONISTA

Rede D’Or (RDOR3) anuncia pagamento de R$ 350 milhões em JCP; veja quem tem direito — e o efeito nos dividendos

23 de março de 2026 - 19:17

Investidor precisa ficar atento à data de corte para não perder o direito ao provento

VEJA OS DETALHES

Entre dívidas ocultas e balanços questionáveis: o que laudo pericial revela sobre a crise da Fictor

23 de março de 2026 - 18:40

Laudo da Laspro libera avanço da recuperação, mas identifica números conflitantes, dependência de aportes internos e confusão patrimonial entre as empresas

SINAL DE ALERTA

Taesa (TAEE11) pode cair 15%, segundo esta corretora que recomenda venda para as ações

23 de março de 2026 - 18:21

Genial Investimentos revisa tese e aponta riscos que colocam em xeque a percepção de estabilidade da transmissora

TROCA DE LIDERANÇA

Santander Brasil (SANB11) sem Mario Leão: o que muda — e o que não muda — com a chegada do novo CEO?

23 de março de 2026 - 16:11

Em reunião com analistas, CEO diz que transição foi planejada e que modelo atual veio para ficar; veja o que esperar do bancão agora

SINAL VERMELHO?

Alliança Saúde (AALR3) em xeque: Fitch rebaixa rating para nível pré-calote, enquanto empresa tenta segurar pressão dos credores

23 de março de 2026 - 14:04

Liminar judicial dá 60 dias de fôlego à antiga Alliar, enquanto empresa tenta negociar dívidas e evitar um desfecho mais duro

OURO LÍQUIDO EM QUEDA

Prio (PRIO3) anuncia início da produção em Wahoo e prevê 40 mil barris/dia ao fim de abril, mas ações caem com guerra no radar

23 de março de 2026 - 13:31

A ação, no entanto, está em queda, com o arrefecimento da guerra no Oriente Médio, após o anúncio de Donald Trump, e a queda do petróleo tipo brent

EXPANSÃO NO E-COMMERCE

Reforço de uma gigante: após parceria com o Mercado Livre, Casas Bahia (BHIA3) começa a vender produtos na Amazon; ações sobem

23 de março de 2026 - 11:47

Presidente da Amazon Brasil defende que a parceria une a tecnologia da plataforma norte-americana com o portfólio e a tradição da Casas Bahia

ALÍVIO

CSN (CSNA3) garante empréstimo de até R$ 7,43 bilhões enquanto tenta fechar a venda da CSN Cimentos

23 de março de 2026 - 10:11

A CSN pretende utilizar os recursos do empréstimo para refinanciar dívidas existentes no curto e médio prazo; venda da CSN Cimentos foi dada como garantia

PARCEIROS DE PESO

Ação da Oncoclínicas (ONCO3) salta mais de 57% na B3 após atrair mais um gigante: Fleury (FLRY3) pode entrar em parceria bilionária com a Porto (PSSA3)

23 de março de 2026 - 9:27

Operação envolve transferência de ativos e dívidas para nova empresa sob controle dos investidores; saiba o que esperar do potencial negócio

SURFANDO NA FIBRA ÓTICA

Adeus, B3? Claro compra 73,01% da Desktop (DESK3) por R$ 2,41 bilhões, que terá OPA para sair da bolsa

23 de março de 2026 - 8:51

Depois que a operação for fechada, a Claro será obrigada a abrir um registro de uma oferta pública para a aquisição das ações restantes da Desktop, em função da alienação de controle da empresa

REPORTAGEM ESPECIAL

O problema de R$ 17 bilhões do Pão de Açúcar (PCAR3): o risco fora da recuperação extrajudicial que assombra o mercado

23 de março de 2026 - 6:01

Com recuperação extrajudicial, o real problema do GPA é bem maior. Veja quais as chances de isso vir a pesar de fato para a empresa e quais são os principais entraves para a reestruturação da companhia

AÇÕES

Veja 5 ações para buscar lucrar na bolsa e superar o Ibovespa nesta semana, segundo Terra Investimentos

22 de março de 2026 - 13:40

No acumulado de 12 meses, a carteira semanal recomendada pela Terra Investimentos subiu 68,44%, contra 36,04% do Ibovespa

ENTENDA

Parceria bilionária: Helbor (HBOR3) e Cyrela (CYRE3) se juntam para projeto do Minha Casa, Minha Vida; veja detalhes

21 de março de 2026 - 10:30

Parceria de R$ 1,5 bilhão marca entrada mais firme da Helbor no MCMV, com divisão de riscos e reforço de caixa ao lado da Cyrela

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar